Archive | Junho 2010

O guardião de Memórias

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Hoje é a vez de Suzana Martins nos contar um trecho de seu livro de cabeceira:

guardiãodememorias O guardião de Memórias
Kim Edwards
Editora Sextante

“Inverno de 1964. Uma violenta tempestade de neve obriga o Dr. David Henry a fazer o parto de seus filhos gêmeos. O menino, primeiro a nascer, é perfeitamente saudável, mas o médico logo reconhece na menina sinais da síndrome de Down. Guiado um impulso irrefreável e por dolorosas lembranças do passado, Dr. Henry toma uma decisão que mudará para sempre a vida de todos e o assombrará até a morte: ele pede que sua enfermeira, Caroline, entregue a criança para adoção e diz à esposa que a menina não sobreviveu. Tocada pela fragilidade do bebê, Caroline decide da cidade e criar Phoebe como sua própria filha. E Norah, a mãe, jamais consegue se recuperar do imenso vazio causado pela ausência da menina. A partir daí, uma intrincada trama de segredos, mentiras e traições se desenrolam, abrindo feridas que nem o tempo será capaz de curar.  A força deste livro não está apenas em sua construção bem amarrada ou no realismo de seus personagens, mas, principalmente, na sua capacidade de envolver o leitor da primeira à última página. Com uma trama tensa e cheia de surpresas, O guardião de memórias vai emocionar e mostrar o
profundo – e às vezes irreversível – poder de nossas escolhas.”

Trecho.
Para David, era sempre como se o tempo parasse nesses dias, com o sol eternamente
no céu e as folhas secas deslocando-se sob os seus pés. O mundo se reduzia apenas e ele, o pai e as cobras, mas também se expandia, com a vastidão do céu se abrindo a seu redor, mais alto e mais azul a cada passo, e tudo ficava mais lento, até o instante em que ele detectava um movimento em meio às cores da terra e as folhas secas, pois os losangos desenhados no dorso só se tornavam visíveis quando a cobra começava a se mexer. O pai lhe ensinara a ficar imóvel, observando os olhos amarelos e a língua agitada. Toda vez que a cobra troca de pele, o chocalho fica mais longo, de modo que era possível dizer, pela altura do chocalhar pelo silêncio da floresta, quais eram a idade e o tamanho da cascavel e quanto dinheiro ela daria. No caso das maiores, cobiçadas por zoológicos, cientistas e, às vezes, adestradores de cobras, era possível receber cinco dólares por uma.

(…)
Ele jogava a cobra num saco de pano, fechava-o com um puxão, e o saco virava uma
coisa viva, palpitando no solo. O pai de David o atirava na caixa de metal e fechava a
tampa. Sem dizer nada, eles seguiam em frente, contando de cabeça o dinheiro das
cobras. Havia semanas no verão e no fim de outono, em que conseguiam ganhar 25
dólares com isso. O dinheiro servia para comprar comida; quando eles iam ao médico
em Morgantown, pagava por isso também.

_ David

A voz de Norah lhe cegou fraca e urgente, cruzando o passado remoto e a floresta e
penetrando no dia. David se apoiou os cotovelos e ai viu de pé no extremo oposto do
campo de morangos, hipnotizada por algumas coisas no chão. Ele sentiu uma onda de adrenalina e medo.

(…)

Pág.. 99

Imagem032 Suzana Martins – Um pontinho de solidão, algumas desconsiderações, uma xícara de chá quente, um cheiro de poesia misturado a canções do mar. Uma descoberta a cada madrugada, um sonho de inverno… Definições são improváveis, porém as descobertas são constantes!!

Escrevinhadora dos blogs: www.minhasmares.blogspot.com /
www.sumartins.wordpress.com

Bruxaria Italiana

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Olá caríssimos…

Passei um bom tempo sem escrever aqui na Casa do Mago porque estou um tanto atarefada com os meus escritos, mas retornei e pretendo nos próximos posts falar um pouco sobre os diferentes tipos de bruxaria.

Lembrando que a bruxaria não é uma religião e sim uma filosofia de vida, por isso, por onde passou adquiriu características especificas.

Stregheria é um termo moderno, um neologismo, utilizado por alguns autores neo-pagãos como um sinônimo para a palavra italiana Stregoneria, que significa Bruxaria.

