Archive | Dezembro 2009

Ritual da Lua Azul…

A Lua Azul tem muitos significados, então depende apenas de você qual ritual realizar nesse dia. O importante é que você siga seus instintos e traga para dentro de você a potencialização da energia lunar.

Lembre-se que a Lua Cheia por si só já é cheia de significados e tem grande importância para todos aqueles que praticam a Grande Arte. É a Lua de Brigith, da chama intensa, do amor verdadeiro, da magia em seu auge… É a Lua da Vida, da continuidade…

Material para o Ritual da Lua Azul.

08 velas na cor prata para o círculo maior
05 velas na cor azul para o pentagrama
01 pedra grande ou uma mesinha
Folhas secas para o círculo
Pétalas vermelhas para o pentagrama
Caldeirão
Gravetos para queimar
Álcool de cereais
Cálice com sidra
01 maçã
Athame
Gravetos
Pedaços de papel
Incenso de erva solar
03 velas vermelhas

Procedimento.
Prepare o local escolhido para o ritual, faça um círculo com as velas na cor prata e com as folhas secas. Trace o pentagrama com as pétalas e coloque em cada ponta uma vela azul.

Espalhe os incensos (cada participante deverá ter o seu. Prepare o altar fazendo uso de sua criatividade e imaginação. Lembre-se que Brigith gosta muito da beleza natural.

Antes de abrir o círculo, cante uma música agradável e leia uma poesia previamente escolhida para esse momento.

Abra o círculo mágico como de costume e então acenda as velas do altar e ateie fogo no caldeirão fazendo a seguinte invocação:

Eu invoco os poderes da noite, a magia da Lua e a Arte da Deusa Brigith nessa noite mágica onde a luz da lua supera a escuridão e nossas almas se iluminam plenamente com a força e a intensidade da natureza que está em nós e ao nosso redor.

Grande Mãe Lua que sua energia plena esteja em mim, que a sua chama seja a chama da vida que arde fortemente em todos os cantos do meus corpo.

Deusa Brigith
Eu sou aquela que tua arte ajudou a tecer
Aprendiz de todos os teus mistérios e de tua magia
Esteja em mim como eu desejo estar em você nessa noite magica
Permita-me ser plena na escuridão
Ser avesso e realidade, fantasia e inspiração

Terra, Fogo, Água, Ar
Eu sou aquela que te reconhece em todos os cantos desse planeta
Invocando sua força e magia a cada novo dia
Como forma de ciência e aprendizado
Estejam em mim como eu estou em cada um de vocês

Norte, Sul, Leste e Oeste
Eu sou aquela que reverencia os quatro cantos desse planeta
Invocando sua arte e sabedoria através da aurora e do crepúsculo
Através das estações do ano e da dança que suas forças ajudam a acontecer

Eu vos invoco e convido a serem apenas um nessa noite
E desejo intensamente que meu corpo
seja digno de ser morada para suas forças e poderes

Eu desejo ser terra e sentir o chão onde eu piso, edificando e continuando a sua arte que é a minha arte
Eu desejo ser fogo, chama que não se apaga jamais e me ensina que a morte é a chama do renascimento, é a lei da continuidade a vagar por todas as direções
Eu desejo ser ar, inspiração eterna que emana de todas as direções e principalmente de Ti
Eu desejo ser água, lucidez , confiança e sensatez a todo momento
Eu desejo ser o que sou, uma Deusa.

Beba um gole de sidra e diga:

”Deusa Brigith, Senhora do Fogo, da Poesia e da inspiração. Suma Sacerdotisa encantada da Lua Cheia, Senhora que cura e guerreia. Senhora do fogo primaveril, Eu vos saúdo nessa noite mágica através deste líquido consagrado em teu nome”

Coma um pedaço da maçã e diga:

”Deusa Brigith, agradeço por estar aqui, iluminada pela chama destas velas que ardem para representar a tua Sagrada Chama. Nós celebramos a tua Arte, a tua Inspiração, a tua Magia. Esteja em mim, como eu estou em você.”

