Lua Minguante
“Se existe viagem é esta: percorrer as diferentes fabulações
de nós mesmos, contar essas maravilhações aos outros.
E confessar, sem vergonha pública: olhe, eu estou sendo este.
Mas já fui uns que morreram. Quem sabe serei quem,
depois deste mim?”
Mia Couto
Era a voz antiga das mulheres, no tempo da minha infância.Chamavam-me para acender o lume. Cumpriam um preceito de antigamente:apenas um homem podia iniciar um fogo. As mulheres tinham a tarefa da água. E se refazia o eterno: na cozinha se afeiçoavam, sobre gesto de mulher, o fogo e a água. Como nos céus, os deuses moldavam a chuva e o relâmpago.
A cozinha me transporta para distantes doçuras. Como se, no embaciado dos seus vapores, se fabricasse não o alimento, mas o próprio tempo. Foi naquele chão que inventei brinquedos e rabisquei os meus primeiros desenhos. Ali escutei falas e risos, ondulações de vestidos. Naquele lugar recebi os temperos do meu crescer.
Não era apenas a casa que nos distinguia em luar-do-chão. A nossa cozinha nos diferenciava dos outros. Em toda a ilha, as cozinhas ficavam fora, no meio dos quintais, separadas do restante da casa. Nós vivíamos ao modo europeu, cozinhando dentro, comendo fechados. No principio, ainda houve resistência. Lembro como minha avô conduzia as vasilhas e panelas, dentro e fora, fora e dentro. Outras mulheres passavam equilibrando latas de água nas cabeças, como se escutassem o compasso das terras sob os pés descalços. E a porta de rede, num sonolento bater e rebater. O pilão fiel ao chão e tum tum tum, a dança das mulheres pilando. Muito – muito, era Tia Admirança quem eu gostava de ver esgrimindo o corpo contra o grão.
É ela quem agora está pilando, farelando os grãos de milho. Em cerimônia do morto a quem alimentar os vivos. E parece que o apetite aumenta face a presença dos obituados. Já lhe ofereci ajuda, mas ela sorriu: pilar não é função de macho. Bastava que eu ficasse ali. Olhando, que já ajudava o suficiente. O suor escorre-lhe na testa e, aos salpingos, goteja por cima do milho. Ótimo, pensei, a comida vai ter o sabor dela. (…) pág. 146
Um rio chamado tempo,
e uma casa chamada terra
Mia Couto
Lua Minguante…
Às 6h09m
Acordei uma música na cabeça “Witch´s Rune” – é uma dessas canções que me leva de encontro a ilusões só minhas. Quando ouço aquelas vozes femininas, imediatamente sou levada de encontro um lugar só meu. Uma espécie de meditação natural acontece. Marcho por sobre folhas secas, ouço a água seguindo seu curso natural por entre pedras e percebo meu destino bem diante dos meus pés.
Passam das oito horas diurnas. Estou aqui a pensar nessa nova fase lunar, iniciada há pouco. É o momento de recolher-se. Voltar-se para dentro. Mais alguns dias e a lua não terá brilho. Será natural. Negra.
Agora penso na morte,
para encontrar o que sou,
antes de tornar-me outra
Lembro de minha nona dizendo que na lua minguante as mulheres não sobem a colina. Elas fecham suas portas e janelas e celebram o encontro consigo mesmas. Acendem suas velas, incensos, preparam o chá e fazem preces silenciosas. O círculo de pedras é “desfeito” pois buscam os quatro cantos importantes da casa onde se vivem. Afinal, sua casa é sua fortaleza e é com pedras que se ergue essa estrutura forte. O restante do “castelo” deve ser feito com energia: sensações diversas, sentimentos vários e emoções todas.
Sempre achei esse dizer tão mágico. Tão intenso. Tão encantador que trago comigo esse simbolismo desde sempre. Guardo meus objetos mágicos. Preparo um chá pela manhã, logo cedo, antes do sol despertar, tomo um banho. Acendo o incenso e percebo os contornos de suas fumaças. Acendo a vela na cozinha. Guardo as pedras e fico aqui ouvindo “witch´s rune”.
Aprendi ao longo de meus estudos que o importante é a gente compreender os nossos ritmos, se libertar dos preceitos e descobrir nossos próprios rituais.
Nota complementar.
Escrevi no ano passado um post mais detalhado sobre a lua minguante que pode ser lido nesse link.
Calendário lunar de novembro (2010)
Para os praticantes da magia, o mês de novembro simboliza o inicio do ano natural. O fim de um ciclo e o começo de outro.
Novembro é o décimo primeiro mês do ano no calendário gregoriano: tem duração de exatos 30 dias e seu nome se deve à palavra latina novem, ou seja, nove. Isso porque ele era o nono mês do calendário romano que começa no mês de março.
Agora vamos as luas.