Para algumas pessoas, a Bruxaria Italiana é tida como a "Vecchia Religione” ou seja “Velha Religião" onde o culto neopagão tem origem nos velhos mistérios Egeu-Mediterrâneos. Para outros, a Stregoneria é simplesmente a prática de bruxaria com influências italianas, desvinculada de religião, já que para Bruxaria Tradicional a mesma não é considerada uma religião.

O Culto das Streghe Neo-Pagãs centra-se na figura da Deusa Diana e seu irmão e Consorte Dianus Lucifero. Mas este é um culto mantido por praticantes modernos, e não corresponde exatamente a Bruxaria Italiana como um todo.

Muitos dos Stregoni e Streghe focalizam sua prática em Santos Católicos, enquanto há outros grupos e praticantes que se focam na figura do Diabo e demônios menores. Sendo assim, fica praticamente impossível dizer que a “Stregoneria” é uma prática única.

Os streghe se reunem às noites de lua, de acordo com o seu crescente ou declínio, e nos dias de sol intenso. À lua cheia são revelados os mistérios da tradição, enquanto os rituais solares são voltados para a adoração e a iluminação, e há também o contato íntimo com a natureza.

A Stregheria passou a ser conhecida graças a Charles G. Leland, um folclorista que no final  do século XIX escreveu diversas obras sobre o tema: Aradia, Il Vangelo delle Streghe Italiane eEtruscan and Roman Remains in Popular Tradition. Ele conseguiu todo o material de sua pesquisa em Florença, onde manteve contato com mulheres que se diziam Streghe.

As bases dos mistérios dos Streghe vieram basicamente das influências Etruscas porque os romanos/ítalos tiveram muito contato com esses povos na época das invasões e conquistas, e também durante do forte comércio dada a posição geográfica que tanto os privilegiou em dado momento da história.


A tradição italiana recebeu diversas influências: grega na Sicilia, Celta no norte da Itália entre muitos outros povos como nos revela a história italiana.

O fato é que hoje, muitos praticantes de Bruxaria Italiana têm seus cultos e crenças enraizados junto ao Cristianismo e na própria Cultura judaico-cristã, pois com a conversão dos romanos, muitos deuses, templos e cultos foram agregados a essas religiões como forma de obter fiéis.  Com toda certeza você já deve ter ouvido falar em Santa Luzia, São Miguel ou São Pedro, mas com magias e rezas, além do uso de ervas, plantas e especiarias.

Mas para você ter uma pequena idéia da complexidade acerca da Bruxaria Italiana, vou citar alguns detalhes aqui: Na Sicília existem as Animulare, que são Bruxas que não revelam seus segredos nem mesmo para seus amigos íntimos. A crença delas é totalmente centrada no Culto aos Mortos, nos Vôos ao Sabba (viagens astrais) e na transfiguração. Para as Bruxas da Itália Sabba não é um festival sazonal, mas sim um “local de poder – astral” onde ocorrem orgias e festas e onde as mesmas se regozijam com seu Deus das Sombras e do Prazer.

Outro culto muito conhecido na Itália é o dos Benandanti, na região do Friuli. Eles são feiticeiros-cristãos que, durante certa época do ano, lutam ritualisticamente com os Malandanti (bruxas "más") para assegurar a boa colheita.

Na região do Benevento temos as Janare, que celebram seus encontros a meia-noite ao redor de uma grande nogueira sagrada e servem nuas a Pano, o tão conhecido Deus Pã dos Gregos. E temos as Bele Butele do Veneto, que tem uma prática mais xamânica e divididas em pequenos grupos, normalmente familiares nos qual a tradição é passada de geração em geração…

As bruxas da tradição italiana crêem que para a magia acontecer é necessário sempre a intervenção de Diana (a Lua), Lúcifer (o Sol) e Aradia (a Terra – o ponto de equilíbrio). Os ciclos sazonais também são observados, para que haja um alinhamento com as marés de poder telúricos oriundos destes períodos, pois é Diana que nos dá o Poder, mas somente por meio da intercessão de Lúcifer (energia solar numa visão metafísica) e Aradia (energia telúrica) que alimenta o Poder que nos é conferido.

