Tag Archive | Natureza

Altar de Yule

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Para aqueles que pensam que ainda é muito cedo para pensar em Yule (afinal, ainda estamos em novembro) eu vou fazer um pedido especial: observem a natureza e seus sinais… As estações do ano não mudam de acordo com as datas do calendário, embora a gente tenha lá uma data (21 de dezembro) que nos diz que é nessa data que se inicia a estação (verão – sul / inverno – norte) – mas antes disso os sinais de transformação começam a acontecer e para percebemos isso, basta estar atentos.

Faça uma caminhada e veja os desenhos que você encontrar: folhas pelo chão, nas árvores, flores… Qualquer coisa que seu olhos alcancem e te permita uma inusitada sensação.

Pois bem, eu hoje pensei no altar que iremos enfeitar para o Yule porque é um dos altares que eu mais gosto: por causa das cores, das luzes (do sol) e dos enfeites de folha seca.

Eu adoro pinhas e aqui no bairro elas começam a cair no meio de novembro e sempre saiu para caminhar, levando comigo uma sacolinha onde eu recolho-as.

Eu também gosto de fazer a colheita de galhos para a fogueira e claro para o próximo Tronco de Yule. O ano passado eu usei um galho de uma árvore que tínhamos podado aqui em casa, mas esse ano, até agora, ainda não achei o galho que iremos usar, mas é sempre questão de momento…

E agora deixo vocês com um poema de Cecília Meireles que sempre está comigo quando eu penso no Altar de Yule.

Eu vim de infinitos caminhos,
e os meus sonhos choveram lúcido pranto
pelo chão.

Quando é que frutifica, nos caminhos infinitos,
essa vida, que era tão viva, tão fecunda,
porque vinha de um coração?

E os que vierem depois, pelos caminhos infinitos,
do pranto que caiu dos meus olhos passados,
que experiências, ou consolo, ou prémio alcançarão?

Cecília Meireles

Abraços a todos
Marco

Os elementos mágicos…

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Oi gente, estou eu aqui novamente, hoje eu vou falar dos elementos mágicos.
Quando eu comecei a estudar o paganismo não fazia idéia de quantas coisas eu já conhecia ou pelo menos já tinha contato.

Eu sempre gostei da natureza e sempre tive vontade de morar no campo, estar próxima de fontes, rios, quedas d´águas. Eu sempre tive muita proximidade com o elemento água. Constantemente eu sonho que estou mergulhando em águas claras, puras e quando acordo me sinto muito bem, como se eu estivesse completamente renovada. É uma sensação muito boa.

Quando eu comecei a estudar os elementos mágicos, eu percebi que precisava entendê-los, visualizá-los, sentí-los – até porque na hora da abertura do círculo mágico, preciso invocar todos os elementos: terra, fogo, água e ar.

Eu ainda não me sinto pronta para abrir um círculo mágico. Ainda não consigo visualizar plenamente todos esses elementos e disse isso a Lu que me sugeriu fazer uma espécie de viagem com cada um dos elementos. Quando ela me falou isso, fiquei tentando imaginar como seria e quais sensações eu sentiria.

Comecei pelo elemento terra, pra isso fui ao parque do Ibirapuera aqui em São Paulo numa manhã de sábado e fiquei lá, de frente para o lago, lendo tudo que eu havia pesquisado sobre esse elemento. Tirei o tênis, a meia e andei descalço por todo aquele lugar, senti o chão em baixo dos meus pés e tentei imaginar-me na condição de uma árvore, sentindo meus pés como se fossem raízes. Que sensação incrível, porque a verdade é que a gente tem essa noção de que nossos alimentos vem da terra e ainda tem aquela outra idéia de que viemos do pó e ao pó voltaremos. Isso nunca me convenceu, sempre achei que eu vim da água.

Mas a terra acaba sendo algo distante da gente na maioria do tempo porque tudo a nossa volta é feito de asfalto, piso e o contato com a terra acaba sendo pouco ou nenhum, por isso foi muito especial pra mim aquele contato.

Eu escolhi fazer uma meditação ao chegar em casa para melhor personificar em mim todas aquelas sensações para que fosse uma lembrança constante, sabe? Usei um incenso de benjoim, uma vela preta, 1 pedra escura e uma prece.

Sentei-me na direção norte e fiquei em silêncio revendo todas as minhas sensações. Acendi o incenso, a vela e no centro coloquei a pedra que pra mim estava representando o planeta terra. Fiz minha prece e fiquei ali por alguns segundos, observando as cores, os sons, os movimentos e procurando visualizar a minha nova idéia de elemento terra.

A minha viagem me levou de encontro a uma energia com várias cores. Eu vejo uma chama intensa, com uma massa no centro e muitas cores densas: vermelho, amarelo, marrom, entre outras. É assim que sinto o elemento terra em mim e já sinto pronta para invocar esse elemento.

Eu achei que seria muito mais difícil e que levaria muito mais tempo, mas aconteceu instintivamente e foi maravilhoso.

