Lua Nova (fevereiro)
Eu costumo dizer que a lua nova é a lua do leste, da aurora do dia, da vida, dos mundos. É os olhos abertos, o espreguiçar, o ânimo renovado.
Mas tudo isso é “geografia”, afinal, cada um de nós tem suas próprias sensações e são elas que determinam nossos passos, portanto, é preciso observar os dias, o mundo e a nós mesmos para que possamos compreender os ritmos que gritam em nosso íntimo…
Eu decidi que durante o ciclo da lua nova de fevereiro vou despertar mais cedo, a começar por hoje – preparar um chá de erva doce. Ler Paul Auster. Megulhar em meu diário. Passar a limpo todas as minhas anotações. Acertar os ponteiros com minha agenda (por causa dela ainda vivo os dias de janeiro). Finalizar a edição de algumas páginas, deixadas de lado sem motivo aparente.
Eu gosto de idealizar os meus dias de lua nova porque já percebi que quando não o faço, me perco dos dias e tudo me consome em pressa e desânimo. Não me entendo muito bem na lua nova. Tenho minhas dificuldades, por isso mesmo, preciso organizar-me.
Para os dias de lua nova: o azul do leste. A intensidade da renovação. A força do ar. A magia da fumaça do incenso que perfume e renova o ambiente. A cada dia uma semente. A cada manhã uma pétala. Um pedaço de pano e a magia de semear os dias em meu íntimo.
E você, já percebeu seus movimentos ao longo das fases da lua?



Peregrinos...