Archive | Março 2010

Há um ano atrás…

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A Lu tinha a idéia de criar A Casa do Mago, mas eu tinha algumas dúvidas quanto a essa idéia, afinal, falar de crenças, culturas e artes não me parecia uma idéia promissora nessa atmosfera fantástica… Mas ela acabou me convencendo e cá estamos nós, compondo nossos posts e deixando a disposição de quem aqui chega os mais diversos assuntos…

Então só posso agradecer a todos vocês que visitam e que visitaram A Casa do Mago no decorrer desse tempo…

E vamos em frente, porque ainda estamos apenas no começo…
Grande abraço a todos

Marco Antônio, Lunna, Francy´s e Alex

Instrumentos mágicos…

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Depois de ler o post da Alex na sexta-feira resolvi falar sobre os instrumentos utilizados por nós no dia a dia e na prática de nossos rituais pois percebi que ainda não tinha abordado esse tema aqui…

Pois bem, a função dos instrumentos mágicos (como são chamados pela maioria dos praticantes) são para invocação de Deidades, para afastar energias negativas e para direcionar energias por meio do toque…

Alguns instrumentos são mais conhecidos que os outros, isso graças a popularização de algumas fábulas e também graças ao estúdio do Wald Disney – aposto que vocês já viram alguma “bruxa” voando em vassouras ou cozinhando uma criança num caldeirão. Certo?

O fato é que nenhum dos objetos possuem de fato poder – mas quando consagrados eles enriquecem os rituais porque reúnem neles a sua energia e a energia que você utilizou para consagrá-los…

Então para abrir essa série de artigos vou começar falando da vassoura que é sem dúvida alguma um dos mais importantes instrumentos utilizados por nós na prática da magia…

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Vassoura.
A vassoura é comumente utilizada pelos praticantes da Arte para “varrer astralmente” sem tocar o chão e limpar o local onde será praticado o ritual em questão. Outra forma de fazer uso da vassoura é a dança mágica que foi de onde surgiu o mito de que nós voamos por aí (quem dera, heim?). Forma-se uma roda, e dança-se com a vassoura dentro do círculo…

Outra forma poderosa de se usar esse instrumento é reunindo as vassouras unindo-as pelo cabo e pelas cerdas para formar um círculo de poder onde nenhuma energia pode sair ou entrar… Esse argumento foi utilizado num filme, claro que usaram muitos daqueles raios e ventos. hahahahahaha

Um costume que é muito comum no interior do país é colocar uma vassoura atrás da porta quando a visita não vai embora de jeito algum. Dizem as más línguas que funciona. O que as más línguas não dizem é que esse é um dos mais antigos feitiços realizados pelas bruxas européias. Divertido isso, não acham?

A vassoura também protege a nossa casa se usada de forma correta: você deve colocá-la no chão transversalmente à entrada da casa. Nenhuma energia negativa consegue passar por aquela porta…

clip_image002Outra forma de utilizá-la é colocando sobre o travesseiro para que tenha um sono tranquilo, livre de sonhos ruíns e também serve para proteger o corpo físico que está em repouso…

Algumas culturas dizem que as Bruxas “voavam” em vassouras pulando no solo (como fazem as crianças naqueles cavalinhos de pau) para promover a fertilidade dos campos…

Contudo, vale lembrar que não adiante sair e comprar uma vassoura comum e achar que ela poderá ser consagrada porque você precisa fazê-la artesanalmente.

Para fazê-la você vai precisar de um galho de árvore ou um pau de canela, ramos diversos (eu utilizei folhas de coqueiro) e ervas que devem ser escolhidas por você, não esqueça de verificar o significado de uma dessas ervas, ok?

Boa semana para todos, na próxima segunda falarei do “Bastão” e antes de ir, amanhã esse blog estará fazendo aniversário e vamos festejar juntamente com vocês, ok? Então, apareçam para a festa.

Beijos pra vocês…
Lunna

Abobrinha ao forno

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Um dos legumes que a Lu mais gosta de ter em casa é a famosa Zucchine (abobrinha) que ela prepara das mais diferentes formas possíveis: refogada, frita, assada, cozida… A última foi uma espécie de lasanha que se você ainda não fez, precisa fazer, rs

Ingredientes.

2 abobrinhas italianas
1 litro de água
2 colheres de sopa de sal

1 lata de creme de leite
200 grs de queijo mozzarella
4 colheres de requeijão
100 grs de gorgonzola
2 colheres de farinha de trigo
1 colher de café de fermento para bolo
100 grs de queijo parmesão
Ervas desidratadas
1/2 cebola picada
Leite

Primeira Etapa.
Corte as abobrinhas em fitas, coloque na água com o sal e deixe de molho por alguns minutos.

