Ano novo chinês (o ano do dragão)
Na China há um dito popular que muito me agrada “todos os planejamentos do ano se fazem na primavera“. Então, nada mais justo que a chegada do Ano novo para os chineses ocorra sempre no inicio da primavera, algo que ocorre sempre no final de janeiro ou começo de fevereiro, isso porque o calendário chinês segue o ciclo lunar.
É muito comum as pessoas cortarem o cabelo, fazerem faxinas (varrendo a casa de dentro para fora – tirando a sujeira pela porta de saída) cuidam da casa, preparam as roupas. Se livram do velho e dão as boas vindas ao novo. Tudo isso é parte integrante da cultura chinesa.
É comum acenderem lanternas vermelhas (cor predominante por ser yang e vibrante) são acesas e penduradas diante da porta principal e só são retiradas de lá quinze dias após o Ano novo e por lá os fogos são estourados para espantar os maus espíritos, afinal, demônios são elementos comuns da cultura chinesa.
As crianças e os solteiros ganham um envelope vermelho com dinheiro da matriarca da casa. E a família inteira escrevem seus desejos com tinta preta em papéis vermelhos na porta de entrada. O preto representa o elemento água e a sabedoria, enquanto o vermelho representa o sucesso e o elemento fogo.
Eu acendi minha vela vermelha no meio da tarde de ontem e observei por alguns momentos a sua chama. Também escrevi em preto alguns dos meus desejos em pedaços de papel vermelho que também ganharam um fitilho preto para incrementar minhas ilusões.
Eu realmente prefiro celebrar o ano novo lunar que qualquer outro. É uma celebração colorida que muito me agrada…
Aliás, esse é o ano do Dragão de acordo com a cultura chinesa. O Dragão é o elemento água, representa a vitalidade, o orgulho, entusiasmo e os ideais elevados. Esse com certeza será o ano da criatividade e da sensatez. Pensar antes de agir. Agir diante da certeza. Evitar o duvidoso. Fechar os olhos para olhar para dentro e agir de acordo com o sentir. Nada de precipitações, pois o lado negativo do dragão é que o passo pode ser muito maior que o que permite a perna…
Almanaque wicca 2012
“Não deixaremos de explorar
e o fim de tanta exploração
será chegar aonde começamos
e conhecer o lugar pela primeira vez”.
T.S.Eliot
Foi minha leitura na manhã de hoje. Há tempos que leio esse almanaque, desde 2009, acredito eu. O adquiro no ano passando na Livraria Cultura, mas demorei para levá-lo a luz dos meus olhos por causa do tema principal do almanaque “a profecia de 2012 dos maias” que é tratada de forma breve e sem nenhum entusiasmo. Cita-se apenas o real significado dessa profecia deixada por um povo que virou mania nos mais diferentes setores da nossa sociedade atual, seja espiritual, cientifica ou psicologia. Lá estão os Maias e suas profecias. Eu as vezes acho que isso ocorre por causa dessa estranha mania do homem de “fim do mundo”. Eu tenho aqui comigo as minhas três décadas de vida e já ouvi dúzias de vezes o tema sendo mencionado. Alguns malucos chegaram a prever a data e o horário do fim do mundo. E continuamos todos aqui…
Eu fui pesquisar mais a fundo a questão do fim do mundo e percebi que dos poemas épicos da índia, às tradições orais dos indígenas até à famosa historia bíblica do apocalipse – é o que o fim do mundo é constantemente mencionado. Vários falsos profetas, de tempos em tempos, surgem com datas e acontecimentos fantásticos ao pregar o fim do mundo. Discurso antigo que se repete por aí. Claro que há os que acreditam nisso e ajudam a dar um “tom real” a toda essa bobagem. Isso não é citado no almanaque. O discurso acerca do mesmo, faz uma análise concreta e até interessante do que vem a ser a transformação pela qual a Terra irá passar.
Já sabemos que a vida é cíclica, logo, tudo tem seu começo, meio e fim. Acredita-se que houve pelo menos quatro ou cinco (se seguirmos as tradições dos povos astecas e maias) desses ciclos. Assim sendo, nossos mais antigos ancestrais teriam enfrentado mudanças climáticas e nos campos magnéticos da terra, diminuição dos recursos naturais e elevação do níveis do mar foram as consequências mais graves.