Uma das principais regras dessa tradição é que nenhuma bruxa pode morrer sem transmitir o Legado à pelo menos uma pessoa que deve ser escolhida por ela. E esta regra é literal, pois se a bruxa não o transmite, ela padece e é impedida de morrer pelos Poderosos, até que transmita o seu Legado.

Che Dio Vi Benedica con Fortuna!
Lunna Guedes

 

E caso você se interesse por saber mais sobre essa tradição, segue o link onde você encontrará sugestões de leitura acerca do tema. http://www.vecchiareligione.org/letteratura2.htm

Canelone ao molho de brócolis

- Cozinha da Bruxa -

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Dessa vez vamos navegar pelos sabores da Itália uma vez mais, a Lu fez Canelone aqui em casa na quarta-feira… Mas dessa vez não fez a massa. Estamos sem cilindro por enquanto, então a massa veio do mercado mesmo.

Ingredientes. (receita para 03 pessoas)

01 pacote de canelone om 10 cubos de massa

Recheio
O recheio fica a seu critério, a Lu fez um recheio de queijos com cubinhos de queijos picados e colocados dentro do canelone, mas também pode ser feito com legumes, frango, carne vermelha. A opção é sua…

Molho
01 pote de requeijão
100 grs. de queijo parmesão ralado
100 grs. de queijo gorgonzola
01 maço de brócolis ninja cozido no vapor
cebola e alho
01 lata de creme de leite
01 copo de leite

Numa panela leve a cebola, o olha e uma colher de sopa (rasa) de margarina, deixe dourar e por fim acrescente um pouco de leite. Mexa durante alguns segundos e então acrescente o brócolis, o requeijão e os queijos. Vá mexendo para misturar bem os ingredientes.

Em seguida acrescente o creme de leite e mais um pouco de leite, o suficiente para não ficar muito grosso. (reserve)

Unte um refratário com margarina e espalhe um pouco de leite no fundo (para não grudar) acomode os cubos de canelone já recheados e por fim cubra com molho. Nas laterais do refratário acrescente água. até completar os espaços.

Envolva com papel laminado e leve ao forno pré aquecido por 40 minutos.
Após retirar do forno cubra com queijo e sirva quente.

Ficou delicioso, se você experimentar a receita conte pra gente como ficou…
Grande abraço
Marco Antônio

Pão de Litha

“Cozinha da Bruxa”

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Olá, hoje a receita aqui tem a ver com o próximo Ritual e é ideal para ser feita nessa epoca do ano: o Pão de Litha ou Pão de Grãos.

Ingredientes

- 2 xícaras (chá) de farinha de trigo integral
- 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
- 1 xícara (chá) de trigo em grão
- ½ xícara (chá) de farelo de trigo
- 2 colheres (sopa) de mel
- 1 xícara (chá) de açúcar mascavo
- 3 ovos
- 1 xícara (chá) de leite morno
- 3 colheres (sopa) de margarina
- 50g de fermento para pão
- ½ xícara (chá) de castanha de caju
- ½ xícara (chá) de aveia em flocos

Preparo
Comece colocando o trigo, o leite, os ovos e o fermento numa vasilha funda. Misture tudo com uma colher de pau e bata até obter uma mistura homogênea. Cubra com um pano e deixe descansar até dobrar de tamanho.

Em seguida, misture os demais ingredientes e sove delicadamente até a massa desgrudar das mãos. Fique atento ao tempo, pois a sova não deve ultrapassar os 15 minutos e é preciso sentir a densidade da massa. Cubra com um pano e deixe descansar até dobrar de tamanho.

Depois do descanso, separe em partes e use o rolo para abrir a massa.
Você pode fazer bolinhas ou enrolar em formato de pão. Seja qual for o formato escolhido por você. Pincele a massa com margarina antes de fechá-la.

Obs. Como é uma massa muito pesada, a margarina ajuda a deixar mais macia.

Unte formas de acordo com o formato escolhido por você. A Lu usa sempre formas retangulares para formato tipo pão de forma. Cubra e deixe crescer até a forma ficar mais leve. (pelo que eu entendi, a massa quando trabalhanda ganha peso e ao crescer fica mais leve, acho que o que vale aqui é a sensibilidade de quem está fazendo a massa).

