Archive | Novembro 2010

Arranjos de mesa…

 

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A Lu inventou um arranjo de mesa aqui em casa para o Yule usando um galho de árvore que está secando aos poucos e colocou algumas bolinhas douradas para representar o nosso desejo pela continuidade… Mas podem ser utilizadas bolinhas de outras cores…

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No jantar “com poesias e versos se faz uma boa mesa” promovido pela Francy´s, no último sábado, ela acondicionou o galho sobre um tronco e fez sucesso junto aos convidados… Ficou muito charmoso e ao mesmo tempo, bastante delicado… Em volta do galho, ela colocou velas que foram acesas durante o jantar.

E você, tem alguma sugestão diferente?
Grande abraço

Antigos Rituais…

Hoje a minha dúvida era “Emily Dickinson” ou “Fernando Pessoa”…
Então, na dúvida, fiquei mesmo com os dois!

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Exultation is ten going
Of an inland soul to sea,
Past the houses – past the headlands
Into deep Eternity

Bred as we, among the mountains
Can the sailor undesrtand
The divine intoxication
Of the first league out form land?

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Contentamento é a ida
De uma alma do interior para o mar,
Passadas as casas – passados os promontórios
Até à profunda Eternidade

Criado como nós, entre montanhas,
Pode o marinheiro entender
A intoxicação divina
Da primeira légua longe da terra?

Emily Dickinson

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Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã…
Levarei amnhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não…
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjectividade objectiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um eléctrico…
Esta espécie de alma…
                                                 Só depois de amanhã…

Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-me para pensar amanhã no dia seguinte…
Ele é que é decisivo
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos
Amanhã é o dia dos planos
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã…
(…)

Álvaro de Campos

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Desejamos a você: muitos sorrisos, alegrias, tristezas, momentos de inspiração profunda e de solidão necessária. Dias de sol ameno, chuva nos fins de tarde, algumas tempestades, ventos nas folhas e flores pelo chão… Hoje é o seu outono e  a gente, com toda certeza, se sente muito feliz por participar com você de mais essa estação em sua vida.

Tanti auguri a te – Feliz Aniversário – Happy Birthday

Francy´s, Alex, Marco

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e Patrick (claro)

Enfeites de Yule

Hoje vamos falar dos tradicionais enfeites de yule.
Sem dúvida alguma, o ritual de Yule é um dos mais bonitos rituais da roda do ano. É algo bem familiar que nos pede reflexão e claro, unidade.

É o momento de festejar o renascimento, quando as coisas finalmente se renovam e podemos enfim, festejar a volta do menino Sol que renasce em meio a escuridão tão intensa dos últimos dias. Os dias vão se tornando mais longos e a alegria da vida renovada nos abraça… Por isso é um momento de festa, celebração, porque todas as coisas a nossa volta estão se transformando lentamente.

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A árvore de yule reuni todos os elementos naturais: os quatro elementos, o Sol e a Lua, as estrelas, as velas (que hoje foram substituídas pelas luzes piscantes)  e os presentes que serão dados aos amigos porque presenteá-los é uma forma de presentear aos Deuses.

Ps. Vale lembrar que a prática da grande arte nos pede que esses presentes seja algo feito por nós. É claro que você pode comprar se assim o desejar, mas se puder fazer algo (por mais simples que seja) será muito melhor porque é a sua energia em ação naquele objeto e isso sim faz toda a diferença.

Nós montamos a nossa árvore no sábado passado. Pegamos uma árvore artificial para não comprometer a natureza, afinal, os pinheiros não resistem muito tempo e me dá pena vê-los morrendo ou limitados a um pequeno vaso. Reunimos nossos enfeites: bolinhas azuis, amarelas, vermelhas e verdes (representando os quatro elementos) sol, lua, estrelas. E pronto… No começo da noite, acendemos as luzes e ela ficou lá no canto da sala exibindo sua energia que passa por todos nós.

Para saber mais sobre a árvore de yule clique aqui

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A guirlanda de yule é outro enfeite comum a Grande Arte porque são a porta de entrada dos Deuses, razão pela qual, em geral, são colocadas nas portas, como sinal de boas vindas…

Simbolicamente as guirlandas são “adorno de chamamento” e são utilizadas nos solstícios de inverno como convite para que os Deuses venham a morar em nossas casas durante o período das sombras, nos fazendo companhia e nos abençoando…

Você pode usar a sua criatividade para fazer sua guirlanda, lembrando que o importante é o sentimento na hora de fazê-la, afinal, voce está convidando os Deuses para estar com você em sua casa durante um período de tempo e isso é sem dúvida alguma motivo de alegria e felicidade.