Blessed
Alex

ò_ò

Ano novo ?!?

O ano novo pagão teve início no dia 01 de novembro como todos nós sabemos, mas no próximo dia 31 de dezembro chega ao fim o ano de 2009 que compõe o calendário gregoriano que foi estabelecido no ano de 1582 pelo Papa Gregório XIII, contudo, esse calendário não foi rapidamente adotado, sendo a Grécia o último país a fazê-lo, já em 1923…

Para os pagãos, a data não pede nenhuma celebração ou comemoração, já que seguimos o calendário lunar e o novo novo tem início no dia 01 de novembro quando celebra-se o estreitamento entre a nossa realidade e a realidade dos “mortos”…

Contudo, devido a energia cumulativa da data, devido as comemorações a nível mundial, é costume fazermos uma reverência aos 4 (quatro) elementos de forma a manter o nosso equilíbrio com a natureza.

Melhor ainda é encontrar uma forma de nos manter atentos aos nossos aprendizados, visando sempre rever nossos atos, passos e pensamentos: ser melhor hoje do que fomos ontem é uma obrigação nossa e para ser assim, precisamos aprender a conviver melhor com as pessoas e fundamentalmente com a natureza que não está aí a nossa disposição, muito embora, a grande maioria de nós pense assim, não é mesmo?

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Então vamos começar com o Ritual para o Elemento Terra.
Providencie um vaso que pode ser um panela, uma xícara ou qualquer outro objeto. Não esqueça que precisa ser feito furos nesse vaso para que a água não fique empoçada nele.

Providencie areia, pedra, serragem de madeira e terra vegetal ou terra comum.
Uma prece de agradecimento e uma prece de invocação do elemento terra escrita por você. Um pano para forrar o chão onde será feito o ritual, um cálice com água, um incenso de ervas, sementes e uma vela verde.

Este ritual deve ser feito no momento da mudança da Lua, ou seja, na próxima quinta-feira, às 16h31m. Sente-se no local escolhido por você, fique em silêncio por alguns segundos e em seguida deixe a música tomar conta do ambiente a sua volta. A música deve ser escolhida por você com antecedência. Eu escolhi Primavera de Vivaldi.

Faça a prece de invocação do Elemento Terra e comece a preparar a terra para o plantio de suas sementes. Lembre-se de pensar nas sementes crescendo, na força do elemento terra que permite a continuidade, na magia da natureza que faz com que a terra seja forte e fértil para o nosso proveito. Lembre-se ainda que é preciso respeitar esse ato sagrado.

Acenda a vela e faça a prece de agradecimento.
Pense no cuidado que você terá com essa terra e com as sementes que nela estão. Será preciso regar e em breve, será preciso um novo vaso para que as sementes cresçam forte.

Depois que terminar seu ritual, faça um chá de ervas naturais e beba, saboreando os prazeres da natureza e reverenciando essa magia natural. Enquanto isso anote as suas sensações e percepções em seu Livro das Sombras…

Blessed be
Marco Antônio

Ecological Day

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Abraçando aquele dizer popular que diz que uma imagem vale mais que mil palavras, deixo a imagem dessa árvore que abraça seus cento e poucos anos. É uma das mais antigas do bairro e muito provavelmente (como tantas outras iguais a esta) em breve seu destino seja o chão.

Porque o bairro já teve muitas árvores, mas estamos perdendo o que tinhamos de melhor. As árvores (com cupim, ocas) estão caíndo, mas nenhuma outra está sendo colocada em seu lugar…

Este post faz parte da blogagem coletiva Ecological Day que ocorre no dia 2 de cada mês. Proposta pela Sonia Mascaro.

Grande abraço
Marco

Olhares…

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Saímos para um passeio com o Patrick na semana passada e acabamos numa praça aqui perto de casa. A Lapa como de costume tem muitas praças e algumas delas apresentam algumas curiosidades.

Embora esteja completamente abandonada, o lugar nos apresentou uma energia deliciosa. A Lu, como de costume correu para abraçar uma árvore, enquanto o Patrick correu para fazer xixi em todas elas (rs).

No centro dessa praça tem uma árvore e curiosamente tem uma simbologia solar por ali. Parte de mim ao pisar ali desejou que a praça continuasse assim: abandonada. Pode parecer bobagem minha dizer isso, mas é que a prefeitura tem feito manutenção nas praças e descaracterizando totalmente os lugares…

Grande abraço
Marco Antonio

O Deus pagão…

Na semana passada eu falei aqui sobre a “Deusa Mãe” e seus muitos mistérios junto ao paganismo. Resolvi continuar o tema falando sobre a figura mística do Deus no paganismo que para muitos é muito mais complexa que a figura da Deusa…

Contudo, é algo bem simples de compreender, principalmente para aqueles que vêem de uma outra cultura ou religião. Muitos que começam a praticar a Arte sentem uma enorme dificuldade de se conectar ao Deus, que é o Cernnunos, o Green Man e o Velho Sábio. Ele, assim como a Deusa, vive suas três fases distintamente…