Leve ao forno pré aquecido e deixe assar até dourar a parte de cima da massa.

 

Bom Ritual a todos e bom apetite porque esse pão é delicioso.
Grande abraço e até a semana que vem.
Marco

Ritual de Litha

Olá para todos, hoje eu vou postar o Ritual que iremos realizar no próximo ritual. Eu gosto muito desse ritual porque adoro o sol e suas energias, me sinto renovada. É claro que cada um tem a sua estação do ano preferida e logo tem suas ligações diretas para com determinados rituais.

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Pois bem, no próximo dia 21 de junho ocorre a mudança das estações: será inverno no hemisfério Sul e verão no hemisfério Norte.

Desde quarta-feira o calor voltou a São Paulo, creditam isso a uma massa de ar quente que esta impedindo a chegada de uma frente fria. Pra mim isso é apenas magia. Mas cada um de nós aprecia a paisagem como desejar.

Está quente, o dia ontem não foi tão curto como de costume e nós vamos festejar o Deus Sol e sua força plena que nos renova  e nos brinda com a continuidade.

Vamos ao Ritual, para o qual você irá precisar dos seguintes ingredientes:

02 velas brancas | 01 vela vermelha | Incenso de olibano | 1 cálice com vinho
1 prato com sal | Sino | Athame | Caldeirão |ervas solares

O ritual do Litha começa com a Aurora, momento ideal para se apreciar o despertar do sol e sentir todas as suas energias crescendo em sua pele…

Eu começo tomando um banho com pétalas de flores e vestindo roupas bem leves. Depois preparo um chá de ervas solares (lavanda, camomila, erva de são-joão, ou verbera) e começo a preparar a massa do pão de ervas.

Depois faço uma caminhada para recolher folhas, gravetos e tudo mais que a natureza me presentear.   E ao voltar começo a decorar a casa com frutas, flores e a preparar o local onde irei realizar o meu ritual. Faça a purificação e consagração do local e em seguida coloque quatro pedras em cada um dos pontos cardeais.

Prepare o seu altar da seguinte forma: coloque duas velas brancas no altar, uma de cada lado do caldeirão que deve ficar no centro, representando a Deusa. A frente do altar coloque uma vela vermelha. Coloque o sino no Leste representando o Elemento Ar – um cálice de vinho no ponto Oeste representando o Elemento Água, um prato com sal e uma pedra no ponto Norte representando a Terra e um prato com ervas solares no ponto Sul representando o fogo.

As nove horas da manhã comece a prepara um saquinho, onde irá colocar as ervas escolhidas por você. Ao fazê-lo, mentalize todos os problemas, desconfortos, medos, doenças para dentro do saquinho e vá colocando as ervas dentro dele. Feche-o com uma fita vermelha e coloque sobre o altar ao redor do caldeirão.

Pontualmente as 12 horas, abra o círculo mágico como de costume e em seguida recite o
Canto das Bênçãos.

Que os poderes do Sol
A fonte de toda criação
Onipresente, onipotente, eterno
Esteja presente nesse momento escolhido por nós
para festejar as forças sagradas e naturais 

Que a Deusa, Dama da Lua, Senhora da magia
Venha até nós para juntos festejarmos
mais esse momento de vida e inspiração

Que a dança do Sol espalhe-se pelas quatro direções 
Renovando a magia dos regentes dos reinos elementais
Que os poderes das estrelas acima e abaixo da Terra
abençoem este lugar, essa paisagem, este tempo e a todos aqueles
que recebem a magia oriunda das forças naturais

Invoque a Deusa

Deusa e Senhora de todas as coisas naturais
Senhora da Magia, Rainha dos Deuses,
Lanterna da noite,
Criadora de tudo o que é silvestre e livre;
Mãe de homens e mulheres;
Amante do Deus Cornudo e protetora de todos os pagãos
Eu peço sua presença junto a nós nessa celebração
Junte-se a nós para que juntos sejamos um
E sendo um, a magia esteja completa


Invoque o Deus

Deus e Senhor de todas as coisas naturais
Senhor da Magia, Rei dos dos Deuses,
Senhor do Sol, do dia, da luz sagrada que ilumina a vida
Mestre de tudo o que é silvestre e livre
Pai dos homens e mulheres;
Amante da Deusa Lua e protetor dos pagãos
Eu peço sua presença junto a nós nessa celebração
Junte-se a nós para que juntos sejamos um
E sendo um, a magia esteja completa


Acenda as velas e atei fogo no caldeirão, aponte o athame sobre ele dizendo.