Lua Negra – dia 03 de novembro às 2h18m
A Lua Negra nos concede a possibilidade de um olhar para dentro onde há mistérios que muitas vezes são indesejados. Quem não se esconde por trás de máscaras e num momento de fúria se revela? Muitos de nós, por isso dizemos que é difícil conhecer o outro que conosco convive diariamente…
Lua Nova – dia 06 de novembro às 1h53m
Para quem segue a natureza, a lua nova e crescente representam o tempo de inicio, de semeiar e despertar. A lua emerge saíndo da escuridão e “nasce” novamente. A maré muda, tudo é transformado.
A Lua Nova é adequada para planejarmos nossas ações futuras e pensar em como poderemos tornar nossos pensamentos e projetos em ações que resultem em conquistas.
Lua Crescente – dia 13 de novembro às 13h40m
A Lua crescente é um momento de definição, pois os nossos sentimentos e as nossas emoções tendem a ficar mais claros e as atitudes mais objetivas. Uma época considerada ideal para traçar novos planos, investir em uma relação amorosa e plantar ervas mágicas.
Lua Cheia – dia 21 de novembro às 14h28m
(Lua em Gêmeos às 15h45m)Nessa fase, a seiva tem maior penetração nas folhas e nos frutos, acumulando-se nos brotos. Não é aconselhável a realização de podas, mas é uma excelente fase para colheita de frutos que estarão mais suculentos e apetitosos.
Essa fase também é excelente para o cultivo de plantas cujo ciclo seja bienal: salsa, alcachofra e salsão por exemplo. Esse período é excelente para você cuidar da terra.
É um período onde todas as energias estão em seu auge e tudo acontece de forma plena. Muito cuidado com o que você deseja nessa fase lunar.
Lua Minguante – dia 28 de novembro às 17h38m
Esta é uma Lua que confere timidez e melancolia, uma certa reserva no campo sentimental e emotivo: é muito comum a frieza nos sentimentos e a dificuldade de exprimir as emoções.
Sendo a morte, o fim e inicio de algo, a Lua Minguante anuncia mudanças e essas mudanças que temos de fazer por vezes custam e são muito penosas para nós. Como qualquer período de mudança, ele pode ser violento ou pacifico, depende da natureza dessa mudança e de nossos próprios passos…
Desejo que as luas desse mês tragam a todos vocês muitas alegrias.
Lua Minguante de abril…
Signo da Lua. Capricórnio.
Esta é uma Lua que confere timidez e melancolia, uma certa reserva no campo sentimental e emotivo: é muito comum a frieza nos sentimentos e a dificuldade de exprimir as emoções
A Lua Minguante começou na manhã de ontem (06/04/10) às 6h38m – essa é uma fase que nos pede um pouco mais de atenção com a gente. Aos poucos a Lua começa a ficar escura e a caminhada é feita em nossa própria direção…
A morte entra em cena, mas não a morte que representa o fim de tudo e sim a que simboliza a transição, assim como Tarô, cuja carta trás em mãos a foice e retrata apenas o fim de um ciclo e o inicio de outro.
Seja uma nova interpretação sobre o nosso rumo de vida, seja uma mudança de personalidade ou estilo pessoal, é o momento para encerrar com tudo aquilo que achamos que merece ser encerrado na nossa vida e começarmos algo de novo, melhor e mais positivo.
Sendo a morte, o fim e inicio de algo, a Lua Minguante anuncia mudanças e essas mudanças que temos de fazer por vezes custam e são muito penosas para nós. Como qualquer período de mudança, ele pode ser violento ou pacifico, depende da natureza dessa mudança e de nossos próprios passos…
Meditando com a Lua Minguante…
Escolha um local agradável, se for místico ou praticante da Arte, coloque um pouco de água no seu caldeirão e espalhe flores dentro dele. Acenda um incenso de ervas e 03 velas pretas.
Concentre-se e centre-se. Visualize a figura da Lua, plena no céu e que aos poucos vai minguando, assim como todas as forças da natureza a sua volta. Sinta a escuridão te abraçando lentamente. Não tenha medo, lembre-se de que é na escuridão que percebemos a importância da luz.
Visualize a Deusa, que nesse momento é a anciã, a velha que ultrapassou a menopausa, o poder de terminar, o poder da morte. Todas as coisas devem terminar a fim de suprir os seus inícios. O grão que foi plantado deve ser cortado. A página em branco deve ser destruída, para que a obra seja escrita.
A vida se alimenta da morte que nos conduz à vida e, nesse conhecimento, encontra-se a sabedoria. A velha é a mulher sábia, infinitamente velha. Sinta a sua própria idade, sem medos e receios. Espie cada um dos anos vividos, as vitórias, as conquistas, as derrotas, os desejos não concretizados. Aprenda com tudo que passou: com cada alegria e cada tristeza porque viver é isso.