Mas a pergunta que eu me fiz é “o que sabemos de fato sobre as transformações que ocorrem nesse planeta vivo?” – basta lembrar que o humano está se reproduzindo de forma intensa e a nave mãe já começa a dar sinais de superlotação. Haverá comida para todos? Haverá espaço para todos? Lembrem-se que pela preservação da espécie a inteligência é deixada de lado, tanto quanto a razão e o que prevalece é o lado grotesco, selvagem do homem que é sim um animal. E sabemos bem do que esse animal humano é capaz, basta olhar por aí.
Enfim, é possível fazer muitas análises. O tema é longo e precisa ser observado atentamente, mas quando vejo as religiões que se deitam e se levantam por aí, fico feliz por minha caminhada e pela certeza que trago em mim “um dia eu abri os olhos e olhei para dentro de mim e o que vi me fez perceber que a natureza é minha vida, minha arte e minha inspiração e isso me basta”.
Alias, acho que nunca antes, em tempos anteriores, T.S.Eliot foi tão citado, vale a pena ler o poeta e seus argumentos de transformação.
Hemisfério sul.
São várias as pessoas que me perguntam sobre isso, dessa vez foi a caríssima Cintia (Tin). Bem, quando eu cheguei ao Brasil, em 2002 eu tentei me ater aos movimentos do hemisfério sul. O primeiro ritual que pratiquei em terras paulistas (ou pelo menos tentei) foi Ostara. Dia 21 de setembro – Parque do Ibirapuera e meu corpo não se moveu. A manhã estava fria. Não havia uma só flor na paisagem e os pássaros (poucos) encolhiam-se nas árvores. Nenhum vôo alegre. Nem mesmo o sol se movia. Comecei a perceber os ares da Paulicéia naquela manhã.
Não se enganem meus caros, a questão não é o hemisfério e sim o sentir, porque é através do sentir que iremos nos conhecer e conhecer também o universo a nossa volta. A natureza é movimento. Nós somos movimentos e tudo isso culmina numa coisa bem simples, chamada: “EQUILIBRIO”. Alcançar o nosso equilíbrio, junto com todas as coisas que se movimentam a nossa volta não é nada fácil, mas também não posso dizer que seja difícil. Depende apenas de nós e isso por si só determina o grau de dificuldade de cada um.
Bem, a minha dificuldade para com Ostara me fez refletir durante dias inteiros. Não realizei o ritual seguinte. Fiquei em meu quarto observando as faces da manhã, da tarde e da noite. Acendi uma vela, pedi inspiração e me dediquei aos dias seguintes aos movimentos da cidade de São Paulo e fui assim que percebi que tudo aqui muda muito depressa. De manhã as vezes temos sol de verão, a tarde ventos de outono, a noite frescor da primavera e horas depois sentimos o frio do inverno que nos leva de encontro a xícaras de chá quente. É possível perceber os elementos das quatro estações durante um único dia. Não é assim em todo o país, há regiões onde percebemos apenas duas estações do ano. Mas é preciso conhecê-las, observá-las e claro, sentí-las.
Enfim, foi o meu sentir que levou-me a seguir meus movimentos de antes e praticar meus rituais de acordo com o Hemisfério norte. Não tive dificuldade alguma para com os rituais seguintes e tão pouco com os meus movimentos.
Por isso quando me perguntam sobre o tema, eu digo, não há regra geral na prática da grande Arte. O que há é sentimento. Logo, olhe para dentro e para fora e chegue a uma conclusão. Um aluno de um curso disse-me certa vez “não consegui praticar meu ritual num grupo porque estava um calor de quarenta graus lá fora e nós estávamos festejando Yule”. Esse foi o sentir dele, a sua observação. A sua percepção quanto aos movimentos.
Atividades para Imbolc
Um ritual é geralmente definido como um padrão específico de ações empreendidas para alcançar um resultado final definido. Estas ações podem ser formais ou informais, mas continuam a ser um conjunto prescrito de ritos cujo objetivo é imprimir uma mudança duradoura na vida e na psique do praticante. Quando combinado com a magia, o resultado final pode ser uma mudança poderosa e espantosa. (Como Fazer Magia de Edain McCoy)
Ganhei um lindo vaso de flor no final da tarde de ontem. Agora estão sorrindo sobre a mesa. Vez ou outra meus olhos correm para aquelas pétalas e eu percebo ali a força da vida: o vermelho suave em meio ao verde vivo, intenso. São matizes. A vida é um pouco disso e de outras coisas também.
