Almanaque wicca 2012
“Não deixaremos de explorar
e o fim de tanta exploração
será chegar aonde começamos
e conhecer o lugar pela primeira vez”.
T.S.Eliot
Foi minha leitura na manhã de hoje. Há tempos que leio esse almanaque, desde 2009, acredito eu. O adquiro no ano passando na Livraria Cultura, mas demorei para levá-lo a luz dos meus olhos por causa do tema principal do almanaque “a profecia de 2012 dos maias” que é tratada de forma breve e sem nenhum entusiasmo. Cita-se apenas o real significado dessa profecia deixada por um povo que virou mania nos mais diferentes setores da nossa sociedade atual, seja espiritual, cientifica ou psicologia. Lá estão os Maias e suas profecias. Eu as vezes acho que isso ocorre por causa dessa estranha mania do homem de “fim do mundo”. Eu tenho aqui comigo as minhas três décadas de vida e já ouvi dúzias de vezes o tema sendo mencionado. Alguns malucos chegaram a prever a data e o horário do fim do mundo. E continuamos todos aqui…
Eu fui pesquisar mais a fundo a questão do fim do mundo e percebi que dos poemas épicos da índia, às tradições orais dos indígenas até à famosa historia bíblica do apocalipse – é o que o fim do mundo é constantemente mencionado. Vários falsos profetas, de tempos em tempos, surgem com datas e acontecimentos fantásticos ao pregar o fim do mundo. Discurso antigo que se repete por aí. Claro que há os que acreditam nisso e ajudam a dar um “tom real” a toda essa bobagem. Isso não é citado no almanaque. O discurso acerca do mesmo, faz uma análise concreta e até interessante do que vem a ser a transformação pela qual a Terra irá passar.
Já sabemos que a vida é cíclica, logo, tudo tem seu começo, meio e fim. Acredita-se que houve pelo menos quatro ou cinco (se seguirmos as tradições dos povos astecas e maias) desses ciclos. Assim sendo, nossos mais antigos ancestrais teriam enfrentado mudanças climáticas e nos campos magnéticos da terra, diminuição dos recursos naturais e elevação do níveis do mar foram as consequências mais graves.
Mas a pergunta que eu me fiz é “o que sabemos de fato sobre as transformações que ocorrem nesse planeta vivo?” – basta lembrar que o humano está se reproduzindo de forma intensa e a nave mãe já começa a dar sinais de superlotação. Haverá comida para todos? Haverá espaço para todos? Lembrem-se que pela preservação da espécie a inteligência é deixada de lado, tanto quanto a razão e o que prevalece é o lado grotesco, selvagem do homem que é sim um animal. E sabemos bem do que esse animal humano é capaz, basta olhar por aí.
Enfim, é possível fazer muitas análises. O tema é longo e precisa ser observado atentamente, mas quando vejo as religiões que se deitam e se levantam por aí, fico feliz por minha caminhada e pela certeza que trago em mim “um dia eu abri os olhos e olhei para dentro de mim e o que vi me fez perceber que a natureza é minha vida, minha arte e minha inspiração e isso me basta”.
Alias, acho que nunca antes, em tempos anteriores, T.S.Eliot foi tão citado, vale a pena ler o poeta e seus argumentos de transformação.



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