Focalize a velha em seu manto negro sob a lua minguante, invoque-a pelo nome que preferir, respire fundo e diga em voz alta:Agora penso na morte,
para encontrar o que sou,
antes de tornar-me outra
Grande abraço
Marco Antonio
As Luas de Janeiro…
Em janeiro temos a Lua da Tempestade, sua cor é o azul, a cor das águas – essa lua é dedicada a Deusa Brigith.
Essa lua celebra as fortes chuvas sobre as terras e os mares, por isso é considerada uma lua de purificação. As águas tem sua origem oculta nas profundidades abaixo da terra, onde a árvore da vida sobe para alcançar o céu. Nutrir para crescer…
A água que limpa, purifica e promove a cura, também flui através de nós.
Os elementos em si brindam esse novo ciclo e a água das tempestades representa todo esse movimento interior. É o momento em que devemos buscar um equilíbrio entre a luz e as sombras.
É o tempo de despertar as sementes para que em breve se possa fazer uma bela colheita. Renovar a si mesmo é o grande segredo dessa lua.
Os antigos Celtas acreditavam em um tempo circular e não linear. Como um círculo dentro de outro círculo, onde a vida começa dentro de outra vida e o universo dentro de outro universo. É a eternidade em constante movimento.
Fases Lunares de Janeiro
Lua Minguante
Quinta-feira, 07 de janeiro às 7h41min
É a lua que celebra o fim, o término…
A face da Morte se desenha através de Ceridwen
Os rituais da Lua Minguante devem ser realizados nas primeiras horas do Crepúsculo.
Oh antiga Deusa que reside no Norte
aquela que conhece o passado de todas as coisas,
ouça o meu chamado e que minha invocação
seja agradável aos seus olhos,Senhora da sabedoria, Deusa da compreensão.
Ceridwen da Lua Minguante
Seja bem vinda a minha morada que é este meu corpo
Consagrado mil vezes em teu nome…Que meu corpo seja uma fortaleza
livre das energias negativas
Que se convertem em doenças
Que meus chacras vibrem com tua energia
E que prevaleça a continuidadeEu medito em teu nome
Eu invoco tua presença
Ceridewn dos muitos Mistérios,
Da Inspiração que chega até mim
Da Arte que eu pratico
E da Criação que eu me permitoQue assim seja e que assim se faça
Lua Negra
Segunda-feira, dia 11 de janeiro às 23h42min
Essa é a lua que celebra a si mesmo, o encontro inevitável consigo mesmo.
É um momento de introspecção, de estar atento ao seu verdadeiro eu.
Celebra-se Lilith e sua ousadia sem limites, a Deusa da Noite e dos mistérios humanos… O Ritual da Lua Negra deve ser celebrado na primeira hora do crepúsculo.
Lilith, Senhora dos Mistérios naturais
Da dança sedutora
Da pele de seda e do olhar de pantera
Mulher sem pudores, sem limites
Que desobedece a si mesma
E ama feito bicho, animal selvagem
Que se embrenha pelo mato
Livre das mordaças humanasMulher cigana
que conhece a si mesma
E se exibe pelo avessoMulher que bebe do licor dos Deuses
E saceia os homens que dela se aproxima
És tu a beleza das fontes
O carisma das aves
A destreza do vento
A força das tempestades
Em ti estão todos os mistérios
E o desejo de se revelar aquele
que tem a chave dourada
Lua Nova
Sexta-feira, dia 15 de janeiro às 4h12min
Essa é a lua do recomeço, das coisas que ainda irão se desenhar
A lua que liberta a alma do fim e já começa a traçá-lo novamente.
Celebra-se a Deusa Rhiannon e os rituais devem ser feitos na primeira hora da aurora.
Cantem os pássaros de ouro
Tragam esperanças para o meu olhar
Vista-me com sons dourados
Enfeite-me com o teu silêncio de prata
Permita-me ter asas sempre que necessárioCantem as gaivotas apaixonadas
Despertem o amor que adormece em meu peito
Vista-me com a poesia das noites de luar ameno
Enfeite-me com a ternura do seu olhar junto as montanhas
Permita-me tecer minhas históriasDeusa Rhiannon – da espera constante
Da verdade por trás da mentira
Dos sentimentos intensos
Mulher que constrói o depois
Que esta prece seja a nossa meditação
em noite de crescente luar
Que minha alma saiba te encontrar no céu
Que meus passos saibam ser cautelosos
Que meu destino seja o que eu semear
Awen
Lua Crescente
Sábado, dia 23 de janeiro às 7h54min
É a lua da continuidade, de semear o que foi idealizado, de dar continuidade…
Celebra-se Rhiannon uma vez mais, por ser a Deusa do novo e da continuidade. A mulher que não desisti, segue em frente e vai em busca de tudo em que acredita.