Segunda Etapa.
Leve ao fogo a cebola, sal e tempero desejado e deixe dourar, acrescente 1/2 copo de leite e comece a acrescentar os queijos, mexendo constantemente. O fogo precisa ser baixo para evitar grudar. Assim que todos os queijos estiverem bem misturados, acrescente o creme de leite, retire do fogo e bata firme como se fossem ovos até obter um creme liso e de cor clara. Acrescente o trigo, as ervas e o fermento. Bata durante um minuto aproximadamente.

A massa precisa ficar bem cremosa.

Terceira Etapa.
Unte um refratário com margarina, escorra a água das abobrinhas e coloque-as no refratário como se estivesse preparando uma lasanha, lado a lado. Espalhe o creme por cima e depois acrescente outra fileira de abobrinha e assim sucessivamente.  Leve ao forno por 25 minutos aproximadamente.

Obs. Lembre que a última camada deverá ser de creme, ok?

Aqui em casa, nós comemos com arroz branco e salada e eu posso dizer com toda certeza que ficou “maravilhoso”.

Grande abraço e boa semana
Marco Antônio

Mario Cesariny

A Lu tem um enorme carinho por poetas portugueses que ela diz estar numa melhor fase que os atuais poetas brasileiros. Eu não leio muita poesia, confesso, mas gosto de ler sempre que possível.

Essa semana ela me apresentou a esse poeta portugues cuja intensidade nos versos me cativou.

 

Estação

Esperar ou vir esperar querer ou vir querer-te vou perdendo a noção desta subtileza. Aqui chegado até eu venho ver se me apareço e o fato com que virei preocupa-me, pois chove miudinho
Muita vez
vim esperar-te e não houve chegada
De outras, esperei-me eu e não apareci
embora bem procurado entre os mais que passavam.
Se algum de nós vier hoje é já bastante
como comboio e como subtileza
Que dê o nome e espere. Talvez apareça

 

Pintor e poeta português, natural de Lisboa. Cesariny chegou até mim através de seu livro Pena Capital de 1957 – indicação da Lu, lógico.

Se gostou do que leu aqui, clique aqui para ler mais…

Eu festejei Ostara…

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Olá para todos.

Essa semana está muito especial pra mim, foi a primeira vez desde que comecei a estudar o paganismo que senti a força da Lua na minha pele. Deve ser a semana que teve a entrada do Sol em Carneiro (começo a compreender todos esses detalhes aos poucos e a entender seu real significado. uau, é muito legal)…

No sábado eu acordei cedo, tomei um banho, saí para caminhar, li poemas no Ibirapuera e fiquei lá me ocupando da paisagem. Foi tudo muito intenso. Colhi folhas, flores… Algumas flores “saltaram” das árvores e foi impossível não levá-las comigo. Ficou tudo muito lindo, muito mágico.

Meu altar foi bem simples porque ainda não tenho os instrumentos e nem tenho pressa de conseguí-los. Quero sentir acontecer. A Lu me deu de presente um caldeirão e eu nem esperava por isso.

Então aproveitei um móvel que ganhei de um amigo querido anos atrás quando ele estava se mudando para Londres e não iria levar sua mobília. Eu ainda não senti confiança para fazer ao ar livre. Não tenho quintal, então foi dentro de casa mesmo. Eu confesso que não estou preparada para lidar com os preconceitos das pessoas ainda.

Tinha comprado algumas velas (brancas e amarelas) – preparei suco de uva para fazer meu banquete simples que consiste em erguer a taça com vinho ou suco de uva para o ar com as duas mãos e celebrar a figura da Deusa…

Nossa, foi muito bom. Senti uma energia incrível, uma alegria infinita, uma sensação de paz maravilhosa que ainda hoje está aqui comigo. Fiquei imaginando como seria fazer esse ritual ao ar livre, com muitas pessoas – depois dançar, cantar, tocar o tambor e estar lá junto com a natureza tendo a certeza que ela está em mim.

Foi assim que eu festejei Ostara para segunda vez, mas dessa vez foi ainda mais forte, mas a próxima quero estar junto com outras pessoas…

Desejo muitas alegrias a todos,
Blessed

Alex

ò_ò

…: Beltane :…

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E finalmente chega uma das épocas do ano que eu mais gosto, em breve festejaremos Beltane que é um dos Festivais mais bonitos e festivos que ocorre no pico da Primavera.