Dêem as mãos e façam o movimento do fogo dizendo:
Esse é o ritmo da vida
Esse é o ritmo da Lua
Esse é o ritmo de Brigith
Esse é o meu ritmo

(repita várias vezes, começando lentamente e siga aumentando o ritmo como se fosse um mantra, ao final saúde Brigith com um grito, elevando as mãos para o alto)

Feche o círculo e faça um banquete com frutas da estação, suco, uma sopa leve. Nada de alimentos pesados.

Que a Lua Azul leve a alma de todos vocês muita inspiração, amor e sabedoria.
Marco Antônio

Update. (1) A @vitória enviou-me um e-mail há pouco perguntando sobre o que significa para os pagãos o final do ano. Bem, o calendário gregoriano não tem muito significado para a prática pagã. Nós o respeitamos porque ele determina o curso dos dias para a maioria das pessoas, mas não para nós que em nosso cotidiano seguimos o ritmo da lua. Para aqueles que estão começando a praticar a Grande Arte agora, pode parecer um pouco confuso tudo isso, mas conforme vão acontecendo os estudos e os entendimentos, tudo vai sendo mais simples.

Hoje, o dia é especial para nós por causa da Lua Cheia e não por causa do término do calendário. A energia que está no ar é intensa e é isso que iremos festejar.

Mas não há nada de errado se vocês quiserem festejar o começo do ano de 2010. O problema é que o atual calendário (gregoriano) não nos posiciona com precisão em um determinado

Update. (2) O @André me perguntou através de um e-mail se é costume presentear as pessoas na Lua Azul? É um costume sim, mas os presentes são simples, como: incensos, velas, amuletos, entre outros. São presentes intitulados “presentes de poder”.

Grande abraço.

O Ritual da Água…

>> continuando…

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E para finalizar, o Ritual da Água que deve ser feito a meia noite…
Para esse ritual você vai precisar de ervas ligadas ao elemento água ( para fazer um chá e dos seguintes itens: pétalas de flores (pense no que deseja conquistar e escolha a cor de sua pétalas). Um punhado de sal marinho e água de chuva… (caso não tenha água de chuva, faça uso de água de fonte, mineral. Em último caso ferva a água e deixa-a exposta a luz da lua assim que começar o crepúsculo.

Você também irá precisar de um incenso de ervas e velas coloridas (na cor dos elementos preferencialmente). Uma prece de agradecimento e um uma prece de invocação do elemento água.

Comece preparando o seu banheiro para tomar um banho: espalhe velas e incensos, criando um atmosfera agradável. Prepare o chá, sente-se em um lugar agradável, faça a prece de invocação do elemento água e beba seu chá sem pressa. Esse momento deve soar como uma meditação entre você e esse elemento que rege boa parte de seu corpo. Se quiser ter uma música de fundo, sinta-se a vontade.

Prepare então o seu banho, colocando numa vasilha a água levemente aquecida, o punhado de sal, as ervas e as pétalas escolhidas por você. Mexa em sentido horário três vezes. Nesse momento pense em renovar suas energias, em se “alimentar” do novo, “vista-se” de desejos agradáveis, em sonhos possíveis, em conquistas. Tome o seu banho normalmente, imaginando um cachoeira onde a água banha seu corpo de forma intensa, com a água fria… Depois de terminar o seu banho, use a água da vasilha para completar a purificação desse dia.

Vista uma roupa leve, vá até a janela, acenda uma vela na cor azul e faça uma prece de agradecimento…

Leia uma poesia e celebre, agora você já está pronto para fazer o Ritual da Lua Azul.

Grande Abraço
Marco Antônio

Lua Azul…

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Hoje, as 16h31m teremos a segunda lua cheia do mês…
A esse fenômeno que ocorre de tempos em tempos é dado o nome de Lua Azul ou Blue Moon em inglês…

Que tal saber um pouco mais sobre esse fenômeno?
Acredita-se que o nome Lua Azul foi criado no século XVI, por algumas pessoas que ao observar a Lua, a viam azulada. O fato é que muitas discussões ocorreram até concluir-se que era totalmente impossível a Lua ser de fato azul.