Então, lembre-se de sempre ter em mente os dizeres “que os senhores da arte e da magia sejam bem vindos entre nós” e diga isso em voz alta quando colocar a guirlanda na porta de entrada de sua casa.

A nossa guirlanda (foto acima) ainda não está pronta, começamos a fazê-la no sábado mesmo: preparei um pentagrama com pau de canela, fizemos o círculo com galhos secos e agora faltam ainda alguns enfeites que ficamos de providenciar durante a semana… Nesse próximo sábado estará pronta com certeza.

Mais informações sobre as guirlandas de yule aqui.

E o nosso arranjo de mesa ainda não está pronto, mas já temos várias idéias em mente, como usar um galho seco sobre a mesa (puro e simplesmente) com algumas velas ao redor e pronto.

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E você, como irá decorar sua casa nesse Yule? Conte pra gente…

“Queimando” o passado…

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No último Ritual da Lua Cheia acendemos as nossas velas que foram feitas em Samhain.

Para aqueles que não conhecem a “tradição” – em Samhain a gente reúne todos aqueles restos de velas que sobram durante o ano e que devem ser guardadas para no dia 31 de outubro fazer uma vela nova que vai representar todas as nossas energias, pensamentos, emoções, ou seja, tudo que passou por nossas vidas. São os nossos pretéritos reunidos nessa vela que deve ser acesa no primeiro ritual de lua cheia depois de Samhain.

O ritual foi muito agradável: muita energia, muitas sensações e uma meditação deliciosa com as energias que vibram intensamente a nossa volta.  E por fim a chama da vela finalizando tudo que passou e já nos preparando para o que virá: que venha Yule.

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Grande abraços a todos
Marco

Os hemisférios e os ritos sagrados…

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A segunda-feira começou com muito calor aqui em São Paulo e eu resolvi aproveitar para abordar um tema corriqueiro aqui nesse blog: a roda do ano. Eu sei que a maioria dos praticantes da Arte sabem que devem acima de tudo e qualquer coisa, apreciar a natureza a sua volta…

A roda do ano é dividida em 8 sabbats, sendo quatro maiores e quatro menores. Isso também acontece com o dia em que temos as 04 horas principais que são 6, 12, 18 e 24 horas e as quatro horas menores que são 09, 15, 21 e 3 horas. No caso da Roda do ano, temos os quatro grandes sabbats que são candlemas, beltane, lammas e Samhain e os quatro menores que são os equinócios e solstícios que são na verdade as celebrações das quatro estações do ano: primavera, verão, outono e inverno.

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A roda do ano é na verdade uma grande celebração da natureza e sabemos que surgiu entre os povos graças ao desenvolvimento da agricultura. Isso nos leva ao antigo Egito e a todos os povos que se dedicaram a cultivar a terra e para isso era necessário observar a natureza para se saber quando plantar, quanto cuidar da terra, colher, deixar o solo descansar e por aí vai.

Sabemos que hoje em dia não fazemos isso.
A maioria de nós compra produtos diretamente nos hipermercados e não fazemos a menor idéia de onde vem os produtos que chegam a nossa mesa. Embora a consciência esteja sendo alterada lentamente. Na Europa já existem movimentos nesse sentido e no Brasil aos poucos, as pessoas estão cultivando hortas em suas casas e apartamentos. É um pequeno passo, mas já devemos comemorar.

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Enfim, os ritos se tornaram comum na Europa até a introdução do Cristianismo, mas em momento algum deixaram de existir. São caracterizados de festas populares ou folclóricas. Quem nunca participou de uma festa junina? Viu um mastro de São Sebastião? Ou festejou a Páscoa ou o Natal? Todas essas festividades são na verdade uma celebração da Natureza.

Com a chegada dessas festividades ao hemisfério Sul, alguns praticantes resolveram adaptar o calendário; mas como fazer isso num país tropical, onde as estações não são bem definidas? Aqui em São Paulo por exemplo, em determinados momentos temos as quatro estações do ano num mesmo dia e há lugares no Brasil em que temos apenas duas estações do ano como disse o Arcanjo, um dos leitores desse blog.

Eu optei por não adaptar o calendário por uma questão de feeling (sensação). Depois de tentar adaptar o calendário e simplesmente não consegui encontrar os itens para a realização dos rituais. Isso sem contar que minhas sementes não vingavam quando eu as plantava e meu jardim vivia sem cor.