O Sabbat Beltane comemora a união entre a Deusa e o Deus, representando a fertilidade dos animais e as colheitas do próximo ano. É a bonita celebração da união entre o feminino e o masculino.

Quem é pagão sabe que a busca por essa união é algo comum e constante. Não se deseja ser mais ou menos e sim estar junto para celebrar a natureza, o encontro e a constante caminhada rumo ao infinito. Lindo isso, não acham?

Em Beltane comemoramos a fertilidade, o amor que dá forças a tudo e a todos. O sol retorna com sua intensidade singular possibilitando a continuidade… O Sol está se aproximando do seu apogeu, se fortalecendo, e o seu calor ajuda as plantas e sementes a serem fertilizadas. Os animais brincam e se acasalam.  A Deusa e o Deus agora estão em plena vitalidade e amam-se com toda intensidade. O Deus (o Sol) tem crescido e caminhado para sua face adulta e a Deusa esta no ápice de sua beleza e feminilidade. Eles irão se entregar um ao outro para que a Terra toda celebre essa dança e sinta a fertilidade em suas entranhas…

A palavra Beltane vem do nome do Deus céltico "Bel", que era o senhor da vida, da morte e do mundo dos espíritos. "Tane" é uma palavra céltica que significa "fogo". Logo, Beltane quer dizer "Fogo de Bel".

Beltane é um dos poucos festivais pagãos que sobreviveram da época pré-cristã até hoje e, em sua maior parte, na forma original é baseado na Florália, um antigo festival romano dedicado a Flora, a Deusa sagrada das flores. Em tempos mais antigos, esse festival era dedicado a Plutão, o senhor romano do Submundo, correspondente do Deus Hades da mitologia grega.

O primeiro dia de maio era também aquele em que os antigos romanos queimavam olíbano e o selo-de-salomão. Eles penduravam guirlandas de flores diante de seus altares em honra aos espíritos guardiães que olhavam e protegiam suas famílias e suas casas nas próximas estações.

Muita coisa sobreviveu em forma de folclore e foi sendo passado de gerações em gerações: aqueles que moram no interior do país com toda certeza já deve ter pulado fogueira, pisado em brasas com os pés descalços, trançado o mastro com fitas coloridas, dançado quadrilha. Coisas simples que nos levam de encontro as muitas tradições Celtas que não se perderam e tão pouco conseguiu ser apagada da história pelo cristianismo.

Bem, por hoje é só, até a próxima quinta.
Beijitos

Francy´s

Dia mundial da poesia…

Cromo

andamos pelo mundo
experimentando a morte
dos brancos cabelos das palavras
atravessamos a vida com o nome do medo
e o consolo dalgum vinho que nos sustém
a urgência de escrever
não se sabe para quem

o fogo a seiva das plantas eivada de astros
a vida policopiada e distribuída assim
através da língua… gratuitamente
o amargo sabor deste país contaminado
as manchas de tinta na boca ferida dos tigres de papel

enquanto durmo à velocidade dos pipelines
esboço cromos para uma coleção de sonhos lunares
e ao acordar… a incoerente cidade odeia
quem deveria amar

o tempo escoa-se na música silente deste mar
ah meu amigo… como invejo essa tarde de fogo
em que apetecia morrer e voltar

Al Berto

 

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Salsugem

Há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu….como seriam felizes as mulheres
à beira-mar debruçadas para a luz caiada
remendando o pano das velas esperando o mar
e a longitude do amor embarcado…..
….por vezes
uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite…
….os dias lentíssimos….sem ninguém
e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta…. dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua
assim envelheci…. acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão….
(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me
uma pérola no coração. Mas estou só, muito só,
não tenho a quem a deixar.)
…. um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta….
…. inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas de que alguma vez me visite
a felicidade.

 

clip_image002Al Berto é um poeta português, natural de Sines, nascido em 1948, ele faleceu em 1997. 
Foi a partir de 1971 que a literatura passou a ser figura sempre presente em sua vida. Seu livro de estréia foi  À Procura do Vento no Jardim de Agosto publicado em 1977.

Como muitos autores de sua geração, deixou vários textos incompletos: para uma ópera, para um livro de fotografia sobre Portugal e uma “falsa autobiografia”, como o próprio autor a intitulava

Um de seus livros mais interessantes é Salsugem de onde selecionei os dois poemas acima.