Mas, tudo isso serviu para criar uma figura de linguagem que passou a representar o impossível ou algo muito difícil. Assim sendo, Lua Azul passou a ser definição dessa Lua que é rara e não acontece sempre…

Há um dizer popular publicado em um panfleto que dizia o seguinte:

 “If they say the moon is blue, we must believe that is true”

A tradução seria mais ou menos essa: “se eles dizem que a lua é azul, nós devemos acreditar que isso é verdade”.

Entre os Celtas, a Lua Azul era a terceira lua cheia que acontecia em um quarto do ano que houvesse quatro Luas Cheias. Normalmente, um quarto de ano tem apenas 3 luas cheias.

Complicou? Então vamos tentar explicar isso de forma mais simples: o quarto de ano tem início no Solstício que geralmente inicia entre os dias 21 ou 22 de março (aproximadamente) que é quando ocorre a mudança de estação. Nesse período, é comum acontecerem apenas 03 luas cheias, mas ocasionalmente acontece esse fenômeno raro chamado “Lua Azul” que segundo os Celtas permitia uma visão azulada da lua graças a pequenas partículas que se desprendem da atmosfera terrestre, algo semelhante ao fenômeno da “lua alaranjada” visto em algumas regiões do planeta. O fato é que a lua continua com seu brilho intenso e não muda de cor, o que muda é a nossa percepção visual da atmosfera…

A Lua Azul passou a ser a segunda lua cheia dentro de um mesmo mês em 1946 graças a um erro de publicação e mesmo depois que tal erro foi descoberto, a população manteve esta teoria por ser mais fácil a compreensão acerca desse fenômeno, do que a explicação original. E até os dias atuais a “Lua Azul” segue sendo a segunda lua cheia dentro de um mesmo mês…

A Lua

Fernando Pessoa 
(14-11-1931)

A Lua (dizem os Ingleses)
É feita de queijo verde.
Por mais que pense mil vezes
Sempre uma idéia se perde.

E era essa, era, era essa,
Que haveria de salvar
Minha alma da dor da pressa
De… não sei se é desejar.

Sim, todos os meus desejos
São de estar sentir pensando…
A Lua (dizem os Ingleses)
É azul de quando em quando.

Uma curiosidade acerca dessa Lua é que com o surgimento do cristianismo, o culto a Lua Azul passou a ser reprimido por ser considerado uma exacerbação da simbologia lunar que estava diretamente associada ao poder feminino e as Deusas. Assuntos esses perseguidos e totalmente proibidos na época. 

Mas não demorou para que a população criasse uma nova mística acerca dessa Lua. Como é um momento em que a Natureza se manifesta de forma intensa e o homem se vê na condição de animal, cujo instinto é totalmente atingido por essa “força natural” o amor passou a ser o real significado desse momento. Assim sendo, passou-se a acreditar que era o momento de revelações, quando o homem encontraria sua cara metade e grandes transformações aconteceriam em suas vidas. Na Roma antiga dizia-se que o amor que despertava na Lua Azul era eterno e verdadeiro. Mas também havia aqueles que diziam que o amor surgido na Lua Azul era passageiro, fogo de palha, algo comum, que cessa antes mesmo de começar. Algo como sendo paixão: fogo na pele que alcança a alma e depois se perde…

A mística é enorme, os Celtas por exemplo saudavam a natureza que estava a sua volta e dentro deles. Era o momento dos povos pequenos (fadas, silfos, gnomos, duendes). Eles plantavam ervas, faziam oferendas de doces e dançavam a céu aberto. As mulheres celtas fugiam para o alto das colinas e uivavam para a Lua no céu e ao voltar, deitavam-se com os homens de sua tribo…

Segundo a “lenda”: durante 03 noites e 03 dias os homens se revezavam para satisfazê-las, pois mulheres insatisfeitas era sinal de péssima colheita.

