Archive | Fevereiro 2012

Saudação para a Aurora.

Para esse terceiro dia de Lua Nova, seguindo os caminhos desenhados por mim, aqui vai algumas linhas dessa manhã multicolorida.

nuvens 48

Ventos de todas as direções
Cuide bem deste dia,
porque o dia é a essência da Vida.
É onde tudo começa e termina…

Os movimentos das horas
Os passos a serem dados
A força do vento a ser percebida
A lucidez do semear junto a terra
A benção do crescimento a nossa volta
A lucidez da inspiração em nossas palavras
A beleza da vida em nosso intimo

Ventos de todas as  direções
Cuide bem deste dia!
E nos permita o sentir
de todas as coisas naturais.

Cozinha da Bruxa #10

Fettuccine ao molho de legumes e Saint Peter com ervas

O dia me levou para a cozinha…
Listei os legumes: tomate, vagem, ervilhas, batata, tomates, milho, abobrinha, cenoura, alho poró. Algumas ervas: alecrim, hortelã, gengibre, salsa e oregano. Uma taça de vinho branco. Filé de peixes filados. Dez dentes de alho e duas cebolas bem picadas.

Enquanto ouvia “the year the cat” – me movimentava ao som do azeite ardendo na panela junto a cebola, o sal e o alho que douravam deixando no ar aquele perfume natural de alimento sendo atentamente preparado. A faca seguia picando os ingredientes, tomates em cubo. Vagem em pequenos pedaços. Cenouras fatiadas finas. Batatas descascadas e picadas em cubo. Gengibre picado em pequenos pedaços. Abobrinha filetada. A água fervia para preparar um chá de gengibre, hortelã e gengibre onde mais tarde seria cozido o fettuccine.

Os ingredientes foram um a um para a panela. Primeiro a batata, depois a cenoura, as ervilhas, a vagem e por último o milho, o alho poró e a ervilha que pedem menos tempo de cozimento. Tempo de descanso. Mais um gole de vinho. Na frigideira, o peixe sendo dourado no vinho lentamente. Na outra panela o fetuttine sendo cozido. Junto ao peixe os tomates picados e um pouco de água. Esperar secar, espalhar as abóbrinhas fitadas e as ervas. Mais uns minutos e pronto.

Cozinha é movimento. É sentir. Não há receita que se imponha. Há quem goste ou prefira. Eu dispenso. Gosto do tato para com os ingredientes. Do perfume que se percebe pelo ar e do sabor que se apressa no toque junto a palma da mão.

Tudo junto, reunido numa só panela. Os sabores se misturam. Se percebem pelo ar e nos gestos de quem os percebe por dentro.

Ainda sobre o aborto…

Temos uma presidente “Dilma Rousseff” e Eleonora Menicucci na Secretaria das Mulheres e ainda assim o tema “aborto” continua sendo tratado como se fosse uma questão para “homens” graças a bancada de evangélicos e cristãos que aterrissou em Brasília graças aos eleitores “conscientes”.

O assunto em voga “aborto” é discriminado por esse senhores que usam suas religiões para dizer que “aborto não é coisa de deus”. Sim, logo é proibido. E mesmo sendo proibido é praticado por muitas mulheres que usam esse recurso. A situação é desoladora. Segundo persquisas: o aborto de risco é a quarta maior causa de mortes maternas no Brasil e a quinta maior razão de internações no SUS.

Logo, devo argumentar: ou a religião só é importante aos domingos quando alguns brasileiros vão a missa para ouvir ladainhas cansativas ou as sextas quando as ovelhas vão ouvir as mesmas ladainhas cansativas dos pastores que se multiplicam tanto quanto suas sacolinhas.

A hipocrisia está aí e se mesmo tendo uma presidente (a primeira da história desse país) não conseguimos um debate consciente acerca do aborto, quando é que teremos? Afinal, esses senhores que rezam para deus, só pensam em leis que não alcançam as mulheres que continuam usando agulhas, entre outros para evitar uma gravidez indesejada.