Para ler mais sobre esse poeta, clique aqui…

Eu volto mais tarde com a Cozinha da Bruxa.
Bom domingo para todos
Marco Antônio

O livro das sombras…

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Bom dia amigos da arte, hoje eu vou falar do meu “futuro” livro das sombras no qual comecei a trabalhar essa semana. Passei algumas horas mentalizando como seria esse livro e num primeiro momento pensei em comprar um caderno comum para usá-lo como tal, mas depois fiquei pensando em “sementes” (dessas que geram flores e frutos depois de algum tempo) e percebi que era esse o sentido de livro das sombras pra mim e por pensar assim foi que resolvi confeccionar meu livro das sombras, não será fácil, mas também não será assim tão difícil.

Eu peguei algumas dicas com a Lu que tem vários cadernos artesanais feitos por ela mesma e percebi que não era um bicho de várias cabeças, tão pouco um Diamat -pra quem é do tempo do desenho “A caverna do dragão” vai entender a expressão.

Diamat era um dragão com sete cabeças nesse desenho que era o meu favorito em tempos idos. Ainda hoje passa na Globo. Mas não dá tempo mais de ver. Claro.

Enfim, escolhi as folhas ontem numa rápida ida a papelaria na hora do almoço. Essa semana está tudo corrido pra mim e eu estou tentando me preparar para amanhã que é dia de festejar “Ostara” (tenho uma observação a fazer sobre os rituais, mas o farei no final do post).

…: continuando: escolhi folhas brancas porque gosto de cores claras para me inspirar, lembra um pouco a tela do word para a qual olho com freqüência para fazer os relatórios das meninas (acho que eu não disse, mas sou professora de educação física). Estou em dúvida quanta a capa, não sei se a farei com tecido ou folha simples. Também ainda não escolhi a cor, mas não tenho pressa quanto a isso porque quero que seja mágico e quando eu olhar para algo, vou saber que é aquilo que eu desejo.

Comprei a folha de papel paraná que é grossa e servirá para fazer a parte interna da capa…

Só pra lembrar que eu li bastante coisas antes de pensar em fazer meu Livro das Sombras, que também é conhecido por grimório. A Lu já falou do porque desse nome num post em fevereiro que serviu para esclarecer algumas dúvidas minhas, mas li alguns livros, alguns grimórios e foi assim que consegui a minha própria definição quanto ao “futuro” livro das sombras. Eu realmente o vejo com um jardim onde vou semear muitas sementes.

P.s Muita gente fala dessa questão de adaptar os rituais as estações do ano aqui do Brasil, mas para quem está em São Paulo como eu deve perceber que não temos uma definição perfeita de quatro estações. As vezes num mesmo mês temos as quatro estações do ano numa só semana. Talvez por ser um país tropical e eu tentei, mas juro que não consegui comemorar Yule em junho. Ficou muito estranho, me senti completamente fora de estação.

Mas tenho pra mim que isso vai de cada um, não é mesmo?

Desejo a todos muitas transformações.
Blessed

Alex

ò_ò

Da França para a Itália…

…: Cozinha da Bruxa Italiana :…

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Acho que já deu que nesse mês de março estamos viajando por diferentes estilos de cozinha. Na semana passada a sugestão foi Poulet au Chasseur, hoje a receita vem da Itália e eu posso dizer que é uma delícia…

Então se prepare para aprender a preparar uma deliciosa Salada Siciliana, então vamos lá que é de dar água na boca.

Ingredientes.
Um pacote de macarrão penne
200 grs. de frango desfiado
50 grs. de tomate seco no azeite
100 grs. de azeitona verde picada
orégano desidratado
200 grs. de blanquet de peru fatiado
Alcaparras em conserva picada
200 grs de tomate cereja cortado em quatro
Salsinha picada

Ps. A receita original leva atum, mas não é ecologicamente correto e a Lu tem alergia a atum, mas caso você prefira esse ingrediente, use 1 lata de atum no óleo.

