Lunna Guedes

 

Lu


Na Web
– minhas primeiras letras começaram em junho de 2002 quando comecei a desenhar palavras no blogue intitulado por mim de “menina no sótão“, que hoje é parte integrante do zine “apenas um blogue” publicado em formato artesanla em me meados de 2012.. Eram escritos na primeira pessoa do singular. Uma espécie ensaio para os dias seguintes. O ponto de partida da minha escrita…

Em junho de 2004 surgiu “caderno vermelho” – porque vermelho é o sentir, a emoção, o existir e as palavras que deixo no avesso da folha e capa do caderno onde eu comecei a inventar figuras humanas na primeira terceira pessoa do singular…

Um bom punhado de dias mais tarde surgiriam outros blogues, outros escritos – tudo deixado guardado como se fosse um baú velho que não se consegue fechar de tão cheio ou uma gaveta onde se amontoam ilusões, silogismos, retratos antigos e algumas coisas (poucas) novas…

Como o sentir permanece sendo esse vermelho pulsante feito paixão que arde enquanto há lenha – substância a correr pelas veias. O nome é essa impermanência intensa “catarina voltou a escrever” e agora mais que nunca – na primeira pessoa do singular..

No papel – pouco me atenho as publicações e não me sinto pronta para um argumento definitivo. Em estado de espanto é minha condição no momento, mas fiz algumas publicações em formato artesanal estreando com “Reticências” (2010) que inicialmente contou com míseros 50 exemplares, devidamente entregues a olhos curiosos. A seguir veio “Diálogo Noturno” (2011) e finalmente “Escrevendo Pretéritos” (2012) que considero meu melhor ensaio até o presente momento e que alcançou desde o lançamento cinco edições distintas… Mas confesso, não o considero finalizado. Pronto. Definitivo – por isso tenho evitado deixar meus olhos correrem por cima de suas linhas…

O próximo está a caminho “desenhando sombras no que resta da noite” é para depois de amanhã… (agosto/2013)

Na vida – nasci em Gênova, (Itália) num dia de novembro, em meio ao outono… Mudei para São Paulo no meio de minha vida, num dia qualquer de agosto. Disseram que era inverno, mas o asfalto quente e a atmosfera seca lembravam o verão… Um pouco mais adiante, bem provável que num dia de junho me tornei uma “colecionadora de palavras” – não há lembranças em mim acerca da estação. O calendário local dirá que era inverno, mas a alma exibia tempestades de janeiro, em pleno verão…

No imaginário – o percurso feito por alamedas, ruas, a pés – leva essa menina que não gosta de gente, mas ama movimento a aguçar o sentido. O olhar é de longe o mais atento. Por que verdade seja dita. Ela ouve pouco. Escuta quase nada. Às vezes é preciso repetir certas frases duas ou três vezes. Até mais. Ela não é surda – nunca foi, mas parece ouvir apenas o que se prontifica a fazê-lo. E vê quase tudo. Não sei se o quase tem espaço aqui nesse texto. Sei apenas que nada escapa de seu par de olhos.

Ela se diz urbana. Gosta de calçadas. Muro de casas. Gosta da cidade. São Paulo (especificamente). Não tem pressa. Escreve diários. Lê muito (apenas o que gosta porque se não gosta, deixa de lado) – ela diz ter passado da idade de fazer o que não gosta. Aprendeu com os anos que as coisas desagradáveis tem um peso sobrenatural. E tudo isso fica sobre os ombros impedindo movimentos vários…

Ela diz que aprendeu a deixar a janela sempre aberta. Ponteiros parados. Pretéritos revisitados. Não perguntem a ela que dia é hoje. Perguntem que dia foi ontem. Terás uma resposta imediata. Prática. Caso contrário terás apenas um sorriso e o silencio de quem vive mais a vida escrita que a vivida…

E por ser assim é que ela cria/inventa histórias, personagens – vidas alheias que as vezes é a vida dela mesma…

diário das quatro estações

“Eu acho que fiz muito bem,


considerando que eu comecei com o nada


e mais um monte de papel em branco”.


Steve Martin

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