Eu celebro a força sagrada do sol que abraça a terra
E nos brinda com a renovação e a continuidade
Ó Grande Deusa e Deus, toda a natureza vibra
com suas energias e mistérios que se espalham pelas quatro direções

A Terra festeja sua união e consagra a fertilidade que nos alcança
As sementes se espalham com a força do vento
Percorrendo campos distantes e próximos
Que a força do sol percorra os céus
E a magia seja plena em bençãos.

Que a energia do sol se manifeste nas florestas verdes
e no destino de todos aqueles que abraçam tua ciência e arte

Eu celebro tua força, tua arte, tua magia
E desejo que a sua benção caia sobre as quatro direções
E que nossos justos desejos se cumpram
Que o Bom Caminho continue a ser percorrido por nossos passos
E que não nos falte vontade de seguir
Que ígneo Sol queime o que é inútil, o que machuca e nos faz mal
Meu desejo nesse dia Senhor da Luz e do Dia
é que meu corpo todo seja purificado em teu nome.
Assim seja.

Levante a taça
Esta é a Taça Sagrada da Grande Mãe das Três Idades.
Este é o vinho consagrado e abençoado nesse ritual para a purificação da matéria viva
Eu bebo em teu nome Senhora das forças naturais e sagradas.

Parta o pão e entregue a todos os participantes.
Fruto sagrado que reúne todos os mistérios sagradas da Grande Arte
que completa a magia da purificação. Eu o como em teu nome Senhor das forças naturais e sagradas.

Fique em silêncio por alguns segundos, faça uma prece e em seguida lance o saquinho de ervas no fogo (se estiver ao ar livre, faça isso numa fogueira).

Em seguida feche o círculo mágico e dê inicio ao banquete.
Que assim seja e que assim se faça.

Desejo a todos um belíssimo Ritual, que a magia esteja presente em todos aqueles que celebram a dança das estações, seja Inverno ou Verão – seja Yule ou Litha. Que saibamos sempre respeitar as crenças alheias e silenciar no momento certo, uma vez que os passos dados por nós determinam os nossos caminhos.

Bençãos plenas.
Francy´s

O que é feitiço?

A priori, seria a submissão de algo à nossa vontade mas, como se deve imaginar, isso não é algo tão fácil de se fazer…

 

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Oi gente, hoje o assunto é bastante interessante, viu? Mas antes de escrever esse post fiz uma pesquisa bem legal sobre o tema, porque a palavra feitiço é muito ampla e existe em quase todas as religiões, sem exceção.

As definições são muitas, acho que na mesma proporção que o preconceito para com essa forma de magia popular.

O fato é que um simples chá feito na cozinha de sua casa pode ser um delicioso feitiço e você não vai precisar recorrer as lendas dos filmes com bruxas que levam aos seus caldeirões: asas de baratas, dentes de morcegos, pó de lagartixa (já imaginou o trabalho que deve dar encontrar pó de lagartixa?).

Os feitiços são na verdade, meios de trabalhar a imaginação, sim porque lembre-se que tudo aquilo no qual você acredita, acaba sendo possível. Assim sendo, o feitiço é apenas um meio de conseguir o que você quer…

Eu por exemplo, quando estou com cólica, faço um feitiço com ervas: água quente, folhas de alecrim, hortelã e eu eucalipto. Pego um pano, umedeço na água quente, coloco as folhas no meio do pano e deixo sobre meu ventre durante uns minutos. Funciona muito bem, viu?

