A Lua de Fevereiro

 

lua de fevereiro

 

…é a “lua casta” – a lua da purificação do corpo, da mente e também da alma. É a água corrente. A trilha de terra acontecendo entre pedras. O passo mais lento. A calma e a tranquilidade. Os olhos fechados, a emoção falando alto. É o carinho de mãos, o afago feito com cuidado.

Sua cor é o branco e sua sensação a continuidade. Sua direção: o norte. Seu sentido: a intuição. Seu som é o das batidas do coração.

A meditação é feita junto a aurora… junto aos primeiros raios de sol.

Seu símbolo maior é a águia em seu vôo manso, brando por sobre as coisas humanas, demasiadamente superficiais.

Sua condição é atemporal… tudo é movimento para fora, sentido horário. As seis horas da manhã… quando a prece sem palavras é feita para a Deusa Tríplice.

É a dança completa, dos dias, das horas, do corpo, da arte!
É o começo e também o meio e o fim!

 

Volte a lua a esse verso que tua mão
Escreve, e volta, ao primeiro clarão
Azul, a teu jardim. A mesma lua
Desse jardim irá buscar-te em vão.

E sejam sob a lua dessas ternas
Tardes teu exemplo humilde as cisternas,
Em cujo espelho d´água se repetem
Umas poucas imagens, mas eternas.

Que a lua do persa e os incertos
Dourados dos crepúsculos desertos
Retornem. Hoje é ontem. És os outros
Cujo rosto é o pó. Tu és os mortos.

Borges – pág. 45

A Lua de Fevereiro

2 pensamentos sobre “A Lua de Fevereiro

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s