Como fazer.
Coloque o macarrão para cozinhar (cuidado porque o penne não deve cozinhar demais, precisa estar al dente)

Em uma vasilha, misture o tomate cereja, o tomate seco, o blanquet, o frango desfiado, a azeitona, as alcaparras e mexa com o ajuda de duas colheres (de pau de preferência)… Verifique o sabor e acrescente sal (pode colocar pimenta também)…

Quando o macarrão estiver cozido, escorra, acrescente um fio de azeite e um pouco de sal, mexendo delicadamente. Junte o macarrão aos demais ingredientes, acrescentando orégano, queijo parmesão e a salsa. Mexa e está pronto para servir…

Bem simples, esse é um prato que você pode servir com entrada ou como prato principal, só depende de você…

Eu já comi esse prato dos dois jeitos que a Lu sugeriu e gostei dele nos dois casos. Fica muito bom…

Grande abraço
Marco Antônio

Os elementos mágicos…

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Oi gente, estou eu aqui novamente, hoje eu vou falar dos elementos mágicos.
Quando eu comecei a estudar o paganismo não fazia idéia de quantas coisas eu já conhecia ou pelo menos já tinha contato.

Eu sempre gostei da natureza e sempre tive vontade de morar no campo, estar próxima de fontes, rios, quedas d´águas. Eu sempre tive muita proximidade com o elemento água. Constantemente eu sonho que estou mergulhando em águas claras, puras e quando acordo me sinto muito bem, como se eu estivesse completamente renovada. É uma sensação muito boa.

Quando eu comecei a estudar os elementos mágicos, eu percebi que precisava entendê-los, visualizá-los, sentí-los – até porque na hora da abertura do círculo mágico, preciso invocar todos os elementos: terra, fogo, água e ar.

Eu ainda não me sinto pronta para abrir um círculo mágico. Ainda não consigo visualizar plenamente todos esses elementos e disse isso a Lu que me sugeriu fazer uma espécie de viagem com cada um dos elementos. Quando ela me falou isso, fiquei tentando imaginar como seria e quais sensações eu sentiria.

Comecei pelo elemento terra, pra isso fui ao parque do Ibirapuera aqui em São Paulo numa manhã de sábado e fiquei lá, de frente para o lago, lendo tudo que eu havia pesquisado sobre esse elemento. Tirei o tênis, a meia e andei descalço por todo aquele lugar, senti o chão em baixo dos meus pés e tentei imaginar-me na condição de uma árvore, sentindo meus pés como se fossem raízes. Que sensação incrível, porque a verdade é que a gente tem essa noção de que nossos alimentos vem da terra e ainda tem aquela outra idéia de que viemos do pó e ao pó voltaremos. Isso nunca me convenceu, sempre achei que eu vim da água.

Mas a terra acaba sendo algo distante da gente na maioria do tempo porque tudo a nossa volta é feito de asfalto, piso e o contato com a terra acaba sendo pouco ou nenhum, por isso foi muito especial pra mim aquele contato.

Eu escolhi fazer uma meditação ao chegar em casa para melhor personificar em mim todas aquelas sensações para que fosse uma lembrança constante, sabe? Usei um incenso de benjoim, uma vela preta, 1 pedra escura e uma prece.

Sentei-me na direção norte e fiquei em silêncio revendo todas as minhas sensações. Acendi o incenso, a vela e no centro coloquei a pedra que pra mim estava representando o planeta terra. Fiz minha prece e fiquei ali por alguns segundos, observando as cores, os sons, os movimentos e procurando visualizar a minha nova idéia de elemento terra.

A minha viagem me levou de encontro a uma energia com várias cores. Eu vejo uma chama intensa, com uma massa no centro e muitas cores densas: vermelho, amarelo, marrom, entre outras. É assim que sinto o elemento terra em mim e já sinto pronta para invocar esse elemento.

Eu achei que seria muito mais difícil e que levaria muito mais tempo, mas aconteceu instintivamente e foi maravilhoso.

Blessed
Alex

ò_ò

Fazer um jardim mágico…

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Quando acontece a primavera, a Natureza esta em festa.
Os Deuses, os animais e as plantas dançam alegres.
Sinta você também  essa felicidade celebrando o Festival da Primavera…

A natureza como  um todo é mágica, mas nessa época do ano é costume preparar um jardim mágico. Uma atividade bem simples… É mágico porque você se compromete a cuidar dele todos os dias de acordo com as fases da lua, respeitando o tempo da terra, das sementes, dos brotos e das folhas…

Sim, porque o nosso tempo hoje é regido por ponteiros, mas o tempo das plantas é outro e é justamente acompanhando esse tempo através desse jardim que descobrimos o equilíbrio necessário para estarmos em contato com toda forma de magia existente no universo.

Comece escolhendo um local para ser o seu jardim, não precisa ser no quintal (se você morar em apartamento pode providenciar uma simples caixa de madeira). Não se preocupe com o tamanho do seu jardim, preocupe-se apenas em se dedicar a ele em tempo integral.

