Cozinha da Bruxa #10
Fettuccine ao molho de legumes e Saint Peter com ervas
O dia me levou para a cozinha…
Listei os legumes: tomate, vagem, ervilhas, batata, tomates, milho, abobrinha, cenoura, alho poró. Algumas ervas: alecrim, hortelã, gengibre, salsa e oregano. Uma taça de vinho branco. Filé de peixes filados. Dez dentes de alho e duas cebolas bem picadas.
Enquanto ouvia “the year the cat” – me movimentava ao som do azeite ardendo na panela junto a cebola, o sal e o alho que douravam deixando no ar aquele perfume natural de alimento sendo atentamente preparado. A faca seguia picando os ingredientes, tomates em cubo. Vagem em pequenos pedaços. Cenouras fatiadas finas. Batatas descascadas e picadas em cubo. Gengibre picado em pequenos pedaços. Abobrinha filetada. A água fervia para preparar um chá de gengibre, hortelã e gengibre onde mais tarde seria cozido o fettuccine.
Os ingredientes foram um a um para a panela. Primeiro a batata, depois a cenoura, as ervilhas, a vagem e por último o milho, o alho poró e a ervilha que pedem menos tempo de cozimento. Tempo de descanso. Mais um gole de vinho. Na frigideira, o peixe sendo dourado no vinho lentamente. Na outra panela o fetuttine sendo cozido. Junto ao peixe os tomates picados e um pouco de água. Esperar secar, espalhar as abóbrinhas fitadas e as ervas. Mais uns minutos e pronto.
Cozinha é movimento. É sentir. Não há receita que se imponha. Há quem goste ou prefira. Eu dispenso. Gosto do tato para com os ingredientes. Do perfume que se percebe pelo ar e do sabor que se apressa no toque junto a palma da mão.
Tudo junto, reunido numa só panela. Os sabores se misturam. Se percebem pelo ar e nos gestos de quem os percebe por dentro.



Peregrinos...