Foi quando prestei mais atenção na forma como a natureza se manifestava a minha volta e fiz uma pausa para tentar entender seus ciclos.  Cheguei a conclusão de que não importa o hemisfério, porque a palavra de ordem na Natureza é equilíbrio e eu acredito sim que nos dias de celebrar os rituais, a Natureza como um todo propicie um equilíbrio único e natural de norte a sul.

Bem, mas estas são as minhas sensações e terei o maior prazer em conhecer as de vocês. Divida com a gente as suas experiências ao observar a Natureza a sua volta.

Grande abraço e uma excelente semana
Marco Antônio

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Ps. A partir de hoje, vocês podem acompanhar a nova novela da Lu “epifanias” que está sendo postada lá no blog da Suzana Martins. Vale a pena ler…

“Aquela era uma cidade de meia dúzia de ruas, uma praça com dois ou três bancos, uma igreja com sua famosa escadaria por onde todas as senhoras haviam descido no dia de seus casamentos para receberam sobre suas cabeças punhados de arroz que consagravam o único e mais importante momento de suas vidas. As fotos feitas pelo único fotógrafo da cidade ficam lá na parede do estúdio como forma de narrativa eterna. Há quem visite o Paulo Fotos apenas para manter viva a lembrança que depois de alguns anos começa a falhar, como se uma fina névoa fosse cobrindo aos poucos aquele momento. Mas a foto permanece lá, intacta, ano após ano, contando sempre a mesma história…

(…) continua…

Clique aqui para continuar lendo…

Desafio fotográfico…

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A Lu tem uma mania engraçada: fotografar livros que ela deseja ler. Ok. Ela não chega na livraria e compra diretamente o livro. Ela o fotografa, caso algo nele tenha chamado a atenção, dá uma rápida folheada e depois pesquisa (em caso de não conhecer o autor do livro em questão)…

E assim descobri esse livro “dias de colecionar borboletas”. Dá pra se ter uma idéia no que foi que chamou a atenção dela nesse livro, não é mesmo???

Pois bem, o livro foi escrito por José Carlos Honório ou simplesmente Zé, como é conhecido por amigos e clientes da Livraria Cultura da Avenida Paulista, onde trabalha há 27 anos.

O trabalho na livraria permite que ele faça mais que clientes, faça amigos: Silvio de Abreu, Beatriz Segall, Gloria Kalil, Marilia Gabriela e Caio Fernando Abreu que além de amigo, também era referência literária e foi quem escreveu o prefácio de seu primeiro livro “Em breve outra noite” (1986).

Agora resta saber quanto tempo vai levar para o livro voar das prateleiras da Cultura até aqui em casa.

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Antes de ir, devo dizer que a Lu já está melhor, mas que está curtindo mais as coisas reais que as virtuais: tem lido alguns blogs, muitos livros, tem arrumado mesas, gavetas e baús. Já até começou um álbum de fotografia novo e abandonou novamente o seu velho diário… E o blog (teorias) também…

Amanhã ela volta. Amanhã, não hoje…
Bom fim de semana a todos.
Marco

Altar de Yule

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Para aqueles que pensam que ainda é muito cedo para pensar em Yule (afinal, ainda estamos em novembro) eu vou fazer um pedido especial: observem a natureza e seus sinais… As estações do ano não mudam de acordo com as datas do calendário, embora a gente tenha lá uma data (21 de dezembro) que nos diz que é nessa data que se inicia a estação (verão – sul / inverno – norte) – mas antes disso os sinais de transformação começam a acontecer e para percebemos isso, basta estar atentos.

Faça uma caminhada e veja os desenhos que você encontrar: folhas pelo chão, nas árvores, flores… Qualquer coisa que seu olhos alcancem e te permita uma inusitada sensação.

Pois bem, eu hoje pensei no altar que iremos enfeitar para o Yule porque é um dos altares que eu mais gosto: por causa das cores, das luzes (do sol) e dos enfeites de folha seca.

Eu adoro pinhas e aqui no bairro elas começam a cair no meio de novembro e sempre saiu para caminhar, levando comigo uma sacolinha onde eu recolho-as.

Eu também gosto de fazer a colheita de galhos para a fogueira e claro para o próximo Tronco de Yule. O ano passado eu usei um galho de uma árvore que tínhamos podado aqui em casa, mas esse ano, até agora, ainda não achei o galho que iremos usar, mas é sempre questão de momento…

E agora deixo vocês com um poema de Cecília Meireles que sempre está comigo quando eu penso no Altar de Yule.