Um jardim precisa de adubos, água, poda, entre outros muitos cuidados…

Local escolhido, procure pedregulhos para colocar no fundo do local escolhido, é preciso uma densa camada. Em seguida coloque uma camada de areia e por fim a terra vegetal. Não coloque terra até o alto, deixe um espaço de um palmo entre a superfície do local escolhido.

Escolha as sementes que irá plantar, seja quais forem, lembre-se que toda planta precisa de espaço e depende exclusivamente da época do ano. Então certifique-se de escolher as sementes certas.

Por exemplo, se você for fazer um jardim de ervas: nessa época do ano é fácil plantar: mangericão, mangerona, salsa, alecrim…

Todas essas plantas gostam do sol da manhã, adoram água e precisam ser adubadas com adubo orgânico, ou seja, aquelas coisas que você habitualmente joga fora na sua cozinha como: cascas de batatas, cenouras, pepinos, entre outros. A casca de ovo é um excelente ingrediente para a terra, então lave a casca de ovo, moa com ajuda de um pau de macarrão e coloque sobre a terra…

Lembre-se de verificar as fases da lua: melhor fase para plantar é a lua crescente) e para colher ervas ou frutos a lua cheia, a poda deve ser feita na lua minguante e quanto a adubar, depende do tipo de planta que está cultivando…

Coloque pedras no seu jardim, uma ou duas, não precisa exagerar na quantidade e tenha sempre um punhado de gergelim para afastar as pragas: formigas, cochonilha, entre outros…

Espero que seu jardim mágico traga pra você grandes alegrias
Beijinhos da Francy´s

Ps. Na próxima segunda-feira (dia 15 de março) tem o evento Foco Femina – um olhar inusitado sobre o feminino. Espero por vocês lá.

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Opera Urbana…

Você, que vive em espaços urbanos, já deve ter percebido que, de algum jeito, ao mesmo tempo em que estamos na cidade, muito dela também está em nós. E isso não é papo de maluco, não. É só parar e reparar: avenidas, parques, cemitérios e outros cantos de concreto formam nosso olhar e influenciam nossa experiência no espaço.

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Se tem uma coisa que eu realmente gosto de descobrir são novidades que são feitas por pessoas que querem desconstruir conceitos para que o novo seja concebido de forma totalmente inusitada. Isso me encanta.

Pois bem, descobri ao navegar pela net, esse site www.operaurbana.com.br e lá tomei conhecimento desse projeto que visa estimular a experiência urbana. Em tempos em que vivemos reclamando da falta de bancos em nossas praças, de contato humano pelas ruas da nossa cidade – esse projeto pode sim fazer toda a diferença…

A idéia por trás do projeto é fazer com os jovens “urbanos” deixem a realidade interna dos condomínios fechados, dos quadrados residenciais e saí para as ruas da cidade, seja sozinho ou em grupo e vivencie a arte de experimentar a cidade.

No site esta sendo criada uma comunidade virtual que leva os jovens a refletir e explorar sua cidade através de vídeos, textos, fotos e desenhos. Uma experiência bastante interessante.

Você pode acessar a página http://operaurbana.com.br/tarefas.php e participar das tarefas propostas que são inspiradas nos livros da coleção Ópera Urbana. Para participar, é só realizar as ações sugeridas e publicar o resultado em formato de texto, imagem ou vídeo. Dessa forma, o site será construído a partir das muitas vivências e olhares múltiplos sobre a cidade.

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Um passeio descomprometido pela avenida Paulista, um do mais importantes palcos da cidade de São Paulo: este é o convite de Carla Caffé. De uma ponta à outra, a autora procurou observar cada detalhe dos quase três quilômetros da avenida, fazendo um recorte arquitetônico e cultural. Desenhando nas calçadas, nas estações de metrô e nas principais construções, Carla retratou o esqueleto da avenida, de helipontos a galerias, prédios e edificações, como Masp, Parque Trianon, Fiesp, Sesc, Casa das Rosas, Conjunto Nacional e muitos outros.

 

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Um livro todo preto, repleto de esqueletos, figuras estranhas, rostos assustadores… Não é preciso ser gótico para se divertir com esta história do além. Meia-noite, sexta-feira 13, o pneu do carro fura em frente ao cemitério. Este é só o começo da aventura narrada por uma garota que foge de uma festa sem graça, sem imaginar o que aconteceria depois. Heloisa Prieto conduz o leitor por esta cidade habitada por seres aparentemente deste – mas na verdade de outro – mundo.