Ainda ouvindo “witch´s rune” e pensando no próximo ritual que começa a desenhar-se em minha mente. Eu dificilmente repito o mesmo ritual porque o momento é outro, assim como são outras as nossas emoções, sensações e eu mesma não sou mais aquela que fui ontem.
Esse ano quero pedaços de fitas na cor dos elementos para formar o círculo. Em cada quadrante um nó para representar o meu laço para com eles. Não irei queimar os enfeites do ritual passado porque não me dediquei tanto as decorações. Estava num momento de poucas cores. Mudanças necessárias me deixaram entregue ao meu íntimo, ao meu sentir, voltada para dentro de mim…
Também quero sementes de milho em volta do caldeirão, intercalando a minha roda de velas vermelhas. E claro, não vou deixar de confeccionar minha cruz de Brigith, mas ainda não escolhi qual material irei usar. No ano passado usei folhas de coqueiro, deu um pouco de trabalho, mas eu gostei do resultado final.
Outras atividades para Imbolc:
Fazer uma roda de velas / fazer um travesseiro dos sonhos / adquirir pedras para serem usadas em círculos mágicos / devolver pedras para a natureza / acender uma vela em cada janela da casa (começando com o crepúsculo do dia do ritual e finalizando na aurora do dia seguinte) / fazer uma mãe do milho (Cor mother) / consagrar 13 velas para serem usadas no decorrer do ano em feitiços de proteção.
Lua Minguante…
Às 6h09m
Acordei uma música na cabeça “Witch´s Rune” – é uma dessas canções que me leva de encontro a ilusões só minhas. Quando ouço aquelas vozes femininas, imediatamente sou levada de encontro um lugar só meu. Uma espécie de meditação natural acontece. Marcho por sobre folhas secas, ouço a água seguindo seu curso natural por entre pedras e percebo meu destino bem diante dos meus pés.
Passam das oito horas diurnas. Estou aqui a pensar nessa nova fase lunar, iniciada há pouco. É o momento de recolher-se. Voltar-se para dentro. Mais alguns dias e a lua não terá brilho. Será natural. Negra.
Agora penso na morte,
para encontrar o que sou,
antes de tornar-me outra
Lembro de minha nona dizendo que na lua minguante as mulheres não sobem a colina. Elas fecham suas portas e janelas e celebram o encontro consigo mesmas. Acendem suas velas, incensos, preparam o chá e fazem preces silenciosas. O círculo de pedras é “desfeito” pois buscam os quatro cantos importantes da casa onde se vivem. Afinal, sua casa é sua fortaleza e é com pedras que se ergue essa estrutura forte. O restante do “castelo” deve ser feito com energia: sensações diversas, sentimentos vários e emoções todas.
Sempre achei esse dizer tão mágico. Tão intenso. Tão encantador que trago comigo esse simbolismo desde sempre. Guardo meus objetos mágicos. Preparo um chá pela manhã, logo cedo, antes do sol despertar, tomo um banho. Acendo o incenso e percebo os contornos de suas fumaças. Acendo a vela na cozinha. Guardo as pedras e fico aqui ouvindo “witch´s rune”.
Aprendi ao longo de meus estudos que o importante é a gente compreender os nossos ritmos, se libertar dos preceitos e descobrir nossos próprios rituais.
Nota complementar.
Escrevi no ano passado um post mais detalhado sobre a lua minguante que pode ser lido nesse link.
Sexta-feira Treze
Começo a me preparar para o próximo ritual. É algo que faço naturalmente. Não consigo pensar no próximo movimento apenas no dia como fazem a maioria dos praticantes. Para mim o dia seguinte já exibe movimentos do próximo ritual, levando-me em direção as transformações que ocorrem a minha volta.
Hoje, por exemplo, amanheceu nublado. Choveu fortemente ao longo da manhã e de repente, as nuvens foram saindo da frente do sol e ele tocou minha pele. Eu estava na varanda e lembrei-me de Brigith imediatamente. Acendi um incenso e dentro do caldeirão uma vela vermelha.
Um belo espetáculo numa manhã simples.
A vida é simples, não é mesmo? Basta estarmos atentos as “pequenas coisas”.
Sim, e tudo isso numa sexta-feira treze de lua a minguar lentamente. As pessoas por aí tem suas superstições acerca da data que para mim é apenas mais um dia na semana e um número no calendário.
Mas é claro que também se trata de uma excelente desculpa para eu preparar um delicioso chá de anis com casca de laranjas e maçãs.
Bom fim de semana a todos
Janeiro é o mês das tempestades.