 

Grande abraço a todos e que os ventos os conduzam a magia da vida.
Marco Antonio

O Ritual do Ar…

>> continuando…

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Para realizar este ritual você vai precisar de uma música que seja agradável aos seus ouvidos, uma vela azul, um incenso de sua preferência, uma pedra e uma folha de papel onde você deverá anotar uma poesia de sua escolha…

Vá para um lugar ao ar livre, onde você possa sentir o vento, os cheiros da natureza. Leve consigo a vela, de preferência, dentro de uma luminária para evitar que ela se apague.

Cante sua música no tom que achar melhor e ao terminar acenda o incenso, observe a fumaça e busque observar a natureza a sua volta, atentamente. Sem pressa. Ignore o que não for parte da natureza. Lembre-se que ela está em você e você está nela. Isso é muito importante. Então repita três vezes:

“Eu sinto a inspiração através do vento
Eu sinto os perfumes através do ar
Eu sinto a magia em todo e qualquer momento
Eu sinto a vida aqui e em todo lugar”

Acenda a vela e fique em silêncio, apreciando tudo que há a sua volta, pense em seus passos, em sua caminhada. Procure por folhas com as quais possa fazer um chá que será degustado depois da primeira refeição. Por fim, recita a poesia escolhida por você e respire fundo sentindo a mesma liberdade dos pássaros…

Simples e lindo esse ritual, não acharam?
Grande abraços
Marco Antônio

O Ritual do Fogo…

>> continuando…

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Após ter feito o Ritual da Terra às 16h31m – o próximo ritual a ser feito no dia 31 de dezembro é o Ritual do Fogo. Para esse Ritual você vai precisar de duas velas vermelhas, um caldeirão ou um recipiente onde você possa colocar o álcool de cereais e atear fogo… Uma erva solar (camomila, canela, hortelã…) – uma prece de agradecimento e uma prece de invocação do elemento fogo.

Esse ritual deve ser realizado às 18 horas, quando o crepúsculo se aproxima. Escolha um local onde você se sinta bem e possa sentir ainda os raios solares (ainda que já escassos devido ao horário)…

Coloque o caldeirão diante de você e as velas a direita e a esquerda do mesmo. Faça sua prece de invocação do elemento Terra e lembre de pensar na chama da vida que se mantêm constantemente acesa dentro de ti, na intensidade das paixões sentidas por você ao longo do ano, nos desejos, nas vontades. Tudo isso é alimentado por esse elemento. Respire fundo, acenda as velas e em seguida ateie fogo no caldeirão. Aprecie as chamas, feche os olhos e sinta-as em sua pele, em toda a extensão de seu corpo…

“Que o fogo “devore” o que por mim passou
Que o fogo “acenda” o que a mim irá chegar”

Jogue pequenos punhados de ervas solares dentro do caldeirão e sinta o perfume do elemento Terra no ar. Faça a prece de agradecimento e faça uma breve caminhada, buscando apreciar a paisagem e tudo que ela tem para oferecer a você. Se encontrar um galho, uma folha, uma flor, recolha e guarde consigo.

Blessed be
Marco Antônio

Ano novo ?!?

O ano novo pagão teve início no dia 01 de novembro como todos nós sabemos, mas no próximo dia 31 de dezembro chega ao fim o ano de 2009 que compõe o calendário gregoriano que foi estabelecido no ano de 1582 pelo Papa Gregório XIII, contudo, esse calendário não foi rapidamente adotado, sendo a Grécia o último país a fazê-lo, já em 1923…

Para os pagãos, a data não pede nenhuma celebração ou comemoração, já que seguimos o calendário lunar e o novo novo tem início no dia 01 de novembro quando celebra-se o estreitamento entre a nossa realidade e a realidade dos “mortos”…

Contudo, devido a energia cumulativa da data, devido as comemorações a nível mundial, é costume fazermos uma reverência aos 4 (quatro) elementos de forma a manter o nosso equilíbrio com a natureza.

Melhor ainda é encontrar uma forma de nos manter atentos aos nossos aprendizados, visando sempre rever nossos atos, passos e pensamentos: ser melhor hoje do que fomos ontem é uma obrigação nossa e para ser assim, precisamos aprender a conviver melhor com as pessoas e fundamentalmente com a natureza que não está aí a nossa disposição, muito embora, a grande maioria de nós pense assim, não é mesmo?