 

Ao abraçar a cultura patriarcal que vigora em toda a sociedade, vamos de encontro a figura de um Deus, distante e ausente das nossas vidas. Ele está fora de alcance com sua força incomum e sua grandiosidade… 

 

A figura do Deus para o paganismo é a de um homem que nasce da Deusa em Yule – aqui, ele é o menino da promessa, que ressurge das trevas para devolver a Terra a esperança da continuidade, a certeza de que a vida prevalecerá. Ele é o Deus semeador, que crescerá forte e absoluto para fertilizar o ventre da Deusa e todos os campos… Enquanto Cernunnos, o belo jovem garboso, ele corre pelos campos para encontrar sua amada. Ele a persegue, caçando-a por entre os arbustos e árvores que assim como ele, voltaram a vida. A Natureza fica em festa e quando ele finalmente encontra sua amada, a primavera devolve a Terra a plenitude da Vida…

clip_image002Ele é a Natureza selvagem, a força fertilizadora, a energia vital que permeia a vida. Ele é o Sagrado Masculino, o companheiro da Deusa, aquele que dança o balé das estações do ano. 

Antes de qualquer coisa, preciso explicar que o aspecto selvagem do Deus não está ligado à violência, está ligado a sua natureza, ao seu aspecto animal que vive em seu habitat natural. 

O lado selvagem do Deus garante a ele a liberdade, a naturalidade de suas ações.  

O Deus é o Cornífero, cujo símbolo são seus chifres. Sua bela galhada que simboliza a vida natural e selvagem, pois muitos de seus animais selvagens: o alce, o veado, entre tantos outros, também o possuem.

Mas o Deus é também o Green Man, que é tão bom quanto ruim. Ele é aquele que dá a vida ao semear os campos e o ventre da Deusa – mas é também aquele que toma de volta a vida daqueles que cumpriram com seu destino. Ele é ardiloso, cruel, vingativo e usa sua ceifadeira para tomar de volta para si a vida que tem origem nele próprio…

O Deus é ainda o Velho Sábio que se sacrifica para cumprir para com seu destino, para que a roda do ano continue sua dança. O Velho Sábio que segue rumo ao Vale das Sombras onde esperará por sua amada que irá ao seu encontro e será lá, no Mundo dos Mortos que eles se tornarão um só e ele voltará a vida no ventre da Deusa que sua amada, mulher e que em Yule será sua Mãe, aquela que dá a vida a ele por amor não apenas a ele…

Para aqueles que estão iniciando sua caminhada na Arte, não se preocupem com a dificuldade em aceitar e compreender esse Deus humano, que ergue a espada para lutar contra si mesmo…

Conectar-se a figura mística do Deus pagão é também uma arte que deve ser aprendida e compreendida lentamente. É preciso entender que a Natureza é um ciclo contínuo, com começo, meio e fim. E tudo que se origina nela, assim o vive.

O Deus pagão está ao alcance dos olhos, da alma, está a nossa volta e está em nós. Ele é o lado selvagem que todos nós temos vivos dentro de nós. É a nossa vontade constante de não desistir, é a coragem que nos faz enfrentar os mais difíceis obstáculos, mas é também a nossa raiva, a nossa inconstância…

Blessed be
Lunna

Escrevo também em:
Teorias Impossíveis

Uma nova guerra…

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Quem conhece a história da Irlanda sabe bem que por mais belezas que o lugar tenha, sempre existiu guerras naquela ilha – pelos mais diferentes motivos: terras, religião, costumes, entre muitos outros. Por muito tempo a Irlanda foi dividida em duas partes iguais nos tempos mais recentes quando era conhecida por Irlanda do Sul e Irlanda do Norte, sendo uma cristã e a outra ortodoxa ou pagã. A religião foi o último motivo de uma guerra que matou inúmeras pessoas e o passado dessa ilha nos leva de encontro a um verdadeiro mar de sangue…

Quando os Thuatha dé Dannan ocuparam Tara derrotaram os Fir Bolgs, como falei no post anterior, mas não demorou para que os outros habitantes da ilha se levantassem contra eles.

Embora fosse esperada, a guerra não veio de imediato. Era importante para todos os lados envolvidos que houvesse honra e dignidade e que ambos pudessem mostrar seus valores enquanto guerreiros, enquanto homens.

O prazo de trégua findou no dia 31 de outubro, dia de Samhain – quando se inicia um novo ano de acordo com as tradições pagãs.

Os primeiros combates, ocorreram à poucas léguas dos portões de Tara (capital do reino dos Thuatha dé Dannan. O local em questão ficava relativamente próximo do lugar onde tempos antes havia ocorrido a guerra contra os Fir Bolgs, o que resultou na tomada de Erin e seus domínios.

A guerra entre os Fomorianos (que foram várias vezes expulsos da ilha por diferentes povos que passaram pela Ilha) e Thuatha dé Dannan ficou conhecida como “Batalha de Moytura Setentrional” por ter acontecido na planície de Moytura Setentrional.