 

 

Apenas lembrando que os livros da Coleção Ópera Urbana foram publicados através de uma parceria ente o Sesc São Paulo e a Editora Cosac Naif…

Grande abraço
Marco Antônio

Tudo a francesa…

Cozinha da Bruxa a Francesa


Essa semana aqui em São Paulo a atração são os restaurantes que servem comida francesa da qual eu confesso não ser um grande fã. Contudo, a Lu resolveu brindar a todos nós com uma das receitas mais tradicionais dessa culinária.

Então se preparem porque hoje a Casa do Mago vai ser à Francesa e a receita do dia é Poulet au Chasseur, nunca ouviu falar? Então vamos mostrar a foto para deixá-lo com água na boca e sair correndo em busca dos ingredientes para preparar esse delicioso prato no almoço e talvez no jantar. Que tal?

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Ingredientes.

Primeiro. Frango ao vinho.
filé de frango picada em pequenos pedaços temperados uma hora antes
1 cebola pequena picada
03 dentes de alho pilados
01 colher de sopa de margarina
Azeite
Tempero a gosto
(sal, salsinha, orégano)
Vinho branco ou rose

Leve ao fogo numa frigideira, a manteiga, a cebola, o alho e o sal e deixe dourar (até subir o cheiro delicioso desses ingredientes dourando) acrescente o frango devidamente temperado e deixe dourar dos dois lados. Não acrescente água, apenas tampe a panela e deixe por alguns minutos. Vire o frango assim que estiver dourado e repita o mesmo processo. Isso leva uns dez minutos aproximadamente.

O segredo desse frango está na fase a seguir, o frango precisa grudar na panela, quase queimando os ingredientes. Quando isso acontecer, pegue um pouco de água num copo (1/3 de água) e misture o vinho, vai totalizar meio copo de água e vinho. Espalhe sobre o frango, mexa e deixe cozer.

Quando estiver secando o líquido, mexa com cuidado para formar um molho de carne e vinho. Prove para ver se está bom de tempero. Desligue o fogo e reserve, deixando tampado…

Enriquecido de legumes.
Cebola e alho picados (a quantidade depende do seu paladar)
02 tomates maduros picados em pedaços
100 grs. de vagem picada
03 cenouras médias cortadas
01 colher de sopa de margarina
01 maço de salsinha
03 batatas médias picadas em cubinhos

Para o enriquecido de legumes, vamos colocar numa frigideira funda, a margarina, a cebola, o alho e o sal. O primeiro ingrediente a ir ao fogo tão logo o tempero tiver dourado é o tomate picado em pedaços. Deixemos o tempero agir junto ao tomate durante uns 2 minutos.
A seguir acrescentaremos as batatas e a cenoura juntas, mexemos rapidamente, tampamos e deixamos cozinhar. É preciso atenção porque você precisa estar atento ao tempo de cozimento que não dá pra ser medido através do relógio. Aqui você tem que fazer uso dos sons da panela. A seguir acrescente a vagem, mexendo rapidamente novamente e verificando se há água suficiente para cozer os ingredientes (lembre-se que tanto a batata quando a cenoura solta muita água). Mas se for preciso, acrescente um pouquinho de água.
Verifique a densidade da cenoura para ver se já está no ponto de ser retirada do fogo (a cenoura não faz parte do enriquecido, ela está ali apenas para dar sabor e ser cozida). Eu gosto de retirá-la al dente, mas há quem prefira ela mais mole.

Retirada a cenoura, coloque-as nos pratos que serão servidos diretamente.

Enquanto isso, continue cuidando dos legumes: todos os demais ingredientes precisam estar bem cozidos. Mexa com cuidado e acrescente um fio de azeite e verifique se o molho dos legumes precisa ou não de mais água.

O enriquecido fica com um molho tipo (salsa de tomate) só que um pouco mais ralo. Desligue o fogo e espalhe a salsa picada, mexa delicadamente e reserve, deixando tampado…

Arroz branco.
1/2 cebola pequena picada
02 dentes de alhos picados
2 xicaras de arroz

Leve ao fogo numa panela, o fio de óleo, o alho, a cebola e o sal, deixe dourar e em seguida acrescente o arroz, deixando o mesmo fritar durante alguns segundos, mexendo sempre para que todos os ingredientes se misturem. Acrescente água suficiente para cobrir o arroz, deixando ultrapassar dois dedos acima…
Deixe cozinhar e quando a água secar (verifique os furinhos que formam na superfície do arroz) desligue o fogo, mexendo o arroz com a ajuda de um garfo. Espalhe azeite sobre o arroz e misture delicadamente. Tampe o arroz e deixe assim por aproximadamente um minuto. Depois desse tempo, destampe, mexa novamente e prepare para arrumar o prato.