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Então vamos começar com o Ritual para o Elemento Terra.
Providencie um vaso que pode ser um panela, uma xícara ou qualquer outro objeto. Não esqueça que precisa ser feito furos nesse vaso para que a água não fique empoçada nele.

Providencie areia, pedra, serragem de madeira e terra vegetal ou terra comum.
Uma prece de agradecimento e uma prece de invocação do elemento terra escrita por você. Um pano para forrar o chão onde será feito o ritual, um cálice com água, um incenso de ervas, sementes e uma vela verde.

Este ritual deve ser feito no momento da mudança da Lua, ou seja, na próxima quinta-feira, às 16h31m. Sente-se no local escolhido por você, fique em silêncio por alguns segundos e em seguida deixe a música tomar conta do ambiente a sua volta. A música deve ser escolhida por você com antecedência. Eu escolhi Primavera de Vivaldi.

Faça a prece de invocação do Elemento Terra e comece a preparar a terra para o plantio de suas sementes. Lembre-se de pensar nas sementes crescendo, na força do elemento terra que permite a continuidade, na magia da natureza que faz com que a terra seja forte e fértil para o nosso proveito. Lembre-se ainda que é preciso respeitar esse ato sagrado.

Acenda a vela e faça a prece de agradecimento.
Pense no cuidado que você terá com essa terra e com as sementes que nela estão. Será preciso regar e em breve, será preciso um novo vaso para que as sementes cresçam forte.

Depois que terminar seu ritual, faça um chá de ervas naturais e beba, saboreando os prazeres da natureza e reverenciando essa magia natural. Enquanto isso anote as suas sensações e percepções em seu Livro das Sombras…

Blessed be
Marco Antônio

Fotos do Ritual de Yule I

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>> Luminárias acesas no jardim para agradecer a continuidade…

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>> Árvore de Yule e mesa do banquete de Yule…

Mais fotos a seguir…

Fotos do Ritual de Yule II

21122009098Decoração de Yule

21122009100 Guirlanda de Yule

21122009096 Rosca de Yule

21122009097 Biscoitos de Yule

21122009102 Tora de Yule

21122009104Arranjo do altar…

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Altar de Yule

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Tronco de Yule

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Tronco de Yule II…

21122009106 Tronco de Yule sendo queimado

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Fogueira de Yule

Café da manhã…

Hora menor.
9 horas da manhã…

Sentamos a mesa com um belo vaso de rosas vermelhas a mesa, xícaras com chá de anis estrelado (delicioso) frutas (melancia) pão salgado (quatro queijos) e pão de queijo fresquinho…

O sol da manhã está agradável, os cantos dos pássaros estão dando uma sonoridade toda especial para o ambiente e o céu do azul com seus poucos riscos brancos completam esse cenário em que aos poucos vamos nos preparando para festejar Yule…

A Lu sentou-se a mesa com a gente e lá proferiu uma prece escolhida por ela (belíssima prece por sinal).

Danna dos mares revoltos
Da luz refletindo nas águas
Nos permita caminhar pelos vãos sagrados do ar
Nos brinde com sua sabedoria

Me permita sonhar com o futuro
Me permita enxergar os lugares obscuros
onde apenas a tua luz consegue alcançar

Que a vida siga sua sina
na arte dessa dança mágica
Senhora de magia infinita
que comando a luz do dia
em teu caldeirão de poções
onde a escuridão lentamente se desenha

Traga a alegria da vida para todas as coisas vivas
Traga a beleza de ser filho de teu abençoado ventre
E receba meu agradecimento a cada pôr do sol
Onde a escuridão se curva diante de tua infinita luz

Eu danço em teu nome para celebrar o teu reino
Eu festejo a luz que me guia e orienta
Eu celebro assim o teu nome
Danna dos Tuatha de Dannan
Sempre que ergo meus olhos
em direção aos oceanos de Eriu…