Conta a história que num primeiro encontro os Fomorianos venceram os guerreiros dos Thuatha dé Dannan que estavam de prontidão para evitar um ataque surpresa a Tara. Vencidos sim. Derrotados não. Os sons dos ataques foram suficientes para despertar a atenção dos danianos que se preparam para a chegada de seus inimigos…

O que se sabe é que tal guerra foi uma espécie de “Armagedon” com milhares de corpos mutilados espalhados pelo chão e um horizonte de total destruição por todos os lados. Os Thuatha dé Dannan sairiam vitoriosos e mesmo com toda aquela paisagem deprimente a sua volta, ainda encontraram motivos para festejar.

Conta a lenda que Morrigan subiu no mais alto cume para cantar aos quatro cantos a vitória de seu povo. Celebrou-se então um tempo de paz que não duraria muito – em uma visão assustadora Morrigan previu o fim de seu povo, mas dessa vez não haveria guerras ou pragas, apenas o surgimento de homens sem honra e sem força, mulheres fracas e sem pudor, velhos sem sabedoria ou magia. Falta de crença na natureza e em seus atributos. A falta da palavra empenhada seria a desgraça daqueles homens que começavam a surgir dentre eles. Seria um período de miséria que levaria milhares de séculos para ser superado…

Continua…

Lunna Guedes

 

Artigos anteriores sobre o mesmo tema:

Uma nova realidade na ilha
A civilização Nemed
Os Celtas na Irlanda
A religião Celta
Os bárbaros estão chegando
Os Celtas chegam a Etruria
O povo Celta
Um pouco da história do povo Celta

 

Esse texto expressa pura e simplesmente a opinião do autor sobre o assunto, não se trata de uma crítica ou agressão as diversas formas de religião existentes.

 

 

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Poo Paper?!?

 

Como sabemos, o elefante digere apenas 60% dos 130 a 270 quilos de comida abocanhada diariamente – a consequência é que eles geram 100 quilos (por cabeça) de muita caquinha. O detalhe é que essa caca toda é rica em vegetais… Adivinha só do que é feito o papel? Se você respondeu: vegetal. Ponto pra você!

Então, qual não é a minha surpresa ao descobrir que estão fazendo papel do Poo (vulgo caca) do elefante.

É claro que diante dessa questão, você pode se perguntar: será que isso fede? A galera da The Great Elephant Poo Paper assegura que não…

O material (a caca) é coletado em centros de pesquisa de elefantes, lavado, esterilizado e misturado a outras fibras, como as da bananeira e do abacaxi. Depois é seco e cortado em folhas que viram itens de papelaria (como os da foto acima).

Ah! Mas a idéia está se espalhando mundo afora: já estão produzindo papel da caca das obelhas e das renas do País de Gales e ursos pandas da Tailândia. É um meio de se evitar que as árvores sejam cortadas e o melhor é que boa parte da arrecação com a venda do produto é revertido ao estudo e preservação dos paquidermes.

Legal, não acham?
Então, que tal, você usaria o poo paper ou o papel de caca?

Quer saber mais? Acesse:
http://www.poopoopaper.com/

 

papel de caca de elefante

Foto do Ritual de Lua Cheia

 

ritual da lua cheia

O Ritual foi realizado aqui em casa numa deliciosa noite de outono…
Celebrar a Natureza faz muito bem a alma!

Awen
Marco

O vasto campo das idéias…

Por Lunna Guedes.

imageCrédito da Imagem

Há tempos ouço as pessoas dizerem que futebol e religião não se discute. E eu sempre discordei dessa máxima porque acho que tanto um quanto outro nos permitem sim muitas discussões no campo das idéias…

Mas o problema está na forma de discussão. As pessoas consideram que discutir seja uma forma agressiva de “brigar” por suas opiniões. Já vi discussões que teriam tudo para ser saudáveis e permitir uma amplitude infinita de possibilidades – limitar-se em socos e agressões verbais.

Então sempre me pergunto: será que o ser humano não está pronto para o universo das idéias?

E enquanto busco por respostas, sinto falta de minhas aulas de filosofia no tempo da faculdade. Meu professor Fausto nos motivava com discursos inflamados acerca de suas idéias filosóficas. Tudo florescia a partir daquele ponto. Certa vez ele nos questionou sobre a existência de um Deus e foi a mais suadável discussão sobre o tema da qual participei. Ali, naquele momento, foi ignorado a cultura, a crença e a fé invidividual. Não éramos protestantes, cristãos, pagãos, budistas… Éramos estudantes discutindo a existência ou não de um Deus, enquanto entidade, filosofia, pensamento, ciência…

Nunca mais consegui ouvir tantas opiniões a respeito desse tema de forma sadia porque todas as discussões acerca desse tema vem carregadas de opiniões pessoais onde geralmente o Deus de cada um leva aos portões dos céus e o do outro ao inferno.