Lua Cheia
Sábado, dia 30 de janeiro às 3h19min
A lua de poder, onde todas as coisas são possíveis, também é a lua da colheita, quando os frutos estão mais apetitosos e saborosos. Celebra-se Brigith e sua sagrada chama. A Chama da criação, da inspiração, do amor verdadeiro. O ritual da lua cheia deve ser realizado nas horas de poder (nove horas, meia noite, três horas da madrugada).
Eu sou a bruxa que sua mão ajudou a tecer
Aprendiz de teus mistérios e de tua magia
Em mim tua sagrada chama habita a cada nova hora do dia
Tu és a fonte da minha inspiração constante
Eu danço, canto e crio em teu nome
Te invoco quando a noite me visita
E sinto sua luz dourada me visitar nos meus sonhosDeixe-me ser fogo
Chama que não cessa nem mesmo na morte
Deixe-me ser água
Lucidez que não se desaparece nem mesmo nos delírios
Deixe-me ser terra
E entender meus desejos e vontades
Deixe-me ser ar
e estar atenta a todos os avisos naturais…Que assim seja e que assim se faça
Que janeiro seja um mês mágico para todos vocês…
Grande abraço
Marco Antonio
As Luas de dezembro…
Há alguns dias estou tentando escrever um post sobre as Luas de Dezembro mas o tempo anda curto por aqui e vocês nem imaginam o quanto, por conta da chuva de ontem um novo atraso ocorreu, mas como diz a Lu, as coisa acontecem por uma alguma razão, tentar compreender e aceitar isso é onde se encontra um pouco da magia que a gente “confecciona” em nossas vidas…
Em dezembro temos a Lua do Lobo ou do gelo, sua cor é o roxo e sua lenda nos conta como as águas ficam presas sob um lençol de gelo da mesma forma que Perséfone (mitologia grega) fica retida no submundo enquanto a morte e o inverno reinam. Essa é a lua da união, tempo de estarmos próximos as pessoas que amamos e um precioso momento para tentarmos compreender o recomeço, porque todas as coisas tem começo, meio e fim. São cíclicas e por isso não acabam simplesmente…
Tudo bem que essa época do ano se transformou numa correria as lojas, mercados e o consumismo impera incentivado pelo capitalismo que aí esta. Mas nós poetas devemos nos libertar disso. Natal é tempo de amor, mas e os outros dias do ano, as outras estações? O amor não está presente em nossa vida apenas por causa de uma simples data no calendário.
Exercite o amor em sua vida, abrace quem você ama mais vezes, olho nos olhos das pessoas que ama com mais freqüência. Não tenha tanta pressa, sente-se para conversar. São essas coisas simples que fazem a diferença no fim do dia. Tenha olhos, ouvidos, boca e exercite o dom que cada lhe oferece com as pessoas que são realmente importe.
Voltando as Luas, hoje estamos na fase minguante que teve seu inicio ontem as 21h45m, dia 08 de dezembro. Esta fase lunar é o inverso da lua nova no círculo mágico (pagão). Tanto que seu maior símbolo é a maçã cortada ao meio dentro do caldeirão representando a foice que corta tudo e que nos perturba e incomoda quando não compreendemos o verdadeiro significado da morte.
“agora penso na morte
para encontrar o que realmente sou
antes de tornar-me outra”
A Deusa celebrada nessa lua é Ceridewen que comando o destino dos homens através de seu sagrado caldeirão, para saber mais sobre essa Deusa clique aqui…
A Lua Negra terá seu início no dia 12 de dezembro – ás 1h03 quando a lua ingressará em escorpião. A Lua Negra é um período denso onde somos expostos a nós mesmos de forma intensa e precisamos saber lidar com nosso eu. É mais fácil para uns e muito mais difícil para outros.
Na lua negra celebramos Lilith que nos leva a mergulhar na noite escura, nos fazendo sombras, não há como manter nossas ilusões que são dissipadas nessa fase lunar.
“eu sou aquela que sua mão ajudar a tecer
sou a verdade na face
Unha encravada,
Silêncio que não se cala
Metade inteira que somente eu posso conhecer”
A lua nova terá inicio no dia 16 de dezembro, às 9h02 – essa lua narra o recomeço. O inicio singular, quando devemos respirar fundo e apreciar a aurora intensamente. Escutar os pássaros e nos abrir para o mundo, deixando o mundo chegar até nós. Essa é uma ciência agradável para todos aqueles que já encontraram um equilíbrio entre as forças da luz e da escuridão (noite e dia).
A lua nova nos pede reflexão, nos pede menos intensidade também, apreciar a natureza e seus mistérios é uma ótima forma de estabelecer contato com essa lua que pede a você que se organize, planeje, elabore, pense por alguns instantes no dia seguinte…
A lua crescente terá inicio no dia 24 de dezembro às 14h36 e vem de certa forma completar esse círculo de renascimento, quando a natureza já estará celebrando a criança da promessa que nos vem em Yule – no dia 21 de dezembro às 14h46m com o sol na casa de capricórnio e a lua em peixes às 20h42m.