E eu não falo das tempestades naturais. Céu cinza escuro. Nuvens densas. Paisagem molhada. Ruas inundadas. Raios. Relâmpagos. Trovões. O calor a assustar quem passa lá fora.
Falo das tempestades atemporais, daquelas que ocorrem dentro da pele, no avesso, no intimo. Na escuridão de uma existência inteira.
A lua da tempestade nos desafia a olhar no espelho e observar nossas verdades. Ninguém melhor que nós mesmos para compreender nossos silêncios.
Enfim, é janeiro e as tempestades seguem.
De dentro pra fora.
O caminho do meio.
Todos os seres nascem iluminados, mas é preciso uma vida inteira para descobri-lo.
É noite aqui onde vivo. É noite em meu avesso também. É noite em algumas partes do mundo. A noite é esse ciclo passageiro onde a luz natural não nos alcança (fica pelo caminho) as escondidas. E nós podemos então perceber quem somos e o que somos. É como se a gente caminhasse para dentro de nós (cavernas) e lá dentro nos encontrássemos com essa possibilidade (estranha) de vislumbrar o que somos realmente.
Pois bem, eu estou aqui, a escrever esse punhado de palavras numa noite de lua cheia nesse mês primeiro, olhando para o futuro (dia seguinte) e percebendo junto a mim o meu passado (ontem). Porque janeiro é isso: é Janus. O senhor que cuida de olhar para os dois lados (passado e futuro). É preciso caminhar, mas é preciso observar os passos dados para compreender nossos movimentos.
Eu estou aqui com uma pilha de rascunhos escritos ao longo de sete anos. Muitas informações que agora me pedem organização. Nada mais. Uma xicara de chá, um incenso e uma vela. Uma nova caminhada começa.
O resultado virá amanhã. Claro.
Antes de ir, preciso dizer, é muito bom estar de volta…
Lua nova…
Siga a trilha clicando aqui…
Primeiros passos do curso…
O curso on line de paganismo tem inicio hoje e conta com a participação de 13 pessoas que foram escolhidas pela Lu tão logo se encerraram as inscrições. Foram mais de 100 pessoas inscritas nesse curso que teve divulgação restrita, se limitando a amigos, conhecidos e a página desse blog que tem diariamente cerca de mil visitas.
Eu não sei quanto a vocês, mas eu gosto muito de saber que esse blog é referência no assunto paganismo na internet e mesmo recebendo visitas desagradáveis, de pessoas que desconhecem completamente o sentido da palavra “respeito” – é um local onde as pessoas buscam informações para sua práticas solitárias ou em grupo. Isso é muito gratificante…
Bem, para os que não conseguiram seu “lugar ao sol” para esse primeiro curso on line, tenham calma que haverá outro curso tão logo se encerre esse primeiro passo.
Grande abraços a todos
Marco Antônio
Curso de paganismo on line
Bom dia caríssimos, não se assustem, o blog da casa do mago não voltou as atividades, apenas venho informá-los que a partir do dia 01 de agosto, a Lunna Guedes (escritora, poeta, bruxa e pesquisadora das religiões antigas e ocultas) estará ministrando um curso sobre paganismo on line.
O curso terá duração de três meses e não pretende formar pessoas pagãs, afinal, isso não é algo possível, embora muitos por aí digam o contrário.
O curso terá inicio com o Ritual de Dedicação, onde cada participante fará o ritual de abertura dos estudos propostos por ela. Serão três meses buscando respostas, caminhos, orientações e mais, acima de tudo, combinando um encontro com a natureza que está ao nosso redor e de dentro de cada um de nós.
Se ao final do curso você vai estar ou não, apto a dar o próximo passo, isso é uma resposta que só você irá alcançar.
Para participar do curso on line, você precisa se inscrever através do e-mail meninanosotao@gmail.com até o dia 25 de julho. É preciso enviar seu nome, e e-mail válido para resposta. Sendo que deverá responder a seguinte pergunta: “por que é meu desejo estudar as artes do paganismo?” Serão selecionados 13 participantes que receberão a senha de acesso a página do curso e o material disponibilizado para o curso que será enviado por e-mail.
Tópicos do curso.