Sou a favor do aborto sim porque tenho consciência (ao contrário desses senhores religiosos) que a prática do mesmo é usada diariamente por inúmeras mulheres, independente de suas crenças.  É um direito da mulher, mais que isso, é uma realidade para a qual esses senhores fecham os olhos para não terem que pensar na atitude de Maria que poderia ter recusado a oferta do Espirito Santo. Já pensou uma Igreja inteira sem o Cristo? Acho que muitos de nós seriamos eternamente gratos a ela…

Lua Nova (fevereiro)

Eu costumo dizer que a lua nova é a lua do leste, da aurora do dia, da vida, dos mundos. É os olhos abertos, o espreguiçar, o ânimo renovado.

Mas tudo isso é “geografia”, afinal, cada um de nós tem suas próprias sensações e são elas que determinam nossos passos, portanto, é preciso observar os dias, o mundo e a nós mesmos para que possamos compreender os ritmos que gritam em nosso íntimo…

Eu decidi que durante o ciclo da lua nova de fevereiro vou despertar mais cedo, a começar por hoje – preparar um chá de erva doce. Ler Paul Auster. Megulhar em meu diário. Passar a limpo todas as minhas anotações. Acertar os ponteiros com minha agenda (por causa dela ainda vivo os dias de janeiro). Finalizar a edição de algumas páginas, deixadas de lado sem motivo aparente.

Eu gosto de idealizar os meus dias de lua nova porque já percebi que quando não o faço, me perco dos dias e tudo me consome em pressa e desânimo. Não me entendo muito bem na lua nova. Tenho minhas dificuldades, por isso mesmo, preciso organizar-me.

Para os dias de lua nova: o azul do leste. A intensidade da renovação. A força do ar. A magia da fumaça do incenso que perfume e renova o ambiente. A cada dia uma semente. A cada manhã uma pétala. Um pedaço de pano e a magia de semear os dias em meu íntimo.

E você, já percebeu seus movimentos ao longo das fases da lua?

T.S.Eliot

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III

Oh escuro escuro escuro. Todos vão para o escuro,
Os vazios espaços interestelares, o vazio para dentro do vazio,
Capitães, banqueiros comerciais, eminentes homens de letras.
Generosos patronos da arte, homens de estado e dirigentes,
Distintos funcionários superiores, presidentes de muitas
comissões,
Magnates da indústria e pequenos empreiteiros, todos vão
para o escuro,
Escuros o Sol e a Lua, e o Almanaque de Gotha
E a Gazeta da Bolsa, o Rol dos Directores,
E frio o senso e perdido o motivo da acção.
E nós vamos todos com eles, para o funeral silencioso,
O funeral de ninguém, pois não há ninguém para enterrar.
Eu disse à minha alma, está quieta e deixa vir o escuro
sobre ti,
O qual será a treva de Deus. Como, num teatro,
Quando as luzes se apagam, para ser mudada a cena,
Com um surdo rumor de bastidores, num movimento de
treva na treva,
E nos sabemos que os montes e as árvores, o panorama ao
longe
E a altiva fachada imponente estão todos a ser empurrados
para fora -
Ou como quando um comboio do metro, no túnel, pára muito
tempo entre estações
E a conversa se eleva e lentamente esmorece em silêncio
E se vê por detrás de cada rosto o vazio da mente aprofundar-se

E apenas resta o crescente terror de nada em que pensar;
Ou quando, sob o éter, o espírito está consciente mas consciente
de nada -
Eu disse à minha alma, está quieta e aguarda sem esperança
Pois a esperança seria na coisa errada; aguarda
sem amor
Pois o amor seria amor pela coisa errada; há ainda fé
Mas a fé e o amor e a esperança encontra-se todos no acto
de aguardar.
Aguarda sem pensar, pois não estás pronta para pensar:
Assim a treva será a luz, e a quietação a dança.
Sussurro de arroios a correr, e relâmpagos de Inverno.
O tomilho bravo invisível e o morango bravo,
O riso no jardim, repercutido êxtase
Que não se perde, mas reclama, aponta para a agonia
Da morte e do nascimento.

Dizes que repito
Algo que disse antes. Vou dizê-lo de novo.
Digo-o de novo? A fim de lá chegares,
De chegares onde estás, de saíres de onde não estás,
Tens de seguir por um caminho por onde não há êxtase.
A fim de chegares àquilo que não sabes
Tens de seguir um caminho que é o caminho da ignorância.
A fim de possuíres o que não possuis
tens de seguir o caminho do despojamento.
A fim de chegares àquilo que não és
Tens de seguir pelo caminho em que não és.
E aquilo que não sabes é a única coisa que sabes
E aquilo que tens é o que não tens
E onde estás é onde não estás.