Eu vim de infinitos caminhos,
e os meus sonhos choveram lúcido pranto
pelo chão.

Quando é que frutifica, nos caminhos infinitos,
essa vida, que era tão viva, tão fecunda,
porque vinha de um coração?

E os que vierem depois, pelos caminhos infinitos,
do pranto que caiu dos meus olhos passados,
que experiências, ou consolo, ou prémio alcançarão?

Cecília Meireles

Abraços a todos
Marco

Prece de Yule

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Hoje chega o fim as noites longas de inverno
O Deus Sol nasce na pele de um menino
que desperta junto com suas promessas

A luz ressurge das sombras e os dias aos poucos se aquecem
Se prolongam, assim como os sabores da vida
Que começam no olhar de uma criança
E termina no sopro de um senhor…

Que a vida respeite seu ciclo
E que cada um de nós saiba colher as dádivas
que despertam junto a aurora!

É época de alegria, de estar junto aqueles
que compreendem os mistérios dos fins
E o prazer dos recomeços…

Que meus atos e palavras
Soem como o sino no alto da montanha
E que meus passos seja como as asas do condor
Vá cada vez mais longe desde o despertar até o crepúsculo.

Eu saúdo as quatro direções
A Terra ao norte – a Sagrada Chama ao Sul
Os ventos ao leste e os oceanos ao oeste…
Eu saúdo Teu filho Sagrada Deusa, Sagrado Deus
Que ele seja a alegria constante que eu carrego em meu interior
Hoje e sempre…

Eu reverencio a verdade que me chega através da luz do sol
Que é a luz da vida que brilha forte dentro de mim
Que assim seja e assim se faça!

 

Essa prece foi escrita pela Lu.
Blessed be

Marco

Começando a pensar em Yule…

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O dia amanhaceu com suas cores por aqui e a gente já começa a pensar no próximo Ritual, afinal, os rituais não são um acontecimento de apenas um dia como muitas pessoas pensam…

Os Rituais são momentos que geram transições e emoções distintas. É preciso observar a natureza a nossa volta e todas as transformações que seguem acontecendo porque elas afetam a nós diretamente.

Não sei quantos de vocês já observaram, mas sempre que Yule se aproxima, a atmosfera se veste de novas sensações por isso eu gosto de observar as árvores e as nuvens… São pequenos mistérios que vão se manifestando aos nossos olhos e ao longo de toda uma vida há coisas novas e antigas que nos levam a compreender muitas coisas.

Hoje eu acendi um incendo dos quatro elementos, uma vela vermelha carmim e fiquei a observar a chama que ardia entre um repicar do vento e a intensidade do silêncio. Foi então que eu me lembrei de um poema que vem comigo há tempos.

Eu sou essa pessoa a quem o vento chama,
a que não se recusa a esse final convite,
em máquinas de adeus, sem tentação de volta.
Todo horizonte é um vasto sopro de incerteza:
Eu sou essa pessoa a quem o vento leva:
já de horizontes libertada, mas sozinha.
Se a Beleza sonhada é maior que a vivente,
dizei-me: não quereis ou não sabeis ser sonho?
Eu sou essa pessoa a quem o vento rasga.
Pelos mundos do vento em meus cílios guardadas
vão as medidas que separam os abraços.
Eu sou essa pessoa a quem o vento ensina:
Agora és livre, se ainda recordas (p. 794)

Cecília Meireles

Bem, é preciso selecionar as velas para o ritual e hoje eu vou pensar nisso… Não se esqueçam que a cor desse ritual é o verde e o vermelho…

Abraços a todos

Um dia para…

a gente dar um abraço em alguém.

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Vai lá…

Porque é nesse abraço que eu descanso
esse espaço que me sossega
e quando passas dá-me outro abraço
porque só um não chega

Hoje é segunda-feira, dia da Lua que segue crescendo e em breve estará cheia. Essa será a Primeira Lua Cheia depois de Samhain (muita magia no ar)…

Incenso, sorrisos e muito abraços porque o tempo passa por nós e em nós e é preciso nos lembrar sempre que há coisas que são muito importante para todos nós…

Então, vamos abraçar aqueles que amamos.