Que assim seja e que assim se faça
Marco

Começando o dia…


O dia é dividido em quatro horas de poder que são: as seis da manhã, as seis da tarde, o meio dia e a meia noite. E as quatro horas menores, as três da manhã, e as três da tarde, as nove da manhã e as nove da noite…

Em dias de ritual (como hoje) essas horas são respeitadas por todos nós, praticantes da arte, já que o ritual não é apenas preparar o altar e dizer algumas palavras. É bem mais que isso. É uma prática constante, é uma dedicação diária que culmina na cerimônia de agradecimento por tudo aquilo que alcançamos em nosso cotidiano…

Por isso, o dia hoje começa com um Ritual de Purificação que é bem simples e dá para a casa uma sensação deliciosa…

Reúna os símbolos dos quatro elementos (terra, fogo, água e ar – sal grosso, uma vela na cor vermelha, um pequeno pote/bacia com água e um incenso de erva). Leve também a vassoura e um ramo de erva verde (escolha o que melhor lhe agradar). Na porta de entrada coloque o caldeirão com um pouco de água.

Na porta de entrada de sua casa, coloque fogo no caldeirão (importante que a chama precisa ficar acesa durante todo o ritual, então cuidado com a quantidade de álcool que você colocará). Acenda a vela e o incenso e comece a andar por toda a extensão de sua casa dizendo:

Com estas ervas sagradas, elementos mágicos e a luz do sol eu liberto todos os cantos da minha casa das energias negativas, acumuladas ao longo dos dias, purificando a tudo e a todos que aqui estão…

Que meu corpo físico, astral e espiritual sejam também libertados de toda forma de energia que equivocada que nele se encontre…

Que nesta morada que é meu corpo e minha casa não prevaleçam em momento algum nenhum tipo de sentimento negativo: inveja, ciúmes, ódio ou rancor.

Aqui só há espaço para a ciência da vida, a ciência do amor.

Que todas as energias da Deusa, dos guardiões e dos elementares sejam mil vezes bem vindas todos os dias…

Que todos aqueles que visitarem a minha morada sejam purificados e se assim não for que o próprio desconforto os levem para fora daqui com suas energias e sentimentos equivocados.

Em nome de todos os Deuses, Deusas e guardiães que assim seja e que assim se faça.

Ande por todos os cômodos da casa aspergindo água e sal, levando a fumaça do incenso e a chama a vela por todos os cantos. Não esqueça de deixar todas as portas e janelas abertas. Ao final, volte para a porta de entrada e repita:

“Eu liberto minha casa das energias negativas
E dou boas vindas as energias do meus amigos elementares que sempre estejam presentes nessa morada que é meu corpo, minha alma e minha casa”

Deixe na porta de sua casa todos esses elementos e uso a vassoura para varrer (espiritualmente) todas as formas de energia negativas que foram removidas de sua casa…

Sugiro que essa limpeza espiritual seja feitas as nove da manhã e depois da limpeza física da casa porque sujeira também produz energia negativa.

Grande abraço a todos e eu volto mais tarde…
Marco Antônio

O povo de Antares…

Décimo Capítulo

Apenas se os deuses querem
Ser homens, nós os cantemos.
E à soga do mesmo carro,
Com os aguilhões que nos ferem,
Nós também lhes demonstremos
Que são mortais e de barro.

Miguel Torga, in ‘Nihil Sibi’

Com o passar dos dias – muita coisa tornou-se Lenda em Antares e ficou difícil saber o que era fato real. As Sombras que se aproveitavam de corpos também ganharam o status de lenda, assim como as divindades que foram por alguns esquecidas… As próprias bestas cairam no conceito comum e como quase não eram mais vistas, também viraram lendas contadas pelos mais velhos que já não tinham mais o mesmo respeito de antes. Eram fracos, atrapalhavam a evolução e facilmente eram abandonados, pois era preciso alimentar os mais jovens que eram fortes e poderiam contribuir para com o avanço da espécie.