Acho que o que nos falta é o respeito pelo outro. Porque nos limitamos a pensamentos egoístas de forma que só o que nos interessa é realmente importante. Se eu disser que não creio em Deus vão aparecer milhares de pessoas que sentem pena de minha pobre alma ou vão simplesmente questionar como eu consigo viver assim, sem um Deus em minha vida? Por fim, completarão dizendo “Deus tenha piedade de você”. Sim, isso já aconteceu comigo várias vezes…

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O fato é que acreditar é algo muito íntimo e pessal e requer uma reflexão sobre tudo que viveu e aprendeu ao longos dos anos. Então não há porque ter pena de alguém simplesmente porque esse alguém não acredita no Deus no qual você acredita e tão pouco se a crença dela a leva de encontro a um Deus totalmente diferente do seu…

O preconceito reside em pequenas coisas, começamos com a crença que nos cerca e a seguir invadimos outras questões: a opção sexual do seu vizinho, a cor, a raça, a ideologia. Não podemos e não devemos nos ater a singularidades, precisamos sim ampliar nossa visão e saber que o meu direito termina onde o seu começa. Essa frase é clichê, mas se a cada momento que fossemos fazer uma crítica ao modo de agir, pensar do outro, talvez o mundo fosse muito mais simples…

Nas aulas de filosofia do colégio e da faculdade eu aprendi uma coisa que trago comigo até os dias atuais: manter a mente aberta. Sempre. E engraçado que enquanto escritora eu não posso julgar ou condenar as atitudes de meus personagens, por mais lamentáveis que elas sejam, por mais que eu discorde da forma de agir e proceder deles. Se eu o fizer, o personagem morre, fica vazio e eu o perco – mas na vida real das coisas, não é muito diferente disso: perdemos amigos porque queremos que eles sejam de acordo com o nosso modo de agir e proceder. Formamos nossos grupos cotidianos de acordo com a nossa crença, cultura… E nos limitamos a isso sem perceber que estamos perdendo uma grande oportunidade de aprender mais e mais sobre coisas novas e interessantes.


Esse texto expressa pura e simplesmente a opinião do autor sobre o assunto, não se trata de uma crítica ou agressão as diversas formas de religião existentes.

 

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Lua Nova…

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Domingo de outono…
Sim, hoje é Lua Nova aqui no hemisfério sul…
O novo se apresenta nessa semana que antecede o Festival de Beltane e por isso vou aproveitar para falar um pouco dessa fase lunar que tem muita importância em nossas vidas sejam elas urbanas ou não.

Quando o hemisfério lunar está voltado para a Terra, não reflete nenhuma luz do Sol nela, então dizemos também que a Lua está em conjunção com o Sol.

A Lua Nova só é visível durante os eclipses do Sol que, aliás, só acontecem na fase Nova da Lua.

Nessa fase, o ângulo entre Sol, Terra e Lua é praticamente zero. A Lua Nova surge no horizonte por volta das seis horas da manhã e se põe às seis da tarde. Ou seja, ela transita pelo céu durante o dia por isso não conseguimos vê-la, mas ela está.

Em algumas estações do ano (como o outono por exemplo) é possível vê-la, já que a luminosidade no céu é menor.

Quando é Lua Nova a face voltada para nós está no escuro (não recebe luz do Sol), mas o hemisfério oposto – o lado oculto – está 100% iluminado (é dia). Também é fácil perceber que durantes os quartos (crescente e minguante), metade da Lua está de dia, enquanto é noite na outra metade. O mesmo ocorre no lado oculto.

À direita, o lado oculto da Lua, fotografado pela nave Clementine. Repare como ele é mais craterizado que a face visível (à esquerda). Graças a um movimento chamado libração, a Lua executa um "bamboleio" que nos permite ver até 9% do lado oculto.

Para quem segue a natureza, a lua nova e crescente representam o tempo de inicio, de semeiar e despertar. A lua emerge saíndo da escuridão e “nasce” novamente. A maré muda, tudo é transformado.

A Lua Nova é adequada para planejarmos nossas ações futuras e pensar em como poderemos tornar nossos pensamentos e projetos em ações que resultem em conquistas.

Mas a Lua também tem influências diretas sobre a terra, como por exemplo: a seiva se concentra no caule e nas raízes, por isso frutos e flores não estarão em boas condições para serem colhidos. É um período ideal para  semear plantas (ervas) e cortar madeira. Propicia a interiorização, germinação, fecundação e o recolhimento.

Para o homem é um período de introspecção, indefinição, de busca por novos caminhos e não propício para decisões. Atrai a espiritualidade.

No paganismo, a Lua Nova reprenta o aspecto virginal da Deusa: a Donzela que ainda não conhece os grandes ensinamentos naturais, mas que começa a traçar seu destino que a levará de encontro a Deusa Anciã (Lua Minguante).

O termo Donzela ou Virgem não se refere ao sentido sexual, mas sim ao aspecto de inocência e independência. A Virgem é dona e responsável por si mesma. Este é um sentido quase inconcebível de pensar em uma sociedade patriarcal, mas que era muito compreendido e aceito entre as sociedades primitivas.