Montagem do prato.
Use sua criatividade, coloque o arroz ao lado da cenoura, o frango a frente do arroz e espalhe o molho por sobre eles…

Sugestão da Lu.
Você pode estar se perguntando qual vinho servir com esse prato, pois se você estiver em solo brasileiro, eu sugiro de imediato: esqueça o vinho e pense em servir um delicioso suco de frutas tropicais. 

Por hoje é só, próximo domingo tem mais…
Bon apéttit

Grande abraço
Marco Antonio

Primeiro passo…

image Oi, meu nome é Alexandra, mais conhecida por Alex, tenho 29 anos e fui convidada pelo Marco e pela Lu para participar desse blog do qual sou visita constante e agora sou uma das “autoras” daqui (olha o tamanho da pretensão.

Faz pouco tempo que eu estudo a “Grande Arte” e recentemente resolvi fazer meu Ritual de Dedicação. Foi algo diferente e inusitado pra mim que pouco conheço dessa arte e a Lu e o Marco achou que seria interessante eu contar aqui as minhas sensações sobre esse momento de transição.

O meu ritual de dedicação foi feito na última Lua Cheia, foi um momento muito importante pra mim que fui batizada na igreja cristã, mas é claro que não foi uma escolha minha, aliás, nunca é, não é mesmo? Eu era uma daquelas meninas que cresceu indo a missa todos os domingos, ouvindo aquelas ladainhas intermináveis dos padres. Eu não tenho nada contra esse tipo de coisa, mas nunca gostei daquilo tudo porque nunca significou nada pra mim. Parecia uma corrente cheia de elos quebrados.

Eu preciso avisar que não sou escritora, então não esperem grandes textos de mim, por favor. Só estou escrevendo minhas impressões para que outras pessoas entendam essa transição que foi o motivo pelo qual aceitei o convite da Lu e do Marco.

A Lu é quem tem orientado meus estudos, ela sempre me indica livros e me ajuda sempre que possível com as dúvidas que surgem. Tem uma paciência incrível comigo porque imaginem uma pessoa com muitas dúvidas na cabeça. Pronto, esse alguém sou eu.

Pronto, já estava fugindo do assunto: meu Ritual de Dedicação foi assim: me preparei o dia inteiro. Fiz uma prece pela manhã, acompanhei o dia surgindo com sua lentidão, escolhi uma vela (vermelha) um incenso de ervas e escolhi uma praça aqui perto de casa. O lugar é meio deserto, então não seria importunada por curiosos.

Tomei meu banho e fui para lá, caminhando e sentindo toda a energia do caminho. Foi muito agradável. Eu não sei descrever exatamente o que eu senti, mas foi muito agradável… Quando cheguei em casa fiz uma meditação e fiquei pensando em um caderno para fazer anotações de momentos assim e no dia seguinte a Lu me enviou o e-mail fazendo esse convite. Então cá estou.

Beijos pra vocês e desculpa a chegada assim, cheia de desatino, mas esse é meu primeiro post e sei lá, fiquei meio perdida, das próximas vezes acho que será menos conturbada.

Blessed
Alex  

ó_ó

Vamos ler ou vamos dançar?

Essa semana resolvi ler o livro de Élie Wiesel do qual já tinha ouvido falar por causa do Nobel da Paz que foi entregue a ele.

Enfim, o livro Uma vontade louca de dançar é também um livro de aventura interior, movido pelo desejo de saber o que realmente é a tal da loucura.

O livro é na verdade um romance do século XX, em que uma psiquiatra aprofunda-se em suas próprias dúvidas para decifrar Doriel, um enigmático personagem que se pensa louco, e deseja encontrar sua loucura. Sua vivência com outros personagens, durante  a  vida, nos mostra as loucuras que fizemos e que ainda vamos fazer, enquanto, em um lapso de sanidade, o personagem por ter vivido a loucura dos outros, não sabe separar a sua própria loucura de sua sanidade. Que descobre, no final, os motivos que o fizeram achar-se louco.

Lá na ultima página eu fiquei me perguntando: há um tempo para que a memória das coisas mais tristes fique menos vivida dentro de nós? Se você ler e conseguir chegar a uma conclusão, me diga, caso contrário, faça como eu, ligue o som e siga o ritmo.

Grande abraço
Marco Antônio

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