Meu abraço pra você que aqui chega com seus olhos de diferentes paisagens e seu sorriso de diferentes ilhas…

A lágrima da Ninfa – final

Ávido para iniciar a alquimia ia lendo os ítens e ao mesmo tempo separando-os sobre o balcão, até que leu o último ingrediente que pedia – Lágrimas de Ninfa.
Nesse momento sua expressão que era de contentamento, reverteu-se em desespero, exclamando:

- Por Merlin!! Estou mesmo sem sorte… se ao menos eu lembrasse onde tomar a barca para a Ilha Sagrada de Avalon…
Avalon era um lugar místico, cercado de brumas, onde vivia um povo misterioso e dotado de incríveis poderes extra sensoriais, envolvidos em muita magia. Onde as ninfas corriam livres pelas florestas.
Sua paixão por Melina talvez o levasse à loucura. Ansiava em ser formoso novamente, e assim conquistar-lhe o coração.

Então sem perda de tempo deu início à alquimia, mesmo estando ciente que faltava-lhe um ingrediente.
O aroma forte de mirra invadia toda a cabana escapando pelas frestas, inebriando a madrugada.
Odeon usava esta resina aromática com a finalidade de purificar o ambiente e prepará-lo para suas experiências místicas. Então sem demora, o druída concluía a mistura milagrosa, que supostamente faria seu rosto voltar ao normal.
Tão logo ficou pronta a poção, deveria ficar em decantação por um período mínimo de 2 horas. Então Odeon resolveu descansar.

Às primeiras luzes da aurora ele desperta, vigoroso e confiante. Aproximou-se do tacho sentindo o aroma floral. A fórmula rezava que o líquido deveria ser passado nas partes afetadas, então lavou o rosto delicadamente, esperando que secasse ao natural. Assim que seu rosto secou, Odeon levantou-se pegando um caco de espelho, tão grande era o pavor de olhar-se em um inteiriço. Foi quando viu pelas beiradas do caquinho algumas de suas profundas cicatrizes. Soltando um urro medonho terminou de quebrar o que restava do espelhinho. Saiu transtornado floresta adentro, atirando-se em meio às folhagens, e então chorou como nunca havia chorado antes, porem sem suspeitar, o druída estava sendo observado por um vulto logo atrás de uma pedra.

Após tanto desespero, o pobre homem levantou-se deixando-se levar pela própria sorte, caminhando em direção a cabana. De repente estancou os passos, olhando para trás…Era estranho, mas tinha sensação de que alguém o seguia.

Enquanto caminhava ia traçando seus planos: iria embora daquele maldito lugar, mesmo sabendo que sua maldição o acompanharia e todos os lugares para ele, seriam amaldiçoados.

Entrando rapidamente na cabana, começou a ajuntar suas "tralhas": toda sorte de potes, frascos e livros…tudo ia sendo jogado dentro de um enorme saco de viagem. Frenéticamente caminhou até o tacho, dizendo:

- Farsa! Esta fórmula é uma farsa!
Abaixou-se ali, sem forças, proferindo em tom baixo algumas palavras maldizendo a vida. Foi quando sentiu sobre seu ombro um leve toque…
mãos femininas…Assustado, apavorado ou mesmo aparvalhado, Odeon levou um choque. De pé, bem à sua frente estava Melina, que aturdida, fitava aquele rosto grotesco tomado pela desgraça.

- Vá embora!! O que faz aqui?

- Acalme-se, por favor. O que houve por aqui? Por que seu rosto ficou assim?

- Oras…Será que lhe dou uma explicação? Por que deveria? Vá embora, eu já disse!!! Você é apenas uma estranha.

- Tem certeza do que diz? Sei quem é você, espiava-me em meus banhos… É o mesmo homem que fugiu de mim com o rosto enlameado.
Nesse momento, Odeon tira um punhal da cintura ameaçando matar-se.
Melina em desespero começa a chorar… Então duas lágrimas de mãos dadas correm pela face caindo dentro da poção. Imediatamente o líquido entra em ebulição e uma névoa perfumada envolve a cabana. Num sobressalto, Odeon deixa cair o punhal e em apenas um passo alcança o tacho. Com as mãos em conchas, retira parte do líquido místico lavando o rosto. Uma sensação de torpor toma-lhe conta, fazendo-o perder os sentidos.

Tudo estava terminado. O desejo do druída finalmente fora realizado. Seu rosto transformara-se e novamente voltara a ser um belo homem. Entretanto, quando recobrou os sentidos Melina havia desaparecido.

Diz a lenda que as ninfas jamais poderiam apaixonar-se, essa era a lei. E se isso acontecesse, em brumas se transformariam, retornando ao lugar de origem.

De Odeon nada mais se soube. Contam os aldeões que ele virou constelação, e em noites de lua cheia seu rosto brilha no céu, refletindo seu lume no lago.
O lago da ninfa que abriga a constelação de Odeon.

