Archive | Julho 2010

Férias…

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Ninguém melhor que esse gato para avisar a vocês que A Casa do Mago assim como seus autores estão de férias…

Não é mesmo?

Ah! Mas se você for lá no LuNnAtIcOs poderá ler a nova história da Lu “O diário de uma solidão” em capítulos inéditos.

E para quem adorou a primeira e a segunda temporada da Lenda, em agosto teremos a terceira e a quarta temporada. Alguém aí se arrisca dizer o que aconteceu o Vangelis??? Heim???

Você não sabe quem é Vangelis?
Clica aqui para descobrir…
Garanto que você não vai se arrepender.

Até a volta pessoal…

 

Creme de brócolis

- Cozinha da Bruxa -

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Ingredientes
1 brócolis ninja cozido no vapor
1 copo de leite morno
1 cálice de vinho branco seco
1 lata de creme de leite
1 copo de requeijão
1 lata de creme de leite
alho e cebola picados a gosto
1 colher de sopa de margarina
100 grs.. de queijo ralado

Procedimento.
Numa panela, acrescente margarina, cebola, alho e sal e deixe dourar. Acrescente em seguida o brócolis e mexa até o brócolis desmanchar por completo. Acrescente o vinho, o leite e o requeijão e siga mexendo lentamente.

Quando abrir fervura acrescente o creme de leite e o queijo até encorpar.
Retire do fogo e bata levemente com uma colher de pau até mudar de cor, ficando um creme amarelecido.

Coloque numa vasilha e sirva quente.
Esse creme pode ser usado como molho para saladas ou para arroz e massas.

Delicioso.

Grande abraço
Marco

Folclore de Lammas: a boneca do milho.

Uma das tradições de Lammas é o boneco de milho

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O folclore de Lammas há muito veio para o Brasil através dos costumes que os povos que chegaram ao Brasil vindo de outros continentes trouxeram: europeu, africano, asiático, entre outros…

Em Minas por exemplo há um tradição que faz as pessoas guardarem espigas de milho em suas casas para secarem a fim de fazer um boneco com a própria espiga. Depois de pronto, elas penduram esse boneco atrás da porta da cozinha no último dia do ano e deixam por lá.

Acredita-se que a boneca de milho ajuda na fartura.

Os antigos povos Celtas confeccionavam suas “Bonecas de Milho” para atrair fartura  para seus campos. A boneca era confeccionada no dia do ritual e colocada no altar durante o Sabbat para simbolizar a Deusa Mãe da Colheita. O costume, em cada Lammas é queimar a boneca do ano anterior e levar a nova boneca para sua casa.

Durante o sabbat, pegue a boneca com suas mãos, faça os seus pedidos, dê três voltas com ela ao redor do Círculo e ao final da terceira volta coloque-a dentro de seu caldeirão, salpique um pouco de açafrão sobre ela e ateie fogo enquanto diz.

“Eu agradeço o milagre da continuidade que vem até mim através das sementes que revelam a promessa do renascimento. Bendito seja o Senhor dos grãos”

Depois que a boneca queimar, consagrar a boneca nova com todos os elementos: sal (representando a terra) – passar pela fumaça do incenso (representando o ar) – passar pela chama da vela (representando o fogo) e aspergir água (representando a água) e dizer.

“Bendito seja a vida que cresce e se  multiplica
Nós agradecemos a Deusa Mãe da Colheita e o Senhor dos Grãos
Que assim seja e que assim se faça”

Se você vai festejar, boa colheita pra você.

Beijitos
Francy´s

Caçarola de Legumes

Cozinha da Bruxa

Ingredientes

2 xícaras de floretes de brócolis
2 xícaras de couve flor
04 mini cebolas
1 pimentão amarelo em cubos
1 pimentão vermelho em cubos
2 abobrinhas em rodelas grossas
4 dentes de alho pilados
02 colheres de sopa de azeitona verde sem caroço
04 cenouras médias picadas
100 grs.. de ervilha torta

ervas frescas de sua preferência à gosto:
manjericão, tomilho, hortelã, salsa, cebolinha

Procedimento.
Numa frigideira grande, coloque azeite o alho, as cebolinhas e o sal. Deixe dourar…
Comece acrescentando os legumes mais duros: cenoura (mexa) abobrinhas (continue mexendo) pimentão (mexa lentamente) brócolis, couve flor (mexa com mais cuidado) e por último acrescente a ervilha torta.