Os nomes recebidos pela Donzela variam de acordo com as distintas culturas em que a encontramos. Damos como exemplo:

Ártemis: Deusa romana dos bosques e da caça, tida a eterna Virgem.
Perséfone: Também conhecida como Prosérpina, cujo nome justamente significa Donzela. É a filha de Deméter e foi raptada por Hades; reina junto com ele no Submundo, lembrando-nos assim o outro aspecto da Deusa: A Anciã.
Rhianon: Deusa celta que saiu do submundo, que a relaciona com Perséfone.

Os animais associados ao aspecto Virgem da Deusa são os Cervos e qualquer outro animal silvestre.

O aspecto Virgem da Deusa representa a juventude, a excitação da conquista dos desejos, a novidade da vida e da magia. Na idade humana ela estaria entre a puberdade e os vinte anos. As cores dela são suaves e claras, como branco, cor-de-rosa ou amarelo.

Prece a Deuza Donzela

Deusa Donzela da voz de menina
Que desenha sua própria marcha
Pelos campos verdejantes!
Deusa recém saída da infância…

Eu chamo por ti 
Para juntas ouvirmos os primeiros cantos dos pássaros
Para juntas presenciarmos os primeiros raios dourados do sol
Para juntas desenharmos as cores de um novo dia

Deusa da juventude
A quem o novo pertence,
…a quem a natureza enaltece
Com cores, perfumes e pétalas várias
Es tu Donzela, a Senhora da Primavera!

A natureza alerta…

O homem precisa de socorro – urgentemente…

planeta terra

A expressão Natureza (do latim: natura, naturam, naturea ou naturae) aplica-se a tudo aquilo que tem como característica fundamental o fato de ser natural: ou seja, envolve todo o ambiente existente que não teve intervenção *antrópica.

Enquanto o homem olhou para a natureza como sendo ela fonte de mistérios e divindades multiplas – houve um medo natural que fez dela algo intocável… O homem respeitava seu ciclo natural, sabia-se que havia o momento exato de plantio, de colheita, de poda, de descanso da terra para que ela se recuperasse e estivesse novamente pronta para o plantio… O homem caçava apenas o necessário e era um predador natural que não interferia diretamente na continuidade da sua espécie e das demais existentes…

Contudo, o homem deu (como era esperado) um importante passo no sentido de avanço cientifico: milhares de pesquisas foram feitas e o homem deixou de temer a natureza, porque passou a acreditar que ela não era o seu Deus, não, o homem era o Deus da Natureza, já que ele tem o dom da continuidade tanto quanto ela…

A natureza foi então alçada a segundo plano: seus mistérios foram “desvendados” e sua mística ignorada. Talvez por essa razão, tenha sido criado um Deus masculino, todo poderoso, oniciente, onipresente, a imagem e semelhança de nós mesmos. Não seria possível destruir a natureza a sua volta se continuassemos acreditando que ela era uma Deusa…

O homem deixou de respeitar o tempo que a natureza estabeleceu desde os primórdios. Se antigamente o homem respeitava e festejava as colheitas, o plantio – hoje isso é um pequeno detalhe – já que há milhares de bocas para alimentar e muito a se ganhar com isso… O homem aprendeu rapidamente a por preço em tudo aquilo que a natureza fornece gratuitamente…

A Lua que antes deteminava o tempo do plantio e da colheita, hoje é apenas um astro luminoso a iluminar o céu nas noites escuras. A terra não descansa e não tem tempo para se recuperar. O total descontrole climático vem apenas realçar o desgaste do solo no continente. Mas não há tempo para pensar nisso, até porque, tempo quer dizer dinheiro…

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A natureza vem sendo alvo do homem de forma assustadora. Florestas inteiras estão desaparecendo. O solo vem sentindo de forma drástica a agressão provocada pelo homem. É cada vez mais frequente chuvas devastadoras, neve fora de época ou calor excessivo…

Os rios vem sofrendo agressão constante graças a poluição dos grandes polos indústriais e do próprio homem que faz deles, depósitos de lixo a céu aberto.

Ao contrário do que muitos pensam: não é a natureza que precisa de socorro urgente, é o homem, porque se ele seguir trilhando esse caminho, mais adiante ele irá perceber que está plantando a sua própria extinção e não será preciso assistir filmes de ficção ciêntifica para saber como tudo isso vai acabar.

Basta apenas nos lembrar que a Natureza foi intitulada “Mãe Natureza” e assim sendo, em algum momento ela vai se voltar contra aqueles que a deixaram em segundo plano, destruindo sua cria, sua criação, seus filhos.

E talvez quando o homem resolver tomar alguma atitude em pról de tudo que ele mesmo destruiu, descubra enfim que esse tempo que muitos dizem passar muito rápido terá feito de nós, sua principal vítima. Não haverá tempo bastante para nos socorrer e não será por falta de aviso, já que a Natureza tem claramente nos alertado dia após dia…

Abraços a todos e uma excelente semana…
Lunna

Esse texto expressa pura e simplesmente a opinião do autor sobre o assunto, não se trata de uma crítica ou agressão as diversas formas de religião existentes.