 

Biografia

Lucia Helena O. Cavichioli é escritora/poeta paulistana e esteticista, com conhecimentos em psicologia começou a escrever na adolescência, ocasião em que teve seu primeiro poema publicado em um jornal da época, na coluna de um professor.

Aluna do curso de secretariado foi coordenadora do jornal da escola a convite do corpo docente. Participou de duas antologias: Forja da Liberdade – com o conto “Almas Gêmeas”, e, de a Árvore da Vida, com “O Conto do Relógio”, da editora Arnaldo Giraldo.

Em 2008 publicou sua coletânea poética por nome Re(cantos)de Mim pela editora All Print. A autora cativou amigos virtuais com seu estilo contemporâneo, despojado e original.

Ela escreve em vários gêneros com destaque para a ficção, onde seu gosto pela literatura fantástica se traduz na busca pela alma da natureza humana.

Madalena Barranco

Meus blogs:
http://escritosnamemoria.blogspot.com
http://retratosemdegrade.blogspot.com
http://fadaspontocom.blogspot.com

A lágrima da ninfa – parte 2

Espere! O que fazia caído na beira do algo? Está doente?

Odeon correu tão desnorteado que não percebeu em seu caminho uma pedra tropeçando e caindo de rosto numa poça de lama.
A moça vinha logo atrás, então se aproximou ajudando a levantá-lo. Como seu rosto estava enlameado, ela não pode ver a face desfigurada.
_Venha comigo, tenho água fresca em meu jarro e lavarei seu rosto.

_ NÃO! Disse ele em tom lacônico.
Melina assustou-se, mantendo distância.
Odeon escapou mais uma vez.
A moça, furtiva, seguiu seus passos até a entrada do Condado, descobrindo sua casa.

Depois deste incidente o druida confinou-se caindo em estado de profunda angustia. Abandonou a idéia de rever Melina em seus banhos matinais, esquecendo também do extrato floral o qual iria presenteá-la.
Pediu a morte!

Em uma noite, num acesso de loucura, jogou todos seus livros no chão, chutando-os e maldizendo a alquimia , gritando:

_ ESTOU CONFINADO À SOLIDÃO…
Já meio desacreditado, olhou para a estante e viu um único livro sobre a prateleira, e pegou-o imediatamente. Era um livro pesado, maior que os demais. Tinha a capa da cor do carvalho, a árvore sagrada dos druídas. Para seu espanto, ao ler o título, suas esperanças renovaram-se. Estampado em letras douradas e sobressalentes lia-se: "A SERPENTE DA SABEDORIA".

Tratava-se de um livro místico, que continha poções perigosamente milagrosas. Isto parece um contra senso mas na verdade era assim mesmo.
Tanto poderia curar como provocar efeitos colaterais irreversíveis. Deveria ser usado com parcimônia e sabedoria.

Odeon lembrou-se de sua mãe, uma sacerdotisa druída de grande confiabilidade, que lhe dissera certa vez para utilizar-se dele somente em caso de vida ou morte.
Entretanto, esta lembrança esvaiu-se como fumaça e ele começou a folhear as páginas como louco, até que encontrou uma poção denominada CYNGHRAIR. Esta se destinava a combater toda a sorte de enfermidades que atingissem a pele e couro cabeludo, porém ele sem raciocinar pôs-se a verificar se possuía os ingredientes(…)

 

>> continua…

Biografia

Lucia Helena O. Cavichioli é escritora/poeta paulistana e esteticista, com conhecimentos em psicologia começou a escrever na adolescência, ocasião em que teve seu primeiro poema publicado em um jornal da época, na coluna de um professor.

Aluna do curso de secretariado foi coordenadora do jornal da escola a convite do corpo docente. Participou de duas antologias: Forja da Liberdade – com o conto “Almas Gêmeas”, e, de a Árvore da Vida, com “O Conto do Relógio”, da editora Arnaldo Giraldo.

Em 2008 publicou sua coletânea poética por nome Re(cantos)de Mim pela editora All Print. A autora cativou amigos virtuais com seu estilo contemporâneo, despojado e original.

Ela escreve em vários gêneros com destaque para a ficção, onde seu gosto pela literatura fantástica se traduz na busca pela alma da natureza humana.