Tampe a panela e deixe cozinhar até que os legumes estejam cozidos. Aqui em casa a Lu deixa os legumes al dente.

O segredo desse prato é esperar secar um pouco da água dos legumes, acrescentar a azeitona, as ervas, o shoyo e um pouquinho de água. Tudo isso em fogo brando, mexendo lentamente para formar um caldinho com os próprios legumes…

Prepare a travessa de servir colocando queijo ralado no centro.

Decididamente delicioso, deu fome só em escrever a receita para vocês, rs

Grande abraço
Marco

Lammas ou Lughnasadh…

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O próximo ritual da Roda do Ano para aqueles que como nós, comemoram pelo hemisfério sul – será Lammas ou Lughnasadh que é o Ritual da Primeira Colheita…

Lammas significa “A massa de Lugh” que representa o alimento: pães, bolos ou qualquer outra forma de massa feita a partir de grãos que são os símbolos das colheitas.

O nome Lughnasadh veio de uma festa agrícola típica dos Celtas, onde a festa era em agradecimento a um dos muitos Deuses Celtas: Lugh, que era o maior guerreiro dentre os Celtas, pois derrotou os gigantes que exigiam sacrifícios humanos.

Essa época é ideal para agradecermos todas as nossas colheitas, sejam elas boas ou não, pois sabemos que tudo é necessário para o nosso crescimento espiritual. A festa de Lugh marca o tempo da colheita e dos casamentos cujo acordo durava um ano e um dia, podendo renovar-se todos os anos nessa mesma época.

Os casamentos Celtas era diferentes, não existia o compromisso até que a morte os separe como nas tradições judaico cristãs. Existia na verdade um compromisso para com os sentimentos. Você se unia a pessoa escolhida e tinha um ano e um dia para descobrir se era mesmo a sua cara metade, caso fosse, a renovação acontecia. Caso não fosse, ambos estariam livres para continuar a procura do outro…

Em Lammas devemos queimar os amuletos e talismãs antigos porque é quando simbolicamente nos livramos de tudo aquilo que está velho e desgastado, pois a vida se torna morte e a morte se torna vida, ou seja, o ciclo eterno da criação.

Nomes alternativos: Lughnashad, Elembrios, Harvest Tide, Teltain, Lughnasa, Lunasa ou Laa Luas e Véspera de Agosto (pois no hemisfério Norte esse Sabbat ocorre no início de agosto).
Cores: marrom, laranja, vermelho, amarelo.
Ervas: peônia, flor de trevo, heliotrópio, verbena, murta, rosa, girassol, musgo irlandês, trigo, salga, centeio, aveia, cevada, arroz, alho, cebola, manjericão, menta, babosa, acácia, folha de maçã, folha de framboesa, folha de morango, folha de uva, azevinho, confrei, calêndula,
vinheiro, hera, avelã, espinheiro-preto, sabugueiro.
Símbolo: pães, grãos
Deuses: da colheita, fartura, grãos. O principal Deus cultuado neste Sabbath é Lugh
Cristais: citrino, peridoto e topázio
Alimentos: pães, nozes, e milho (sementes e cereais)
Bebida: vinho, chá de camomila
Frutas: melão, laranjas, bananas e abacaxi
Incenso: aloés, rosas e sândalos.

Outros posts sobre o Ritual de Lammas:
Boneca de milho
A garrafa da bruxa
Receita do pão de Lammas
O próximo ritual
Receita de Arroz de Afrodite
Lammas

 

Beijitos e até a próxima…
Francy´s

On The Road

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E hoje quem nos conta um trecho do seu “livro de cabeceira” é a Luma:

239148_4On The Road – Pé na Estrada
Jack Kerouac
Tradução de Eduardo Bueno

Sal Paradise é o narrador de On the road – pé na estrada. Ele vive com sua tia em New Jersey, Estados Unidos, enquanto tenta escrever um livro. Ele é inteligente, carismático e tem muitos amigos. Até que em Nova York ele conhece um charmoso e alucinante andarilho de Denver de personalidade magnética chamado Dean Moriarty. Dean é cinco anos mais novo que Sal, mas compartilha o seu amor por literatura e jazz, e a ânsia de correr o mundo. Tornam-se amigos e, juntos, atravessam os Estados Unidos, deparando-se com os mais variados tipos de pessoas, numa jornada que é tanto uma viagem pelo interior de um país quanto uma viagem de auto-conhecimento – de uma geração assim como dos personagens.

