Minha maior desgraça é minha única verdade…

Décimo Quarto Capítulo
Eu e minha bela Sara voltamos ao Castelo da Luz que estava um tanto sombrio, já não tinha mais a beleza que um dia meus olhos tinham “fotografado” – Sara dizia ser um sinal de que tudo estava mudando e não havia nada que pudéssemos fazer quanto a isso… E eu seguia não acreditando em suas palavras:
_ O seu destino não será tão fácil meu caro Peter… A verdade é que me veras em todos os cantos, ao lado de outro e não serei eu, mas pensaras o contrário. Então virás ao meu encontro e só saberás que não sou eu quando sentir o gosto de minha pele na tua boca. A verdade estará ao teu alcance e teu ódio será tua perdição. A sua descrença o levará ao inferno de sua existência… Tu saberás então de minha morte culpar-se-à por não ter acreditado em mim. Você irá vagar sem destino algum durante muito tempo, tentará negar sua origem, sua verdade, a minha verdade. Mas não poderá fugir por todo o sempre… Então, depois de tudo isso, tentarás desesperadamente acreditar e irá ao encontro das outras que virão depois de mim… Mas só o fará para tentar se salvar ou em outrora para tentar trazer-me de volta para ti. Eu voltarei, como todas as que forem mortas também voltarão… Mas será outro tempo e o que hoje é verdade será lenda para os outros…
Ela tinha razão, eu não conseguia acreditar em tudo que ela dizia. Era demais pra mim. Então eu vi Sara se despir de suas vestimentas bem ali na minha frente e pude observar toda a beleza daquele corpo nu. Como eu a desejava, queria sentir o calor de sua pele, o sabor de sua boca – têm-la para mim seria minha maior conquista, era o que eu pensava e sentia naquele momento. Sem cerimônia alguma, eu a tomei em meus braços… Sufocando-a com meus beijos ardentes, rasgando o véu de sua pureza, percorrendo o seu corpo com minha boca como quem degusta o mais doce mel divino. Amá-la foi meu maior pecado… A lembrança daquele momento ainda percorre meu corpo e depois de tanto tempo, eu ainda sinto a doçura de sua pele em minhas mãos, o sabor dos seus lábios em minha boca, o calor de sua pele se equacionando ao meu num momento único que bem poderia se encerrar ali, mas para quem nutre no corpo a eternidade, momentos assim não deveriam existir porque ferem feito navalha afiada a rasgar a pele constantemente…
Ela foi minha e só então eu soube o que significava realmente aquele momento pra ela – Sara se entregara a mim para que sua arte fosse minha e não de outro. Ela de fato podia ver o futuro e como era doloroso ter tais visões… Hoje eu sei disso, mas levou tanto tempo para que eu acreditasse em tudo que passei a ver a partir daquele dia, durante muito tempo eu não conseguia distinguir o que era verdade do que era ilusão, o que era futuro do que era presente…
Ela com sua voz tranquila e sua mão delicada, tocou meu rosto e em seguida vestiu-se para deixar-me. Eu quis ir com ela, mas ela não permitiu. Ela sabia qual era o seu destino e estava disposta a ir ao encontro dele:
_ Perdoe-me se um dia for capaz!
Naquele instante, aquelas palavras não fizeram sentido, pois eu ainda não sabia ao certo o que havia me acontecido. Era a segunda vez que algo estranho acontecia comigo. Mas nesta segunda vez foi muito mais difícil, pois eu senti meu corpo rasgar-se ao meio…
>> continua…



Sei lá, acho que estou começando a entender porque ele está preso. Mas eu acho. Está muito legal essa história. Show de bola. Bjs
Uau, deve ser estranho essa condição do Peter, ele ama a Sara e acho que ela também ama ele, mas ela só se entregou a ele para evitar que os poderes dela não fossem de uma outra pessoa, mas será que isso vai valer a pena? Não sei não, acho esse Peter meio besta. Beijitos
Eu ainda não entendi nada sobre o que aconteceu depois disto, mas está super interessante o mistério.
Acho, só acho, que ele se transforma em algo meio lobisomem, meio vampiro. Sei lá. Tô chutando. rsrs
Beijos