Madalena Barranco

Meus blogs:
http://escritosnamemoria.blogspot.com
http://retratosemdegrade.blogspot.com
http://fadaspontocom.blogspot.com

A lágrima da Ninfa

 

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“Há lugares onde os mundos se aproximam como as dobras de um manto. Uma dessas pontes é um lugar que os homens chamam de Avalon. Quando as mães da humanidade chegaram a este lugar, o meu povo, que jamais teve corpos, criou formas para nós, à semelhança delas. Elas construíram suas casas sobre estacas na margem do lago e caçavam nos pântanos, e andávamos e brincávamos juntos, pois vivíamos o alvorecer do mundo.” Marion Zimmer Bradley

Primeira Parte

Há muitos anos… Longínquos anos… Em um velho condado chamado Bosque de Flandres , viveu um homem simples, com poderes extraordinários e que fazia poções mágicas. Sua casa era repleta de ervas, extratos florais e pedras preciosas que achava em suas andanças pela floresta.A população do condado era composta de colonos, e a aldeia vivia do plantio de grãos e cereais. Era época da colheita, e por estes dias, aconteceria uma festa, denominada a Colheita da Lua, por coincidir com o aparecimento da lua cheia.

Os colonos andavam em polvorosa por causa da comemoração, porém Odeon limitava-se à sua casa e suas poções.

Geralmente, ele saía todas as manhãs, bem cedo, evitando assim que alguém pudesse vê-lo. Andava sempre com um manto que possuía um capuz, e nunca ninguém tinha visto seu rosto. Vivia isolado, triste e amargurado. Seu rosto era deformado, em decorrência de uma explosão, acontecida há algum tempo quando tentava encontrar uma fórmula para obter a fonte da juventude. Seu rosto ficou em chamas, que logo abafou com a ajuda de cobertores, curando-se com ungüentos que ele mesmo fazia. Entretanto seu aspecto era medonho, provocando asco. Nesse dia, arrumou seus pertences e viajou para longe, encontrando este vilarejo que adotou como lar.

As pessoas nem se incomodavam mais com ele porque já conheciam seu jeito eremita de ser.

Porém, guardava em seu coração uma infinita tristeza: amava em segredo. Ele a via todo fim de tarde à beira do lago, banhando-se em pétalas, exibindo suas melenas seu corpo e seu rosto de anjo.

Odeon escondia-se entre as folhagens para vê-la em todo seu esplendor. E pensava como seria feliz se ela o amasse. Abandonaria tudo se fosse preciso para estar com ela para sempre.

Acalentando seu sonho, retornava e fazia de seu infortúnio um companheiro. Nas mãos, levava um feixe de ervas , com a intenção de converter em extrato perfumado para sua amada.

Finalmente a noite da tal festa chegou. Fogos de artifício rabiscavam o céu, desenhando luzes e cores.

Enquanto os homens animavam o ambiente com suas flautas e pífaros, as mulheres arrumavam as mesas com flores , pratos típicos e vinho. As crianças traziam nas mãos bandejas com frutas secas para acompanhar o jantar.
Odeon espiava escondido atrás da cortina, sentindo-se a mais hedionda das criaturas. Sem importa-se com a tal festa em meio a tanta música e comilança, o druida saiu em direção ao lago. Em seus pensamentos achava-se a bela Melina, de cabelos ruivos, pele alva e olhos azuis. Na certa, descera do Olimpo esta deusa maviosa, trazendo para a Terra a doçura divinal.

Ao chegar, sentou-se e ficou a observar o firmamento e devanear como era de seu costume. Entretanto, levado pelo cansaço adormeceu na beira das águas, sendo despertado pelos primeiros raios de sol e pela voz lírica e canora de sua amada. Então sem demora levantou-se rapidamente cobrindo o rosto e correndo em direção à floresta, quando ouviu:

 

>> continua…

 

Biografia

Lucia Helena O. Cavichioli é escritora/poeta paulistana e esteticista, com conhecimentos em psicologia começou a escrever na adolescência, ocasião em que teve seu primeiro poema publicado em um jornal da época, na coluna de um professor.

Aluna do curso de secretariado foi coordenadora do jornal da escola a convite do corpo docente. Participou de duas antologias: Forja da Liberdade – com o conto “Almas Gêmeas”, e, de a Árvore da Vida, com “O Conto do Relógio”, da editora Arnaldo Giraldo.

Em 2008 publicou sua coletânea poética por nome Re(cantos)de Mim pela editora All Print. A autora cativou amigos virtuais com seu estilo contemporâneo, despojado e original.

Ela escreve em vários gêneros com destaque para a ficção, onde seu gosto pela literatura fantástica se traduz na busca pela alma da natureza humana.

Madalena Barranco

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Calendário lunar de novembro (2010)

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Para os praticantes da magia, o mês de novembro simboliza o inicio do ano natural. O fim de um ciclo e o começo de outro.