 

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Lua Cheia…

Lua Cheia

A Lua de outono (a primeira) está deliciosamente bela no céu de abril…
Seus fortes tons me abraçam nessa madrugada – há tempos penso em escrever sobre a Lua Cheia.

 

I can see the lights in the distance
Trembling in the dark cloak of night
Candles and lanterns are dancing, dancing
A waltz on All Souls Night.

A bela canção de Loreena Mckennitt me remete a tempos antigos, onde a chama da fogueira tentava reproduzir na terra a beleza da luz da lua. Então os povos antigos dançavam junto a relva enquanto pediam inspiração para tudo que faziam. Devia ser um belo momento! Pena que a gente deixou toda essa beleza se perder. Hoje não temos tempo para absolutamente nada, as atividades cotidianas nos ocupam de forma absurda. Muitos de nós ainda vão a templos (sejam cristãos, judaícos, ou outros) mas as vezes eu sinto que fazem isso como obrigação. E acho que esse não deve ser o intuito maior de uma crença e acho que toda crença deveria se originar em si mesmo: eu creio em mim, nas minhas forças, nos meus objetivos, nas minhas edificações. Mas não é assim, a maioria das crenças mina esse tipo de crença pedindo para que se acredite primeiro em um deus, como força maior de onde provém toda forma de força que nos alimenta.

Enfim, o assunto aqui é a Lua Cheia.
A Lua está diretamente ligada a nossa natureza emocional, então se prestarmos bastante atenção iremos perceber que sofremos uma enorme influência das fases lunares, assim como toda a natureza…

Quando estamos na fase Cheia a lua está em oposição ao Sol e sua face pode ser vista inteiramente. A seiva tem maior penetração nas folhas e nos frutos, acumulando-se nos brotos. Não é aconselhável a poda nessa fase. O melhor a fazer é colher os frutos da estação que nessa fase estarão mais suculentos. E também é o momento do preparo e manutenção da terra.

Como está fase está diretamente ligada a intensidade, aqueles que acreditam na magia da Lua e da Terra e estão diretamente ligados a essa energia, ficam inquietos. Os animais são os mais sensíveis com relação a isso por isso é comum ficarem inquietos e um tanto selvagens. É a natureza aflorando em sua forma natural…

Ser pagão é isso, é louvar a natureza, a que está em nós e a que está a nossa volta. É honrar os mistérios da vida e toda sua magia e sentir na pele e na alma a força da natureza…

O ritual de Lua Cheia é o mais bonito de todos os rituais porque celebra um encontro seu com a Deusa (na figura da Lua Cheia) em sua plenitude e é também um encontro consigo mesmo… É como olhar através das paredes do corpo e da alma…

A magia é intensa, pois a força da Lua é infinita. São os dias mais poderosos para a sensibilidade feminina especialmente.

As Luas Cheias não são todas iguais. Por serem consideradas o centro da magia, a Lua plena no céu pode significar muitas coisas: se acontecem próximas aos solstícios são benéficas, melhores são aquelas acompanhadas por uma aureola branca. Terríveis as que trazem um círculo vermelho, que podem indicar períodos difíceis, de seca e grandes perdas…

A Lua Cheia corresponde diretamente ao crescimento e ao amadurecimento. É nesse momento que a Lua atinge seu ponto máximo de poder.

Lembrete. Aqui no Brasil, amanhã é feriado cristão, muitas pessoas estarão viajando, então, divirtam-se, mas sejam prudentes.

Abraços
Mago

Artesanato do Mago…

Ando um pouco ocupado, recebi minha primeira encomenda na semana passada. O rapaz pediu dez incensários que serão entregues na sexta-feira. Com isso, o meu tempo ficou um pouco curto pra sentar-me aqui e escrever.  

Para quem ainda não sabe, eu trabalho com restos de madeira (portas, janelas, entre outros) são materiais que geralmente são descartados. Eu os aproveito, usando aquela lei onde nada se perde, tudo se transforma.

Para confeccionar os incensários, estou usando batentes de porta e para tal, primeiro eu corto, depois levo ao torno mecânico (do latim tornus que por sua vez vem do grego τόρνος: gire, vuelta) que trata-se de uma máquina/ferramenta que permite usinar peças de forma geométrica. Elas operam fazendo girar a peça a usinar, presa em um placa ou fixada entre os contra-pontos de centragem, enquanto uma ou diversas ferramentas de corte são pressionadas em um movimento regulável de avanço de encontro à superfície da peça, removendo material de acordo com as condições técnicas adequadas.

Bem, essa foi uma explicação técnica, mas não há uma outra forma para explicar o processo (rs). A Lu tirou algumas fotos da matéria prima e da transformação pela qual a matéria passa e fez a montagem que eu estou colocando ali em cima que ajuda a compreender melhor o processo:

artesão

A natureza nos fornece muitas coisas e basta a gente saber aproveitar e não desperdiçar (fundamentalmente). Acho que já passou do tempo da gente saber reaproveitar o que temos, ao invés de apenas adquirir algo novo.