Quatro Quartetos – T.S.Eliot
Tradução. Gualter Cunha
Editora Relógio D´água – Portugal

No, non há l´inferno, tu é bobo

Fecho a semana com uma lembrança, que surgiu após alguém vir aqui comentar, dizendo que “eu sofro porque falta Jesus em meu coração”:

Certa vez presenciei um discurso inflamado de um Padre (cristão) falando sobre o inferno e seus demônios. Lembrei imediatamente dos trechos bíblicos que havia lido, onde mencionava Lúcifer e como ele havia sido banido por deus dos céus.

É claro que um sorriso se ocupou de meus lábios, afinal, na bíblia havia dizeres inflamados sobre perdão e tudo mais. Mas deus não havia perdoado Lúcifer e ainda o havia arremessado para as profundezas da terra, onde foi acorrentado por sentir inveja da luz divina. Ao mesmo tempo me lembrei das inúmeras vezes em que eu ouvi dizer que a terra é lugar de expiação; que todos aqui vivem em pecado; que a humanidade já nasce com o tal pecado original. Ou seja, a culpa de ser quem somos. A famosa culpa cristã.

Antes de voltar para o caminho da Arte, eu trilhei muitos caminhos porque me deram essa possibilidade. Estudei muitas crenças, religiões. O cristianismo foi apenas uma delas. E foi a primeira para quem fechei os olhos, afinal, me incomodava a bendita mania de impor ao homem essa concepção de pecado.

Pois bem, voltando ao discurso feito pelo Padre, ele falou durante quinze minutos (ou mais) sobre o inferno, lugar para onde, de acordo com sua filosofia, irão os hereges, aqueles que renegam a deus, ao seu filho e ao espirito santo, pois somente aqueles que o adoram estarão salvos no juízo final.

Fiquei lá. Aguentei bravamente toda aquela falácia. Respirei fundo e tive pena daquele homem. Mas tive mais pena ainda de todas aquelas pessoas que ocupavam suas mentes daquele discurso que o tal padre vociferava contra todos que trilhavam outros caminhos. O tom usado por ele era o que mais me incomodava. Era como ouvir chicotadas ressoavam na pele de alguém, infligindo uma sonora pena por não acreditar no mesmo deus que ele. Todos que eram diferentes (como se não fosse um direito ser assim) eram verdadeiros criminosos na fala daquela homem que pregava em suas palavras o preconceito. Era assustador, o inferno realmente existia. Bem ali naquele lugar, naquele momento. E tudo justificado pela crença em um deus.

Ao final, aguardei todos saírem e fiquei observando aquela cruz ao centro, com aquela figura crucificada. Nunca consegui acreditar de fato naquela figura mística. Sempre faltaram elementos, argumentos razoáveis para confiar de fato em sua existência. Mas nunca me senti no direito de questionar a fé alheia. Acho que aquelas pessoas que lá estavam, ocupando o banco daquela igreja tinham direito de acreditar, tanto quanto eu de não acreditar.

O padre que estava retornando de sua sessão de apertos de mãos, tapinhas por sobre os ombros e tudo mais – encontrou-se comigo ali, sentada num dos primeiros bancos a apreciar aquela figura insipida. Ele pousou sua mão sobre o meu ombro e disse “deseja confessar-me sua dor minha irmã em Cristo?” – dito isso, eu só consegui me levantar, pedir licença em meio a um sorriso e sair andando apressadamente daquele lugar enquanto ouvia ao fundo todos os padecimentos de que eu haveria de sofrer no inferno.

Valentine´s Day

01edf23_e_vertBrownie Hearts

Eu sei que foi ontem, mas depois de ver essa delícia, o calendário, pra variar se perdeu por aí em mesas que meus olhos não alcançam…

E se vocês ainda não conhecem a lenda de San Valentino, clique aqui. Vale a pena.

Lua Minguante

“Se existe viagem é esta: percorrer as diferentes fabulações
de nós mesmos, contar essas maravilhações aos outros.
E confessar, sem vergonha pública: olhe, eu estou sendo este.
Mas já fui uns que morreram. Quem sabe serei quem,
depois deste mim?”

