A morte de Sara…
Décimo Quinto Capítulo
Quando cheguei ao vilarejo percebi que tudo estava diferente, havia muitas pessoas doentes, além de outras coisas estranhas que seguiam acontecendo… Louise exibia uma estranha aparência, sua beleza se esvaíra e ela parecia estar definhando em vida… Diziam por ali que ela havia sido vítima das Sombras, mas eram apenas dizeres tolos, pois a verdade era outra…
Quando Sara voltou ao vilarejo era uma das poucas moças que preservava a sua beleza e não demorou para que a atenção do Conde se voltasse para ela. Ele ofereceu-lhe jóias, terras e tudo mais que ela desejasse. Mas ela não aceitava absolutamente nada:
_ Meu coração pertence a outro meu Senhor. Lamento… Disse Sara ao Conde que irritou-se com tamanha afronta. Ali, naquele instante estava definido o destino de Sara. Sebastian a levou a força para sua casa e ninguém interferiu em seus atos. Então surgiu no céu a Lua Cheia e ele a tomou para si, ele não sabia da Lenda, mas sabia de coisas que ninguém mais saberia…
Assim que cheguei a minha casa, o pai de Sara veio me trazer o medalhão que lhe pertencera. Disse-me apenas que era um presente de sua filha para mim e eu o guardei comigo. Era uma bela jóia, cujo brilho havia se apagado repentinamente. Eu perguntei ao pai de Sara sobre ela e ele apenas balançou a cabeça de um lado para o outro e foi embora…
Então eu a vi ao lado de Sebastian, de braços dados com ele, caminhando pelo vilarejo e custei a acreditar no que meus olhos viam. Esperei que ela estivesse sozinha na casa do Conde e fui ao seu encontro. Aquele lugar estava sombrio, estranho, cheirava a morte por todos os cantos…
Sara veio ao meu encontro e mostrou-se surpresa com minha presença ali. Convidou-me ao seu quarto e eu fui como cão que segue o dono. Ela estava estranha. Veio para cima de mim com sede de beijos e procurou por meu corpo como quem procura por carne para saciar a fome. E eu ingenuamente me deixei envolver. Ainda sentia saudade do momento que tivemos juntos anteriormente…
Então quanto toquei seu corpo frio e senti seu beijo vazio, compreendi que não era mais a minha Sara. Era apenas um corpo e tudo que ela havia me dito era verdade. Sara estava morta, por isso o medalhão me pertencia, porque assim como Sara, sua verdade agora só existia em minha pele…
Desesperado, abandonei tudo, peguei o pouco que tinha e me perdi pelos diversos caminhos de Antares…
>> continua…




Ai que triste!!!
Concordo com a Neiva, é realmente triste, mas deve ter uma razão para sua morte. Tenho certeza disso.