Outro feitiço muito comum pra mim é o seguinte: leite condensado, chocolate e margarina, mais conhecido como brigadeiro. Se eu estiver num dia ruim, tudo fica muito bom. rs

O comum é dizer que os feitiços são magias feitas com elementos, na maioria naturais para atingir um objetivo. E nesse sentido, cada crença tem as suas formas de proceder. O candomblé mistura pinga, ervas, entre outras coisas para fazer um preparo para resolver o problema das bebidas. O pai de santo manda enterrar a tal da garrafa durante sete dias e há quem diga que funciona, há quem diga que não funciona. Enfim, tudo isso é folclore popular e com certeza você já deve ter ouvido falar em feitiço para amarrar a pessoa amada, para conseguir emprego e por aí vai…

Já que estamos em época de festa junina e com o Dia de Santo Antônio, tem gente que pega uma faca virgem e enfia na bananeira. Dizem que na manhã seguinte, você vai lá e a letra do nome do seu futuro amor está gravada na faca. Nunca fiz, mas deve ser divertido. rs

O fato é que a magia se manifesta de diferentes formas para cada pessoa e é preciso encontrar o seu próprio ritmo e o seu próprio caminho. A magia não admite que você imponha aquilo que você sente ou pensa ao outro. É preciso entender as escolhas alheias e fundamentalmente é preciso permitir que o outro caminhe.

O primeiro passo a ser dado por um pagão é abrir mãos dos conceitos obtidos ao longo do caminho: julgar, condenar, impor são verbos que não devem ser usados por nós. Estou falando isso porque muitos de nós já enfrentou o preconceito de cristãos que julgam as coisas em nem mesmo conhecê-las.

Enfim, vou ali fazer um feitiço (sopa de macarrão da vovó) e depois vou me dedicar ao meu ritual noturno: livros, músicas e chás… Boa noite

 

Ps. Se você já fez algum feitiço aí, conte pra gente? Sou curiosa pra chuchu. rs

 

Awen
Alex

ò_Ó

Cozinha da Bruxa

convite - com poesias e versos se faz uma boa mesa
A partir de hoje a coluna “Cozinha da Bruxa” estará no ar as sextas e não mais aos domingos, já que o blog passa a ter posts apenas de segunda a sexta.

Pra estrear esse novo dia, a Lu me passou uma receita de Litha que é o nosso próximo Ritual. Lembrando que para aqueles que seguem a Roda do Ano através do Sul, o próximo ritual será Yule.

A receita de hoje é parte integrante do banquete de Litha, então, tome nota:

Arroz com casca de maçã

2 xícaras de arroz parbolizado ou integral
Cascas de 03 maçãs argentinas
cebola e alho
Sal a gosto
Azeite
água

Procedimento.
Leve ao fogo o azeite, o alho, a cebola e o sal e deixe dourar. Acrescente o arroz, mexa um pouco e acrescente água para cozinhar. Dois dedos acima do arroz. Assim que abrir fervura, coloque as cascas de maçã sobre o arroz e deixe terminar o cozimento.

Quando surgirem aqueles furinhos no arroz, retire as cascas com ajuda de um garfo e mexa o arroz para soltá-lo. Tampe e reserve por dois minutos para terminar o cozimento.

Quando destampar, mexa novamente com um garfo e sirva quente.

Fica com um sabor agridoce, bem agradável e as cascas você pode usar para decorar o prato junto com um galhinho de salsa, fica bem original.

Se você fizer essa receita, conte pra nós o que achou, ok?
Grande abraço

Marco

 

Ps. Logo mais a noite teremos o evento “Com poesias e versos se faz uma boa mesa” espere ver você lá… O evento é um jantar a “portas fechadas” – apenas para 22 convidados. Teremos leitura de poesia com as atrizes “Dani Lima e Mara Carvalho” – música com Vinicius Pacheco e Esquete Teatral com a Turma do Teatro Mágico que irá apresentar “Ensaios de Pessoa”…

Fazer uma Roda Solar

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Olá, eu não sei quanto a vocês, mas eu já estou no ritmo de Litha e já comecei a separar os itens para o próximo ritual… Hoje pela manhã eu colhi alguns galhos para fazer a minha Roda Solar que é uma das mais tradicionais atividades de Litha.

Esse objeto quando consagrado confere proteção a casa e a nós mesmos, por isso é muito importante confeccioná-lo.

Para fazê-lo você precisar de galhos, fitas, símbolos mágikos de sua preferência e folhas naturais. Eu sempre uso hera (que nessa época do ano é bem fácil de ser encontrada) mas você pode usar qualquer ramo de “trepadeira” que também fica bem legal.