Mia Couto

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Era a voz antiga das mulheres, no tempo da minha infância.Chamavam-me para acender o lume. Cumpriam um preceito de antigamente:apenas um homem podia iniciar um fogo. As mulheres tinham a tarefa da água. E se refazia o eterno: na cozinha se afeiçoavam, sobre gesto de mulher, o fogo e a água. Como nos céus, os deuses moldavam a chuva e o relâmpago.

A cozinha me transporta para distantes doçuras. Como se, no embaciado dos seus vapores, se fabricasse não o alimento, mas o próprio tempo. Foi naquele chão que inventei brinquedos e rabisquei os meus primeiros desenhos. Ali escutei falas e risos, ondulações de vestidos. Naquele lugar recebi os temperos do meu crescer.

Não era apenas a casa que nos distinguia em luar-do-chão. A nossa cozinha nos diferenciava dos outros. Em toda a ilha, as cozinhas ficavam fora, no meio dos quintais, separadas do restante da casa. Nós vivíamos ao modo europeu, cozinhando dentro, comendo fechados. No principio, ainda houve resistência. Lembro como minha avô conduzia as vasilhas e panelas, dentro e fora, fora e dentro. Outras mulheres passavam equilibrando latas de água nas cabeças, como se escutassem o compasso das terras sob os pés descalços. E a porta de rede, num sonolento bater e rebater. O pilão fiel ao chão e tum tum tum, a dança das mulheres pilando. Muito – muito, era Tia Admirança quem eu gostava de ver esgrimindo o corpo contra o grão.

É ela quem agora está pilando, farelando os grãos de milho. Em cerimônia do morto a quem alimentar os vivos. E parece que o apetite aumenta face a presença dos obituados. Já lhe ofereci ajuda, mas ela sorriu: pilar não é função de macho. Bastava que eu ficasse ali. Olhando, que já ajudava o suficiente. O suor escorre-lhe na testa e, aos salpingos, goteja por cima do milho. Ótimo, pensei, a comida vai ter o sabor dela. (…) pág. 146

Um rio chamado tempo,
e uma casa chamada terra
Mia Couto

Primeiras linhas.

Eu lembro que uma das minhas dúvidas com relação ao grimório era justamente com relação a primeira página. O que escrever?

Bem, eu sentei-me aqui, um pouco antes e fiquei observando a paisagem. Voltei no tempo, vi as inúmeras vezes em que eu me dediquei aos meus antigos grimórios. No total já foram seis, esse será o sétimo. Eu gosto muito do número sete. Tenho um carinho especial por esse número. Antigamente eu gostava mais dos números pares, mas hoje eu gosto mesmo é dos impares.

Enfim, para esse eu decidi usar o número sete como símbolo logo na “primeira página” – é o símbolo mágico das minhas páginas.

 

página do meu diário

Dei ao meu grimório o nome “o livro das quatro direções” – nome que eu já tinha escolhido por mim para ser o título do meu livro sobre paganismo que será lançado em outubro deste ano. Assim sendo, estabelecerei uma ponte entre os dois. Uma simbologia toda especial para mim.

E nas linhas seguintes a frase:

“A magia é a ciência tradicional dos segredos da Natureza que a nós foi transmitida pelos Magos.”

Éliphas Lévi

 

Bem, que tal agora me contar como são as primeiras linhas do seu grimório?

Bênçãos plenas.
Lunna

…: Meu grimório :…

livro das sombras 001

Bem, escolhi o dia de hoje (por razões pessoais) para começar o meu grimório (mais um). Já comecei vários grimórios ao longo dos meus dias, desde que optei pelo paganismo. Isso é algo bastante comum, afinal, estamos em constante movimento e o que éramos ontem pode não ser o mesmo que somos hoje. Ou evoluímos (desejo que acalento em meu íntimo) ou então ficamos estagnados.

Bem, antes de começar, deixe-me dizer meia dúzia de palavras acerca de um grimório que é também conhecido como sendo o livro das sombras ou “grimoire”. Eu sou sincera em dizer que não gosto de nenhum desses rótulos impostos por aí. Porque esse caderno de capa preta com um símbolo na primeira página é na verdade um “diário”.