Novembro é o décimo primeiro mês do ano no calendário gregoriano: tem duração de exatos 30 dias e seu nome se deve à palavra latina novem, ou seja, nove. Isso porque ele era o nono mês do calendário romano que começa no mês de março.

Agora vamos as luas.

Lua Negra – dia 03 de novembro às 2h18m

A Lua Negra nos concede a possibilidade de um olhar para dentro onde há mistérios que muitas vezes são indesejados. Quem não se esconde por trás de máscaras e num momento de fúria se revela? Muitos de nós, por isso dizemos que é difícil conhecer o outro que conosco convive diariamente…

Lua Nova – dia 06 de novembro às 1h53m

Para quem segue a natureza, a lua nova e crescente representam o tempo de inicio, de semeiar e despertar. A lua emerge saíndo da escuridão e “nasce” novamente. A maré muda, tudo é transformado.

A Lua Nova é adequada para planejarmos nossas ações futuras e pensar em como poderemos tornar nossos pensamentos e projetos em ações que resultem em conquistas.

Lua Crescente – dia 13 de novembro às 13h40m

A Lua crescente é um momento de definição, pois os nossos sentimentos e as  nossas emoções tendem a ficar mais claros e as atitudes mais objetivas. Uma época considerada ideal para traçar novos planos, investir em uma relação amorosa e plantar ervas mágicas.

Lua Cheia – dia 21 de novembro às 14h28m
(Lua em Gêmeos às 15h45m)

Nessa fase, a seiva tem maior penetração nas folhas e nos frutos, acumulando-se nos brotos. Não é aconselhável a realização de podas, mas é uma excelente fase para colheita de frutos que estarão mais suculentos e apetitosos.

Essa fase também é excelente para o cultivo de plantas cujo ciclo seja bienal: salsa, alcachofra e salsão por exemplo. Esse período é excelente para você cuidar da terra.

É um período onde todas as energias estão em seu auge e tudo acontece de forma plena. Muito cuidado com o que você deseja nessa fase lunar.

Lua Minguante – dia 28 de novembro às 17h38m

Esta é uma Lua que confere timidez e melancolia, uma certa reserva no campo sentimental e emotivo: é muito comum a frieza nos sentimentos e a dificuldade de exprimir as emoções.

Sendo a morte, o fim e inicio de algo, a Lua Minguante anuncia mudanças e essas mudanças que temos de fazer por vezes custam e são muito penosas para nós. Como qualquer período de mudança, ele pode ser violento ou pacifico, depende da natureza dessa mudança e de nossos próprios passos…

Desejo que as luas desse mês tragam a todos vocês muitas alegrias.

Lunna

Lua do Carvalho

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Novembro chegou e com ele a Lua do Carvalho cuja cor é o negro e a sensação é a de espera já que marca um tempo de reflexão. Os mais próximos da magia, conseguem ouvir a marcha da Deusa rumo a Terra do Verão onde irá encontrar seu amado e ao se encontrarem serão um só e cumprirão para com o destino e os dizeres do Guardião das portas entre os dois mundos que diz a ela “apenas um poderá sair de lá”.

Esse é um momento da renovação, de abrir mão das coisas antigas, se desapegar de coisas que ficam acumulando a poeira dos anos, afinal, tudo que fica encostado acumula energias e isso não faz bem a ninguém.

O símbolo dessa lua, o carvalho que é uma lenda viva: muitos consideram-no como sendo um portal para o outro mundo e por isso representa tudo aquilo que é verdadeiro e saudável.

Essa caminhada até Yule nos lembra que é preciso abandonar vícios e nos dedicar a compreensão dos nossos sentidos, afinal, são eles que nos guiam verdadeiramente por essa longa estrada.

Não estou dizendo que isso é fácil. estou apenas lembrando que é preciso se dedicar as coisas que realmente importam e buscar um equilíbrio entre o que de fato precisa de atenção e todas as insanidades humanas que surgiram com o tempo moderno.

Anotem todas as sensações e visões e lembre-se que o verdadeiro caminho a seguir está dentro de cada um de nós. Quantas vezes alguém precisa aprender a viver quando acha que o fim já se desenhou? Eu já vi casos assim, mas também já vi muitos que se arrependeram no último segundo e não puderam fazer absolutamente nada.

Acendam uma vela, pensem nos seus passos e reserve um instante pra você…

Lindo dia para todos vocês e que a Lua do Carvalho permita uma agradável reflexão a todos nós…

Marco Antônio

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