O paganismo
O neo paganismo
As tradições pagãs
Iniciação
Coven
A Deusa e o Deus
A roda do ano
O círculo mágico
Esbaths
Sabbats
A Lua
Os quatro elementos
Feitiços e poções
Os chacras
Ervas
Panteão (celta e grego)
Incensos e velas
A magia das cores
A magia dos alimentos
Os quatro quadrantes
Grimoire
Instrumentos sagrados
Informações. Lunna Guedes é bruxa hereditária, praticante de magia natural desde os quinze anos quando foi iniciada na Grande Arte por Don´Anna (sua nona) – estudante de religiões antigas desde a adolescência; é a idealizadora do blog A Casa do Mago e atualmente escreve o livro “A Casa do Mago – o livro das quatro direções” que será lançado em 2012. Esse curso será sua primeira experiência on line, já que desde 2002 ela ministra cursos na Itália, Portugal e em São Paulo.
Abraços a todos.
Marco Antônio Guedes
Dias de despedidas…
Escolhi a sexta-feira porque pra mim, sexta-feira combina com despedidas. É o melhor dia da semana pra dizer “adeus”.
Nossa, foi um longo caminho até aqui e pensar que precisava de apenas mais alguns dias para completar “dois anos” de existência. Mas não chegaremos até lá. Infelizmente. Os caminhos são outros, o tempo anda curto e os projetos se acumulam no canto da mesa.
Mas o que eu posso dizer? Foi muito bom dividir nossas experiências com cada um de vocês. Não haverá renovação, mas tudo que foi dito, tanto por mim quanto por vocês continuará aqui e espero que seja de grande ajuda para todos que aqui chegarem. Espero também que vocês continuem a fazer essa troca deliciosa, afinal, sempre temos muito por aprender, não é mesmo?
Enfim, para todos que aqui chegam em busca de informações sobre o paganismo, o meu abraço e o meu muito obrigado por sua visita. Nós vamos silenciar e nem posso dizer que não haverá volta. Afinal, o amanhã não nos pertence…
Aproveito para agradecer a Alex, a Francy´s, a Madalena Barranco e a Lu Cavichioli que nos emprestaram muito de suas magias pessoais.
Desejo a todos muita inspiração e que a Deusa esteja sempre presente na vida de todos vocês.
Grande abraço
Marco Antônio
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Quero agradecer em especial a Lu que editou ao longo desses quase dois anos todos os posts aqui postados, com todo carinho e dedicação possível. Ela continua com seu blog pessoal onde divide com seus leitores suas experiências humanas no campo da literatura e da magia. Então, por favor, façam um vôo migratório…
Dia 08 de março
Bem, de acordo com o calendário, hoje é o Dia Internacional da Mulher. Não gosto da data, mas acho que em tempos, vale desejar que as mulheres se encontrem porque ultimamente elas parecem um tanto perdidas pra mim…
Assim sendo, recorro a literatura para lembrar o feminino e não as feminsitas. rs
Grande abraço
- Toque nela com cuidado, senão ela foge.
- A coisa ou a pessoa?
- As duas”.
Caio Fernando Abreu
A mais carinhosa também é a mais bruta
A mais inteligente é ao mesmo tempo a mais sensível.
A mais bonita é ao mesmo tempo a mais emburrada.
A mais esperta é ao mesmo tempo a mais mundo da lua.
A mais bem humorada é também a mais secreta.
A mais velha é ao mesmo tempo a mais moleca.
A mais moça é também a mais madura.
Uma não vive sem a outra
E eu não vivo sem as duas”
(Martha Medeiros)
“E assim sou,
fútil e sensível,
capaz de impulsos violentos e absorventes,
maus e bons, nobres e vis,
mas nunca de um sentimento que subsista,
nunca de uma emoção que continue,
e entre para a substância da alma.
Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa;
uma impaciência da alma consigo mesma,
como com uma criança inoportuna
um desassossego sempre crescente e sempre igual.
Tudo me interessa e nada me prende.”
(Fernando Pessoa)
Eu não quero mandar.
Eu me recuso a mandar.
Quero viver obscuramente e ricamente minha feminilidade.
Quero um homem deitado sobre mim.
Sua vontade, seu prazer, seu desejo, seu modo, sua sexualidade, o comando, meu pivô.
Não me importo de trabalhar, me auto sustentar intelectualmente, artisticamente; mas como mulher, Oh meu deus, como mulher quero ser dominada.
Não ligo se me dizem para ser independente, andar com minhas próprias pernas, não me apegar a nada, mas eu vou ser caça, fodida, possuida pela vontade de um homem quando ele quiser e de acordo com suas ordens.
Anaïs Nin.



Peregrinos...