O ritual de lua crescente se faz no sentido de “costurar” o que está separado, de tecer a trama do destino. O símbolo do crescente é a agulha em forma de quatro crescente com a qual devemos costurar os nossos desejos.
O círculo do ritual é um semi circulo, com pedras, sal marinho, pétalas, água e uma prece. Um pequeno pedaço de pano que será “costurado” ao longo do ano onde devemos aos poucos ir acumulando pequenos símbolos de nossos desejos, nossas vontades, conquistas que será queimado em Yule do ano seguinte…
Essa Lua tem um simbolismo especial, é quando as coisas crescem, a natureza germina e sabemos que a continuidade só depende de nós e de nossos atos porque toda ação gera uma reação. Você age e todo o universo a sua volta reage a você. Então aquela história de que somos pequenos diante de todo o universo não deve ser levada a sério.
Pense na situação do planeta e nas coisas que o homem vem fazendo há anos…
E por fim, no dia 31 de dezembro teremos a Lua Cheia (novamente) às 16h13m – essa segunda lua cheia no mesmo mês é conhecido como Blue Moon e tem lá seus motivos para assim ser conhecida. Trata-se de uma lua muito intensa que “mexe” com toda a natureza e os efeitos serão sentidos a todo momento, não apenas no seu dia… A natureza fica inquieta, é um momento onde todas as coisas selvagens se inquietam porque somos expostos aos nossos verdadeiros instintos, o animal que há em nós prevalece.
Esse fenômeno acontece (em média) uma vez a cada dois anos e sete meses graças a “bagunça” feita no calendário que usamos em nosso cotidiano.
Como é um acontecimento raro nos dias atuais, é preciso estar atento, porque é uma força sobrenatural da Lua e para entender isso, é preciso lembrar que na fase Cheia da Lua, o Sol está frente a frente com ela, iluminando sua face por completo durante as 24 horas do dia. O universo inteiro (por mais incrível que pareça) sente a força desse momento, assim como a natureza selvagem do planeta e nós fazemos parte dela.
Na Lua Cheia celebramos Brigith e sua eterna chama que leva intensidade a nossas almas e a nossa pele. O fogo atento que inspira, destrói, consome e renova será mais intenso em Blue Moon. Então inspire-se, renove-se, consuma seus desencantos e renove seus desejos, suas vontades…
Ressaltando que o selvagem aqui não representa agressividade, representa o que somos realmente. Imagine você um leão em cativeiro que é solto novamente depois de anos em seu habitat natural. Ele não sobreviverá. Somos assim também, éramos livres e nos aprisionamos em nossas “jaulas humanas” por isso a Blue moon causa em nós muita inquietação, mas só depende de nós compreender esse momento…
O ritual da Lua Azul deve ser feito junto a natureza e não há como dizer o que deve ser feito porque é o seu momento, é a sua vez de ouvir seus instintos e se deixar conduzir por eles…
Blessed be
Ps. Quero convidar a todos vocês para no próximo dia 16 de dezembro – às 18 horas comparecerem a I Eco Bazar de Natal da Casa do Mago que será realizado em meu atelier na Rua Saldanha da Gama, 641 – Alto da Lapa e será também a estréia da minha loja virtual “A Casa do Mago Art”…
Será um prazer contar com a presença de vocês.
Grande abraço
Marco
A lua no céu de outubro…
Com um pouco de atraso, disponibilizo aqui o calendário da lua para este mês de outubro, mas é que além de problemas com a internet aqui em casa, também tive dificuldades em conseguir um calendário preciso e que realmente me fornecesse as datas corretas para essa lunação…
Para aqueles que não sabem, lunação é o ciclo lunar completo que corresponde a 28 dias e algumas horas.
Segue abaixo as datas de mudanças lunares:
Lua Minguante – dia 11 de outubro as 17h19m (lua em gêmeos)
Lua Negra – dia 15 de outubro as 19h39 (lua em leão)
Lua Nova – dia 18 de outubro as 15h44 (lua em libra)
Lua Crescente – dia 25 de outubro as 21h42 (lua em aquário)
A lua de outubro é a Lua da Neve.
Sua cor é o prata e o azul claro – essa é a lua ideal para conexão com as forças espirituais. A terra começa seu ciclo de descanso. É o momento de renovação, de troca de energias, de começar a pensar na celebração do novo.
Essa lua te leva de encontro aos seus ancestrais, aqueles que já não estão mais juntoa de ti, mas que tanto te ensinaram porque a vida é um constante aprendizado.