O livro das sombras é um nome atribuído pela Wicca. É contemporâneo e foi um nome escolhido com intuito de manter todo o mistério acerca da grande Arte. Já li que em alguns lugares o chamam também de “o livro negro” devido a cor da capa e também pela falta de ciência de muitos acerca do conteúdo desse caderno de anotações.

Enfim, quando é que um praticante da grande Arte pode ter um grimório? A partir do momento que ele sentir vontade de fazer anotações. Esse caderno com ou sem linhas, com ou sem capa preta – será o seu livro guia, seu fio condutor. Ali você poderá tomar nota de seus pensamentos, suas vontades, receitas, desejos, processos ritualísticos e outros.

Logo, é preciso que você siga seus instintos e escolha o lugar de repouso de seus sentimentos e atitudes diárias.

Por exemplo, eu gosto de fazer anotações ao final da tarde, percebendo os tons se desfragmentando enquanto a negritude abraça a paisagem. Acho mágico esse momento. Ontem por exemplo, enquanto caminhava para casa, vi a lua a minha esquerda. As nuvens passeavam calmamente de lado para o outro. O crescente de prata brilhava forte, inundando os prédios, banhando as ruas e suas árvores altas que daqui onde estou agora, são baixas e é quase possível estender as mãos para apalpá-las.

Eu me sento aqui, preparo um chá, respiro fundo. Acendo minha vela (vermelha) – acendo um incenso. Observo a paisagem e começo a escrever minhas emoções e ilusões acerca de meus passos. Não escrevo todo dia, mesmo se tratando de um diário. Escrevo de acordo com meu sentir, minha vontade…

Para este meu momento, escolhi um caderno que “encontrei” no acaso de meus passos no final do ano passado. Ele literalmente caiu aos meus pés depois de uma jovem esbarrar em nós no corredor de uma livraria do shopping. O comprei na ocasião sem saber bem para que serviria, mas agora está aqui e sei de seu destino…

Então, tomo a liberdade de adicionar uma nova categoria ao blog #grimório que usarei para postar aqui as minhas linhas pessoais do meu grimório e dividir com vocês esse meu novo caminhar…

Sejam bem vindos as minhas páginas sagradas e mágicas.
Blessed be

Fevereiro

Caldeirão em Imbolc

O mês de fevereiro tem algumas curiosidades: seu nome deriva da Deusa romana Fébrua, mãe de Marte também conhecida por Juno Fébrua ou Santa Febrônia (de febris, a febre do amor). Ela é Deusa da purificação. Originalmente, fevereiro tinha 29 e 30 dias quando era ano bissexto, mas o Imperador César Augusto ordenou que um dos dias de fevereiro fosse transferido para o mês de agosto para que este ficasse com 31 dias. Tudo para que o mês dele não tivesse menos dias que Julho que tinha esse nome por causa do Imperador Julio Cesar.

No dia 01 de fevereiro celebra-se o Festival do Fogo, também conhecido por “Imbolc ou Candlemas”. Nesta data celebra-se a Senhora do Fogo Criador, da Arte e da Magia. É uma data favorável ao despertar da consciência…

Fevereiro é considerado o mês da purificação, por isso, os pagãos aproveitam para purificar seus instrumentos mágicos que são quatro: cálice, athame, caldeirão e a colher de pau ou graveto de árvore.

E por ser o mês da purificação, é costume colocar uma cabeça de alho em cada uma das janelas de sua casa no último dia do mês para proteger nossos lares durantes os demais meses do ano.

A lua de fevereiro recebe o nome de “lua casta” – sua cor é o branco. Sua sensação é a continuidade. Sua direção é o norte. Seu sentido é a intuição. Seu som é o das batidas do coração. Sua meditação é a aurora junto aos primeiros raios de sol. Seu símbolo maior é a águia em seu vôo sobre as coisas humanas. Por ser assim, essa lua celebra a Deusa Triplice: a jovem, a mãe e anciã.

Em minhas pesquisas, descobri que a lua cheia de fevereiro também recebe o nome de “lua do conhecimento”. Lua que auxilia nos estudos, no treinamento a nossa mente e facilita a aprimoração dos nossos sentidos.
Uma costume antigo que aprendi na infância é queimar um ramo de hortelã dentro do caldeirão nas mudanças de fases lunares (nova, crescente, cheia, minguante e negra). Além de purificar o ambiente, aguça a nossa matéria humana.

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