Boa semana a todos, aproveito para deixá-los na companhia de uma prece celta.

Prece Celta.

Que jamais em tempo algum eu acalente ódio em meu coração
Que o canto da maturidade jamais asfixie a minha criança interior
Que o meu sorriso seja sempre verdadeiro
Que as perdas do caminho sejam sempre encaradas por mim como sendo lições de vida
Que a música seja minha a lembrança da Tua existência em minha vida
Que os meus momentos de amor contenham a magia de Tua Alma eterna em cada beijo
Que os meus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer
Que cada dia seja um novo recomeço, onde minha alma dance na luz
Que em cada passo meu fiquem marcas luminosas de Tua passagem por meu coração
Que em cada amigo o meu coração faça festa, celebrando o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em meus momentos de solidão e cansaço a Tua lembrança esteja sempre presente em meu coração para que eu jamais esqueça que tudo passa e se transforma
Que o meu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que eu perceba a ternura invisível, tocando o centro do meu ser eterno
Que um suave acalento me acompanhe onde eu estiver: terra, céu ou mar.
Que o meu coração sinta a presença secreta do inefável!
Que os meus pensamentos, os meus amores, o meu viver e a minha passagem por esta vida sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome. Aquele amor que não se explica, apenas se sente no fundo mais fundo da alma e que este seja capaz de curar, confortar e acalentar em todo e qualquer momento
Que esse amor transforme os meus dramas em luz, a minha tristeza em celebração e os meus passos cansados em uma alegre dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, eu esqueça da Presença que está em Ti e em todos os seres que elevam o pensamento em Teu nome.
Que eu não me recuse a ver, ouvir, sentir os milagres da continuidade e da renovação
Que o meu viver seja pleno e seja em Teu nome hoje e sempre.

Blessed be
Marco

Lua Crescente…

lua02

A Lua ontem a noite estava lindissima no céu. A Lu dirá, com toda certeza que é “culpa” do Outono… Mas ela é suspeita, já que essa estação está para ela como a água está para os peixes…

O fato é que hoje começa a fase crescente da lua que representa o tempo de semear. Acho engraçado acompanhar os ciclos da lua e relacioná-los (como faziam os antigos) com os animais, racionais ou não…

Mesmo diante de tanta modernidade e tantas outras coisas mais, a gente pode perceber claramente a influência da lua em nossas vidas. Basta um pouquinho de atenção. E isso independe da religião ou cultura que você siga…

A Lua está lá desde os primórdios. Encanta uns. Incomoda (muito) outros. Há quem acredite que o homem “fincou” seus pés por lá há décadas atrás, mas eu sempre olhei para isso com um pouco de desconfiança. Não acho impossível, só não consigo acreditar plenamente… 

Na fase crescente que teve inicio há pouco , a Lua, a Terra e o Sol, formam um ângulo de 90°.  Nesse momento, a seiva flui em direção as folhas, época boa portanto para transplantar e enxertar. Como a luminosidade da Lua começa a aumentar, o período é propício para semear tudo o que frutifica acima do solo: como frutas, grãos, flores; propício também para colher legumes e frutas lunares: pepino, melão, melancia e adubar as plantas que crescem para fora do solo porque nesse período o solo não retêm a água como ocorre na Lua Minguante, por isso é preciso regar as plantas mais vezes ao dia.

Esse também é um momento de definição, pois os nossos sentimentos e as  nossas emoções tendem a ficar mais claros e as atitudes mais objetivas. Uma época considerada ideal para traçar novos planos, investir em uma relação amorosa e plantar ervas mágicas. 

Tenho aprendido que a Lua simboliza a nossa alma, os nossos sonhos, as nossas fantasias e outras manifestações do “eu” profundo e inconsciente. Acompanhar seus ciclos nos permite estar mais próximo da Natureza e quem sabe assim aprenderemos antes que seja tarde, a respeitá-la…

lua_crescente2Os amigos da Grande Arte realizam rituais de adoração a Lua desde os primórdios e o fazem na intenção de receber inspiração para seus dias, de compreender alguns de seus mistérios e de se permitir ser influenciados por ela…

A Lua crescente no paganismo é representada pela agulha em forma de meia lua, o crescente com a qual se deve *tecer o destino.

* Tecer = renir realidades diferentes, criar, fazer sair de sua própria substância, assim como o faz a aranha que urde sua teia.

O círculo do Ritual é um semi-círculo, com pedras, sal, pétalas, água e uma prece. Um pano para ser tecido ao longo dos ciclos lunares e um pouco de silêncio para admirar o caminho a ser seguido.

Bem, a Natureza está aí para todos, admirá-la, observá-la, reverenciá-la depende apenas de nós e não importa o meio, importa apenas que o façamos…

Awen
Marco

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