No dia 31 de outubro vamos celebrar o Samhain e há uma tradição que nos pede para procurarmos um local junto a natureza para sentir o vento e esperar pelo vôo de uma folha. Isso requer atenção, pegar a folha em mãos é sinal de que o ano novo será vindouro…
Boa sorte para aqueles que vão tentar essa arte.
Blessed be
Marco Antonio descobriu o universo dos blogs há pouco tempo, ao mesmo tempo em que descobriu o prazer de transformar madeiras que são jogadas no lixo em pequenas coisas interessantes… Artesão desde então, ele criou o blog A Casa do Mago no qual escreve sem compromisso sempre que possível… Praticante da Arte desde 2004 – ele, sem dúvida vive em constante estágio de aprendizado…
Lua Minguante em Touro nesta quarta-feira…

Nesta quarta-feira terá inicio a fase minguante da Lua, sendo que a lua estará fora de curso das 12h07 até as 19h30.
Claro que sentiremos os reflexos de tudo isso: um pouco de inquietação, o que é normal, já que a Lua Minguante nos leva de encontro a nós mesmos e isso é sempre inquietante para a maioria das pessoas. Então, tentem respirar pausadamente, tomar um chá de ervas e se preparar para um longo dia com um belo banho de folhas. Sim, folhas de frutas para deixar o corpo mais leve, mais agradável.
A partir das 18h30 min. precisaremos estar atentos para recuperarmos energias perdidas. Um chá, uma pausa no cotidiano e uma meditação. Acenda uma vela para a Deusa Ceridwen e peça ela o dom da magia interior. Reflita e se prepare para o momento que virá depois. Sim, em breve estaremos diante da Lua Negra, então é melhor sentir as coisas e a si mesmo.
A fase Minguante da Lua começa as 6h54 e ingressa em touro às 19h31m…
O nosso emocional estará mais sensível e poderemos confundir muitas coisas. Melhor ficar atento. Leia um livro. Prepare uma receita fácil e agradável. Que tal fazer um bolo de frutas cristalizadas. Hummmm…
Ceridewen é a Deusa da Sabedoria e também a Dama do Caldeirão. Cozinhar nessa fase da Lua nos trás muita satisfação. Então vamos a cozinha. Não esqueça de acender uma vela laranja por lá…
O início da Lua minguante marca um momento de recolhimento, fechamento de pendências e planejamento.
Meditando com a Lua Minguante
Encontre um lugar agradável para você. Sente-se. Acenda um incenso para meditação. Observe o local a sua volta. Respire lentamente. Visualize a lua como um todo e observe suas fases lentamente. Lua Negra, Lua Nova, Lua Crescente, Lua Cheia e por fim, observe-a minguante lentamente… Se curvando para a esquerda, envolta pelo céu escuro.
Ela é a anciã, a velha que ultrapassou a menopausa, o poder de terminar, da morte. Todas as coisas devem terminar a fim de suprir os seus inícios. O grão que foi plantado deve ser cortado. A página em branco deve ser destruída, para que a obra seja escrita. A vida se alimenta da morte - a morte conduz à vida e, nesse conhecimento, encontra-se a sabedoria.
A velha é a mulher sábia. Sinta a sua própria idade, sem medos ou receios. Sinta a sua pele, o seu aspecto. Relaxe lentamente, não se acanhe caso as lágrimas apareçam. Apenas sinta toda esse energia fluindo através de você… A sabedoria da evolução armazenada em cada célula do seu corpo.
Conheça o seu próprio poder para terminar, para perder assim como ganhar, para destruir aquilo que está estagnado e decadente. Eu gosto de queimar uma folha em branco dentro do caldeirão para finalizar aquilo que ficou perdido. Também gosto de escrever palavras numa folha de papel e queimá-la como mantra.
Por fim, visualize a velha em seu manto negro sob a lua minguante. Invoque seu nome “Ceridwen” e receba dela um abraço que irá te preparar para os próximos dias, o seu encontro com a Lua Negra – a Lilith.
Faça uma prece e fique em silêncio por alguns instantes, o quanto for necessário para você e sua alma.
Grande abraço a todos
Marco
A Deusa Mãe
O paganismo cultua há anos o Mistério da Grande Mãe e seus muitos nomes que surgiu entre os homens quando estes ainda tentavam compreender a si mesmo…
Voltando no tempo e espaço, nos deparamos com uma civilização ainda por descobrir-se, não apenas no que se refere a si mesmo, como a tudo mais que existia a sua volta. Os povos primitivos não demoraram para identificar na Terra o aspecto feminino, já que é na mulher que se encontra um dos aspectos naturais da Terra: o poder de dar a vida.