Eu começo juntando oito galhos dividido em duas partes iguais, formando uma cruz de baços iguais e ao redor dessa eu formo um circulo com os ramos de hera.

Por fim, enfeito com fitas na cor dos elementos e símbolos escolhidos por mim, eu gosto de pedras e flores. Enquanto você enfeita sua Roda Solar, deve dizer:

“ Pela Terra e pelo Ar, Pelo Fogo e pela Água, esta Roda Solar será pendurada.
Que o Deus Sol através desse seu símbolo máximo seja hoje celebrado.
Que assim seja e que assim se faça!”

A Roda Solar é utilizada desde tempos remotos como símbolos do Sol.É especialmente feita em Litha para representar o apogeu do Sol e colocada na Natureza como oferenda aos elementais ou pendurada dentro da nossa casa como um amuleto protetor, depois de consagrada, é claro.

Se você fizer a sua Roda Solar, mande uma foto pra gente, ok?
Beijitos

Francy´s

A Trégua de Mário Benedetti

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Hoje é a vez da Letícia do Blog Tempestade nos contar um trecho de seu livro favorito

a tregua_livro A Trégua
Mário Benedetti
Editora LP&M

Sobre o Livro.
Escrito em formato de diário e com fina ironia, ‘A trégua’ traz a história de Martín Santomé, um ‘homem maduro, de muita bondade, meio apagado, mas inteligente’. Prestes a completar 50 anos, viúvo há mais de vinte, Santomé mora com os três filhos. Não se relaciona bem com nenhum deles, tem poucos amigos e mantém uma rotina monótona e cinzenta. No diário, conta os dias que faltam para a aposentadoria; mas não tem idéia do que fará assim que se livrar do trabalho maçante. Seu destino, no entanto, mudará quando conhecer Laura Avellaneda, uma jovem discreta e tímida contratada para ser sua subalterna. Com ela, Martín Santomé voltará a conhecer o amor, numa luminosa trégua para uma vida até então triste e opaca. Mas será que essa relação conseguirá ir adiante? Muito mais do que uma história de amor, ‘A trégua’ é um questionamento sobre a felicidade e um retrato às vezes bem-humorado, às vezes ferino, dos difíceis relacionamentos humanos.

Trecho.

Segunda-feira, 3 de fevereiro
"Ela me dava a mão e então nada mais faltava. Bastava para que eu me sentisse acolhido.
Mais que beijá-la, mais que dormirmos juntos, mais que qualquer outra coisa, ela me dava a mão e isso era amor."

p.154

Tempestade_avatar Tempestade

Sobre mim Clarice fala bem: "Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar." Clarice Lispector

Minhas ventanias sempre por aqui: http://tempestade-jesuisentraindechercher.blogspot.com/

E nos blogs: Eu também leio http://judithle.blogspot.com/ e com a Lunna  no Cartas sem selohttp://cartasemselo.blogspot.com/

Os meus rituais…

Oi gente, o “tio” Marco fez algumas mudanças por aqui, então a partir de hoje eu passo a escrever as terças e não mais as sextas, ok?

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Então vamos lá porque eu hoje eu quero falar de uma coisa que pra mim sempre foi um pouco confusa, sério mesmo. Sempre achei que rituais fosse algo cheio de detalhes nos quais a gente usa: vela, athame, fogueiras, entre outras coisas, mas então, estava lendo um livro sobre magia e percebi que é bem mais simples do que eu imaginava.

No livro em questão, o ritual está definido como “uma forma específica de movimento”.  Achei essa definição super interessante, foi como abrir uma janela e espiar o horizonte. Na hora, me lembrei de uma conversa que eu tive há um tempo atrás com a Lu pelo gtalk. Ela me disse “Alex, agora eu vou-me porque preciso ir cumprir os meus rituais”. Na hora fiquei pensando que ela teria ido fazer algum ritual mágico e coisa e tal, mas só depois fui entender o que ela tinha ido fazer. Pra ela um ritual é sentar-se em algum canto, ler uma poesia, acender um incenso ou uma vela, tomar um chá e respirar fundo milhares de vezes. Tudo isso é muito legal, né?