Trecho.

"Casualmente, uma gostosíssima garota do Colorado bateu aquele shake pra mim; ela era toda sorrisos também; eu me senti gratificado, aquilo me refez dos excessos da noite passada. Disse a mim mesmo: Uau! Denver deve ser ótima. Retornei à estrada calorenta e zarpei num carro novo em folha, dirigido por um jovem executivo de Denver, um cara de uns trinta e cinco anos. Ele ia a cento e vinte por hora. Eu formigava inteiro; contava os minutos e subtraía os quilômetros. Bem em frente, por trás dos trigais esvoaçantes, que reluziam sob as neves distantes do Estes, eu finalmente veria Denver. Imaginei-me num bar qualquer da cidade, naquela noite, com a turma inteira; aos olhos deles, eu pareceria misterioso e maltrapilho, como um profeta que cruzasse a terra inteira para trazer a palavra enigmática, e a única palavra que eu teria a dizer era: “Uau!”…"

luzdeluma

Luma Rosa, uma brasileira com pressa, muita pressa.
http://luzdeluma.blogspot.com

Escrevendo meu primeiro ritual…

image Olá,

Depois de ler o post da Lu ontem cheguei a conclusão de que sou pagã há muito mais tempo do que eu pensava porque eu adorava passar férias na casa de meus avós onde o cheiro da natureza era pleno e ela cozinhava em fogão a lenha, em panelas de ferro e toda comida feita por ela parecia muito mais gostosa do que a feita por minha mãe que cozinhava naquelas panelas comuns.

Mas minha mãe tinha segredos tanto quanto minha avó. Alguns ela aprendeu com ela, outros descobriu sozinha. E eu fui nesse embalo…

Na semana passada, na ocasião da Lua Cheia de Gêmeos eu senti uma enorme vontade de escrever meu próprio ritual. Nunca tinha pensando em fazer isso. Sempre pego os rituais que estão aqui na Casa do Mago ou que encontro em livros, mas dessa vez foi diferente porque eu queria dizer minhas próprias palavras e todas as minhas sensações na minha celebração.

Foi muito diferente fazer isso porque pela primeira vez eu me senti mesmo em contato com a Deusa e a figura da Lua. Não que isso não tivesse ocorrido nos outros rituais, mas dessa vez foi tudo de dentro pra fora.

Eu me sentei aqui nessa minha mesa, acendi uma vela azul (minha cor favorita) um incenso de sete ervas e comecei escrevendo a saudação para as quatro direções. Depois escrevi uma saudação para a Deusa.

Grande Deusa, Senhora da Magia e da Arte
nesta noite sagrada eu invoco a tua presença
neste ritual mágico que eu celebro a
sua dança por este céu escuro.

Espalhei flores ao redor e dentro do caldeirão que estava cheio de água e fiz uma prece silenciosa para a Deusa. Depois li poemas de Auden (livro recomendado pela Lu).

E você já escreveu um ritual?

Aven.
Alex

ó_ó

Bruxaria Hereditária

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A Bruxaria é envolta em mistérios, mas a maioria desses mistérios são folclores que cada um de nós leva adiante. Os cristãos dizem que aqueles que não são batizados em sua fé são pagãos e uma criança pagã é uma alma perdida. Os desenhos da Disney mostram bruxas que voam em vassouras e cozinham crianças no caldeirão. Curiosamente as bruxas são velhas e com verrugas na ponta do nariz…

Mas a Bruxaria é algo muito simples, é parte integrante de toda mulher e de todo homem que em algum momento quer um cantinho pra si com características peculiares. Você busca por uma posição confortável de um determinado móvel e escolhe um lugar específico porque sabe que irá se sentir bem ali ao ler um livro, revista ou jornal. Eu por exemplo gosto de poder olhar para o quintal quando escrevo e ver os desenhos de nuvens…

Há aqueles que gostam de cozinhar e sabem muito bem como suas cozinhas devem ser: há quem prefira fogão elétrico, a lenha ou a gás. Armários antigos, modernos. Panelas de barro, ferro… Eu por exemplo adoro chaleiras que apitam para preparar o meu chá.