Assim sendo, a Terra seria representada pelo “grande útero” – o lugar onde tudo é gerado. Não demorou-se para que a figura de uma mulher fosse reverenciada como a Grande Mãe de tudo e de todos – Gaia foi um dos muitos nomes que ela recebeu…
Com o passar dos tempos, diferentes tribos deram a figura mística feminina diversos nomes – outros simbolismos como a Lua para o qual eles atribuíam o fator da continuidade da vida. Sim, eles acreditavam que as mulheres engravidavam através do poder da Grande Deusa manifestada a partir do grande astro luminoso, que na Fase Cheia estava mais próxima da Terra, exercendo forte influência sobre os animais, plantas, mares e sobre o próprio ser humano.
O culto a Grande Deusa remonta a Era de Touro (4304 a 2154 a.C.) que é atribuída à antiga cultura egípcia, que tinha a vaca como Deusa da Fertilidade e a pecuária como principal cultura. Os astrólogos dizem que essa foi a era em que a cultura egípcia se desenvolveu e foi o centro da civilização.Com o final da Era de Touro, o domínio egípcio cessou e deu lugar a Carneiro, o signo que passou a dominar. Os astrólogos dizem que foi Israel que dominou essa era, devido ao sacrifício do cordeiro, o ritual mais marcante da religião de Israel, além da ovinocultura (criação de ovelhas), sua principal cultura.
Foi na Era de Touro que o respeito ao feminino e o culto aos mistérios da procriação foram difundidos. Nas culturas primitivas a mulher era tida como a única fonte da vida, tanto que os lugares onde ocorriam os partos eram considerados sagrados e foram justamente nestes lugares que surgiram diversos templos de veneração à Deusa.
Com o avanço da agricultura, a importância do solo passou a ser primordial e a Grande Mãe Terra (a Deusa) se tornou o centro de culto das tribos primitivas. As mulheres eram consideradas responsáveis pela fartura das colheitas, pois eram elas que conheciam os mistérios da criação. Existem várias estatuetas femininas como as Vênus de Willendorf, de Menton e Lespugne, representando a sacralidade feminina e os poderes mágicos e religiosos atribuídos à Deusa na época do Paleolítico e Neolítico.
Ela esteve presente em todas as partes do mundo sob diversos nomes e aspectos: Kali na Índia, Ishtar na Mesopotâmia, Pallas na Grécia, Sekhmet no Egito, Bellona em Roma e assim sucessivamente. As Grandes Deusas da Antiguidade exerciam o domínio tanto sobre o amor como sobre a guerra.
O símbolo da Grande Deusa é o caldeirão, que representa o mundo que ela criou e carrega em seu ventre. Este objeto é associado à Deusa porque a criação se parece com o que se pode realizar no interior do mesmo. O mundo é uma maravilhosa obra alquímica que a Deusa criou e comanda através das manobras e poções realizadas em seu caldeirão, o lugar onde nasce a vida. Ela é considerada a energia Geradora do Universo, é associada aos poderes noturnos, a Lua, a intuição, ao lado inconsciente, à tudo aquilo que deve ser desvendado, daí o mito da eterna Isis com o véu que jamais deve ser desvelado. A Lua jamais morre, mas muda de fase de tempos em tempos. Ela representa os mistérios da eternidade e mutação. Por isso a Deusa é chamada de a “Deusa Tríplice” pois também muda de fase, assim como a Lua, e se mostra aos homens em três diferentes formas como: a Virgem, a Mãe, a Anciã.
O aspecto Jovem da Deusa recebe o nome de Rhianon – está associada à adivinhação, aos rios mágicos, à clarividência e aos encantamentos. Seus rituais e invocações são realizados na Lua Crescente. Sua cor é o branco e por isso recebe o título de Albedo (Senhora da Alvorada). Rhianon é a caçadora, segura em suas mãos a trompa de vaca ou touro em forma de meia lua. É a deusa da fartura e é ela a quem devemos reverenciar quando queremos garantir êxito no trabalho. Seus poderes são os da compaixão, sabedoria e compreensão.
O aspecto de Mãe recebe o nome de Brigith, a antiga Deusa Celta do fogo. Ela esta associada a fertilidade, sexualidade e ao parto. Seus rituais e invocações são realizados na Lua Cheia. Sua cor é o vermelho e por isso recebe o título de Rubedo (Senhora do entardecer). Brigith é a mãe que o possui no ventre o poder de dar luz a uma nova vida. É a rainha da colheita, a mãe do milho e derrama sua abundância por toda a terra. Segura em suas mãos um recipiente com labaredas de fogo, o qual tem o poder de realizar os desejos daqueles que a cultuam. É a Deusa do amor e seus poderes são os da paixão, agilidade e rapidez.
