Dia 08 de março
Bem, de acordo com o calendário, hoje é o Dia Internacional da Mulher. Não gosto da data, mas acho que em tempos, vale desejar que as mulheres se encontrem porque ultimamente elas parecem um tanto perdidas pra mim…
Assim sendo, recorro a literatura para lembrar o feminino e não as feminsitas. rs
Grande abraço
- Toque nela com cuidado, senão ela foge.
- A coisa ou a pessoa?
- As duas”.
Caio Fernando Abreu
A mais carinhosa também é a mais bruta
A mais inteligente é ao mesmo tempo a mais sensível.
A mais bonita é ao mesmo tempo a mais emburrada.
A mais esperta é ao mesmo tempo a mais mundo da lua.
A mais bem humorada é também a mais secreta.
A mais velha é ao mesmo tempo a mais moleca.
A mais moça é também a mais madura.
Uma não vive sem a outra
E eu não vivo sem as duas”
(Martha Medeiros)
“E assim sou,
fútil e sensível,
capaz de impulsos violentos e absorventes,
maus e bons, nobres e vis,
mas nunca de um sentimento que subsista,
nunca de uma emoção que continue,
e entre para a substância da alma.
Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa;
uma impaciência da alma consigo mesma,
como com uma criança inoportuna
um desassossego sempre crescente e sempre igual.
Tudo me interessa e nada me prende.”
(Fernando Pessoa)
Eu não quero mandar.
Eu me recuso a mandar.
Quero viver obscuramente e ricamente minha feminilidade.
Quero um homem deitado sobre mim.
Sua vontade, seu prazer, seu desejo, seu modo, sua sexualidade, o comando, meu pivô.
Não me importo de trabalhar, me auto sustentar intelectualmente, artisticamente; mas como mulher, Oh meu deus, como mulher quero ser dominada.
Não ligo se me dizem para ser independente, andar com minhas próprias pernas, não me apegar a nada, mas eu vou ser caça, fodida, possuida pela vontade de um homem quando ele quiser e de acordo com suas ordens.
Anaïs Nin.



Minha querida Lu, há tempos que não venho tomar meu chá lendo suas postagens. Me sinto às vezes tão enovelada que não consigo reservar alguns momentos só para o meu ócio…e felicidade. Ainda estou tentando quebrar pedras com as mãos e não anda nada fácil. Penso em deixá-las de molho para amolecerem e se dissolverem por si mesmas…mas é só uma ideia…Adorei a sua postagem,linda seleção de poemas , só faltaram os seus…Bjs carinhosos e saudosos, Liz