Muitas pessoas gostam de jardim e passam horas inteiras cuidando de flores, árvores e transformam suas casas num pequeno “bosque”. Tudo muito agradável, com um banquinho de madeira onde pode se sentar e ouvir o canto do pássaro.

Existe coisa melhor que sentir a energia da terra, do ar, do fogo e da água num momento que é só seu?

Pois bem, tudo isso que citei aí em cima é parte integrante da Bruxaria. Coisas que aprendemos no decorrer de uma vida e que passamos de geração em geração…

Quem de nós não conhece uma erva capaz de curar uma dor de cabeça, dor de estômago ou que simplesmente seja capaz de adoçar as lembranças?

Quem de nós não conhece um tempero especial para dar mais sabor a carne, aos legumes? A gente sempre tem aquele segredinho que vem de algum lugar que ajuda na hora de preparar os nossos pratos…

E isso sem falar naquelas sensações que despertam com a gente e te diz “hoje não é um bom dia para sair de casa” – “melhor levar o guarda chuva que vai chover”… Tudo isso é sensibilidade, coisa da alma, da pele…

Tudo isso é bruxaria.
Mas você pode pensar, mas as Bruxas amam a Deusa e o Deus e você não ama? Nunca olharam para a Lua admirando sua beleza e se sentiram renovados? Nunca olharam para o sol e sentiram a intensidade desse astro em sua pele?

A Bruxaria não é a mesma que está em livros fantásticos e em filmes exagerados. É tudo muito simples e agradável. É você levantar pela manhã, lavar o rosto e sentir saudades de coisas antigas, vividas ao lado de seus pais, avós… Coisas agradáveis que te ensinaram muito…

E como diz uma amiga especial “toda mulher é um pouco bruxa”. Sim, é fato, todas nós herdamos o sobrenatural que é na verdade esse elemento fantasioso que o nosso preconceito bobo chama de “coisas demoníacas”. E sabe o que é pior? Quem inventou os demônios foram os mesmos que inventaram um Deus acima de todas as coisas…

Outro dia lendo o blog da Geórgia, ela falava que sua filha dizia que para ela o Deus era lilás. Olha que simplicidade deliciosa. O meu Deus é da cor do Sol e seus raios me alimentam, me guiam desde a infância quando o tempo do sol era o tempo de estar na casa da nona onde aprendi a ser assim: simples e liberta de preconceitos porque não importa qual a opção de fé do outro, importa mesmo é que a fé exista e não o nome que dão a ela…`

Ps. E para aqueles que dizem ateus não têm fé, lembre-se que os ateus acreditam em si mesmo e para isso também é preciso fé.

Blessed be
Lunna

Cardápio de Lammas

-  Cozinha da Bruxa  -

A partir de hoje vamos começar a publicar aqui as receitas de Lammas (próximo ritual) o cardápio do Ritual será o seguinte:

Arroz dos Deuses
Caçarola de legumes
Creme de brócolis
Salada de grãos
Bolo de laranja

Mas para começar, vamos ao:

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-  Arroz dos Deuses  -

Ingredientes
03 xícaras de arroz parbolizado ou integral
02 dentes de alho
01 cebola média picada
sal a gosto e shoyo
Azeite
salsinha picada
1 xícara de ervilhas picadas
3 cenouras médicas picadas
100 grs. de vagem picada
2 tomates vermelhos picados
2 colheres de molho de tomate
1 pimentão amarelo picado
1 pimentão vermelho picado

Procedimento
Em uma panela, coloque uma colher (rasa) de margarina, a cebola, o alho e o sal, deixei dourar. Acrescente a cenoura, a vagem, ervilhas, pimentão amarelo e vermelho e vá mexendo lentamente, sem parar durante alguns minutos. Tampe e deixe cozinhar olhando sempre para não queimar. Todos esse legumes soltam muita água, por isso não é necessário acrescer água.