O aspecto de Anciã recebe o nome de Ceridwen, a Grande Deusa Mãe que conhece todos os segredos do Universo. Ela está relacionada ao renascimento e a ligação com os outros mundo. Seus rituais de invocação são realizados na Lua Minguante, que é o seu símbolo. Sua cor é o negro e por isso recebe o título de Nigredo (Senhora da noite). Ceridwen é a mãe que conserva todos os poderes da sabedoria e conhecimento. É ao mesmo tempo Deusa parteira e dos mortos, pois o poder que leva as almas para a morte e o mesmo que traz a vida. Do seu ventre parte toda a vida e da vida provém a morte. Segura em suas mãos um caldeirão e das misturas feitas em seu interior ela comanda a sincronicidade de todo o Universo e intervém nos assuntos humanos para auxiliar seus seguidores. Devido ao aspecto de velha é esta a personificação que representa o conhecimento de todos os mistérios que só a experiência pode proporcionar. É a Deusa da sabedoria do bem e do mal. Ela é a Deusa da paz e do caos. Da harmonia e da desarmonia. Ceridwen já passou pela jovialidade de Rhianon, pela maturidade e entusiasmo de Brigith.Acumulou toda a experiência, que só o tempo pode proporcionar, e distribui a sabedoria por todo o mundo.
Boa semana a todos
Lunna
A lua do mês de julho…
Nesse mês de julho teremos um eclipse lunar penumbral que irá acontecer no dia 07 de julho – às 9h38m. O eclipse será parcial e poderá ser visto de algumas regiões brasileiras…
Para quem não sabe, houve uma época em que as pessoas tinham medo dos eclipses porque acreditavam que era sinal de grandes desgraças. Não sei dizer ao certo de onde surgiu tal questão, mas lembro de ouvir esse tipo de coisa quando era menino (de calças curtas)…
O fato é que os eclipses lunares ocorrem quando a Terra se interpõe ao Sol e a Lua, projetando parcial ou totalmente sua sombra em seu satélite natural. Raramente a Lua se perde completamente na escuridão, pois sua superfície recebe reflexos da luminosidade da atmosfera terrestre, mas isso ocorre apenas na Lua Cheia.
Lembrando que em cada ano, ocorrem no mínimo dois eclipses e no máximo sete.
Para você acompanhar a transição lunar da lua no mês de julho, segue o calendário abaixo:
Lua Cheia – dia 07 de julho – às 9h21m
Lua Minguante – dia 15 de julho – às 9h53m
Lua Negra – dia 19 de julho – às 13h54m
Lua Nova – dia 22 de julho – às 2h34m
Lua Crescente – dia 28 de julho – às 21h59m
Grande abraço
Marco
Lua Minguante…
Essa semana foi tão corrida para mim que eu não tive tempo de falar sobre as luas que mudaram de fase nesta semana – então, para colocar o assunto em dia, vou começar falando da Lua Minguante que teve inicio no dia 17 de maio (domingo)…
A fase minguante da lua é o inverso da lua nova, no círculo, nos pedidos mágicos. É exatamente quando se usa o punhal ou a foice, para simbolicamente cortar tudo o que nos perturba ou que é motivo de ilusão.
Nessa fase se pede à lua: sabedoria para tecer nosso destino e virtude para compreender a solidão. Nessa lua, também se pede o dom da magia.
No final do ritual cada participante separa-se das outras cantando com voz cada vez mais baixa a oração:
“agora penso na morte
para encontrar o que realmente sou
antes de tornar-me outro (a)!”
Mas pelo conceito astrológico: Lua, Terra e Sol, formam um ângulo de 270º – e a cada dia que passa a lua fica cada vez menos vísivel até desaparecer completamente do céu… Então a nova fase se inicia…
A lua crescente é ideal para colheita, adubar, podar, cortar madeira para móveis, colher grãos e semear, exterminar pragas e também podar ervas e plantas em geral.
Para o paganismo, a Lua Minguante representa a face Anciã da Deusa que se recolhe nas sombras para entender sua evolução, para refletir e estar em contato consigo mesmo. Nesse momento, ela é Cerridewen e caminha lentamente, com toda paciência que a vida lhe permite para o Vale das Sombras, o interior do caldeirão, o Vale Sagrado, o Ventre acolhedor de Gaia onde permanecerá até ressurgir novamente na Lua Nova, mostrando novamente que o fim também é o começo.
A Lua e a Terra dançam a mesma música, assim como nós que precisamos realmente compreender essa magia para que a vida seja plena.
Então haverá momentos de semear, apreciar o crescimento, ver dar frutos, colher e finalmente haverá momentos de intensa reflexão em que será preciso apreciar cada um dos passos dados para que os erros sejam formas sábias de aprendizados e não de arrependimento porque arrependimentos não faz de nós pessoas melhores. Errar é parte do processo humano, compreender o erro, superá-lo e corrigí-lo no dia seguinte é a escala natural da evolução humana…
Observando a Lua e suas muitas fases perceberemos exatamente o real significado disso tudo e estaremos mais atentos a nós mesmos e nos reais significados de todas as coisas importantes para nossa alma…
Grande abraço a todos
Marco



Peregrinos...