Pois é, eu fiquei pensando em todas essas definições e cheguei a conclusão que independente de nossas crenças pessoais, todos nós cumprimos um ritual que pode ser sagrado ou não.

Deu start e comecei a pensar nos meus próprios rituais, aqueles que eu realizo sem prestar muita atenção. Sempre que levanto pela manhã, tomo banho, leio um pouco e tomo um copo de leite com chocolate. Dou pão com leite pro meu cão, depois saímos pra caminhar (mesmo quando está frio) e as vezes gosto de ouvir músicas clássicas pra me preparar para minha jornada diária. E de uns tempos pra cá passei a acender incenso e velas quando chego em casa. E procuro fazer isso de acordo com a lua do dia… Ou seja, esse é meu ritual…

É claro que existem rituais que requer preparativos específicos para celebrar a Deusa e o Deus que está em nós e em todos os lugares, mas esses são aqueles que celebramos na Lua Cheia ou nos oito Dias de Poder que são os antigos festivais sazonais e agrículturais que eram realizados na Europa antiga.

Para esses rituais há todo um “ritual” de preparação e entrega: você precisa escolher o local onde vai celebrar, prepará-lo, organizá-lo de acordo com uma série de definições existentes que a gente estudar com afinco para não fazer bobagens. rs

Mas e você, tem os seus rituais? Conte pra gente…

Alex

ò_Ó

Possessão de A.S.Byatt

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Hoje estou inaugurando uma nova coluna aqui na Casa do Mago – toda quarta-feira um convidado da Casa do Mago irá nos brindar com um pequeno trecho do seu livro de cabeceira. Aquele que a gente lê sempre ou simplesmente se apaixonou por ele a primeira vista, afinal, livros são exatamente isso: um caso de amor, não é mesmo?

E para inaugurar nossa coluna, a Lu nos revela um trecho do livro Possessão que há dias ocupa um espaço.

imageLivro. Possessão
Autor. A.S.Byatt
Editora. Companhia das Letras

 Sobre o livro. O romance Possession / Possessão narra a relação amorosa entre dois poetas: Randolph Henry Ash e Christabel LaMotte. Paralelo a isso Maud e Roland, dois acadêmicos tentam descobrir a veracidade desse relacionamento anos depois através de uma entusiasmada pesquisa que os leva de encontro a uma verdade que agrada pela riqueza na descrição dos sentimentos.

Trecho do livro.

Capítulo 05 – pág.. 69

(…)
Quero por fim descansar
da vida morfina
onde o vento impele as nuvens
por sobre a colina
onde a grama de mil bocas
sua sede sacia
com orvalho ou chuva ou neve,
e obedece ao que prescreve
a vontade divina.

Alguém, também não muito recentemente, limpara o mato da sepultura, que era cercada por uma mureta baixa de pedra, já se esboroando, minada pela grama e os ramos espinhosos da sarça. Sobre o montinho gramado jazia o fantasma de um buque grande, até opulento, preso por arames já enferrujados, cabeças descabeladas de crisântemos e cravos mortos, folhas esqueléticas de rosas havia muito tempo fenecidas. Uma fita de cetim verde, manchada de água e terra, mantinha juntos estes restos; à ela estava preso um cartão onde ainda se podia ler um texto datilografado:

Para Christabel.
Das mulheres de Tallabassee
que te reverenciamos
e mantemos viva tua memória
E continuamos teu trabalho

“As pedras que juntei perdurarão”
Melusina, XII, 325

(…)

 

abraço amigo Lunna Guedes, italiana por obrigação, paulistana por opção, gosta do outono, de chuva no fim da tarde, de sol ameno pelas manhãs. É meio bruxa, meio menina, meio moleca, meio velha. Não tem idade, nem noção de tempo. Irrealidade é seu sobrenome, paixão é sua condição.

Escreve nos blogs Teorias Impossíveis(porque tem tudo tem explicações possíveis) e Lunnáticos (rascunhos contanto uma história)…

Hoje é dia de festa…

Então precisa ter música:

 

 

Precisa ter bolo (de chocolate, é claro)…

                      01062010505

E o aniversáriante (lógico)…

coisas do blog 028

Tante auguri a te…

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