Quando os legumes estiverem al dente acrescente o tomate e o molho misturando com cuidado. Tampe e deixe no fogo por mais alguns minutos para que o tomate e o molho se junte aos demais legumes.

Por fim, leve ao fogo numa panela, um fio de azeite com alho e sal. Quando o alho começar a ficar branco brilhante, adicione o arroz lavado, rale a cebola diretamente sobre o arroz, mexendo lentamente para que frite todos os ingredientes na panela. Em seguida, acrescente água e deixe cozinhar até formar furinhos no arroz. Mexa com um garfo, desligue o fogo e tampe, deixando de lado por um ou dois minutos.

Num refratário, coloque um pouco de arroz, um pouco de legumes e vá misturando os dois lentamente formando uma espécie de arroz a grega.

Sirva quente…

Essa receita é deliciosa, já a saboreei várias vezes aqui em casa e sempre com sabores diferentes porque sempre sofre uma ou outra alteração.

Abraços a todos.
Marco

O nosso lixo de cada dia…

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Eu sei que geralmente uso esse espaço para falar de coisas relacionadas aos rituais, mas hoje eu vou falar de um problema que é meu, é seu, é de todas as pessoas, principalmente aquelas que vivem em grandes centros urbanos, como São Paulo por exemplo…

Em São Paulo, há tempos que os moradores começaram a separar o lixo reciclável do lixo que vai para os lixões públicos. Contudo, há semanas que esse lixo não vem sido recolhido pelas empresas responsáveis, no caso: LOGA e ECOURBIS.

E o que está ocorrendo é algo bem simples: as cooperativas de catadores conveniadas com a prefeitura estão lotadas e não conseguem mais receber esses materiais, o que resultou num desperdício de material que poderia estar sendo aproveitado. As empresas passaram a misturar latas, papéis e outros produtos recicláveis, devidamente separados pelos morados ao lixo comum, despejando-os nos aterros.

A coleta até vinha sendo feita normalmente, mas como a prefeitura proibiu a ação, as empresas diminuíram o número de veículos especiais nas ruas e com isso o lixo está sendo recolhido pelo caminhão comum.

Segundo a empresa, em média as duas empresas recolhem 120 toneladas de lixo reciclável por dia contra um total de 9 mil toneladas de lixo residencial comum.

Nas cooperativas é feito a limpeza e em seguida o material é embalado para ser revendido. Esse processo é lento e gera uma limitação na capacidade de receber nova remessa de lixo reciclável.

Em São Paulo hoje existem 94 cooperativas de catadores de lixo, mas apenas 17 delas são credenciadas pela prefeitura. Segundo o Movimento Nacional dos Catadores, se todas as cooperativas fossem credenciadas, o número de pessoas envolvidas no processo saltaria de 1.000 para cerca de 4.000 e talvez o processo fosse mais rápido.

A prefeitura já admitiu que há falhas na coleta seletiva e disse recentemente que vai multar as empresas. Mas multá-las não resolve porque não há opção para o problema. As cooperativas estão lotadas e não há para onde levar o lixo recolhido diariamente.

Segundo Jacy Cardoso que é presidente da Cooperação de catadores da Vila Leopoldina (zona oeste da capital) deveriam haver 62 cooperativas, sendo duas para cada subprefeitura.

O problema é que multar as empresas não resolve o problema, porque os caminhões especiais não estão nas ruas, mas o lixo continua sendo recolhido pelos caminhões comuns e esse segue sendo levado para o aterro. A prefeitura criou um novo problema com suas “multas” ao invés de resolver o dilema…

Enquanto isso, o lixo que poderia ser reaproveitado, segue sendo desperdiçado e quem perde com isso mais uma vez é a natureza.

A gente perde tempo para assistir jogos da Copa, deveríamos concentrar nosso tempo em atitudes, vamos cobrar da Prefeitura uma solução para o problema…

Beijitos
Francy´s

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