As mulheres também foram sendo ignoradas e muitos não davam mais atenção aos seus dizeres proféticos. O preço pago por tamanha ousadia não seria apreciado imediatamente, afinal, tudo acontece a contento…

A espécie humana, aos poucos, começava a exibir superioridade em força e intelecto. Eram realmente capazes de grandes feitos, uns mais que os outros e não demorou para surgir a lei do mais forte dentre aqueles povos. Havia muita coisa misteriosa por trás de cada atitude humana e como tudo era parte integrante de “uma lenda”, os créditos eram dados a própria evolução da espécie…

Não demorou para que um castelo fosse erguido e um Rei fosse encontrado graças a uma nova mística criada entre aquela gente que pouco sabia de si mesmo. “O herdeiro do trono de Antares será aquele que tiver a marca dos Deuses”… Disseram, porque os Deuses ainda eram citados sempre que necessário… E mesmo aqueles que discordavam de tais dizeres, preferiam abaixar a cabeça e concordar para não ser expulso do convívio comum…

O Rei deveria ser amado e idolatrado e em nome dele tudo passou a ser feito. Ele teve o direito de escolher dentre todas as mulheres de seu povo, a sua senhora. Aquela que deveria respeitá-lo e dar a ele um herdeiro, que receberia sua coroa e seu legado… Não levou-se em consideração a vontade da jovem escolhida, nem mesmo seus sentimentos. Importou apenas o interesse do homem que usava na cabeça uma coroa de pedras brilhantes e metal precioso…

Muitas mulheres simplesmente se afastaram e seguiram diferentes direções, o que serviu para gerar novos povos, novos costumes, diferentes culturas e outras muitas lendas…

Uma terra com vários Reis e novas marcações que não demorou a receber a alcunha de “fronteiras”. Um passo dado para fora das divisas criadas e uma guerra seria criada… As cercas se levantaram rapidamente, muito sangue foi derramado e eis que chegou o momento de uma lenda que ainda não havia sido contada por ninguém até aquele momento em Antares fazer valer sua força…

As filhas dos Deuses, cada uma em sua direção, recebeu o poder que a elas fora dado como presente… Começava assim a se definir o véu da superfície de Antares…

>> continua em janeiro…

O Alto da Colina…

Nono Capítulo

E é assim que alguém,
quando morto e ausente eu estiver,
irá escrever sobre a minha vida?
(Como se alguém realmente soubesse
de minha vida um nada,
quando até eu, eu mesmo, tantas vezes
sinto que pouco sei ou nada sei
da verdadeira vida que é a minha:
somente uns poucos traços
apagados, uns dados espalhados
e uns desvios, que eu busco
para uso próprio, marcando o caminho
daqui afora.)

Walt Whitman
Tradução. Paulo Leminski

Por ser o mais frágil de todos não acreditava-se na profecia da anciã do grupo Sul que dizia que “o mensageiro não terá força e será abandonado a sua própria sorte. Mas haverá força o bastante em sua mente para cumprir com seu destino que é estar diante de todas as conquistas e derrotas de seu povo”…

E assim, o jovem franzino fugiu das sombras e seguiu sua jornada rumo o alto da colina que era conhecida como sendo a casa dos Deuses. Ele era a esperança de sua gente que já sabia que as tais sombras que em outrora haviam sido aprisionadas pela Deusa, estavam novamente a solta e elas eram capazes de tudo, assim como muitos humanos…

O jovem franzino perderia sua juventude naquela caminhada. Não se contavam os anos por ali, mas se o fizessem, seria bem simples determinar que muitos anos se passaram até que Peter Aurius alcançasse seu objetivo.

O alto daquela colina não era exatamente o que ele esperava. Havia um homem sentado diante de uma porta que não levava a lugar algum. Ele estava sozinho, parecia velho demais para salvar qualquer coisa que fosse naquele planeta, mas logo Peter perceberia que mesmo limitado pela velhice, aquele homem ainda era capaz de muitas coisas, inclusive de ouvir os pensamentos dele:

_ Ande, venha até aqui… Eu estava a sua espera. Trouxe sua espada?
_ Espada? Não, claro que não. Nem tenho uma. Vim até aqui porque és tu a esperança de meu povo que sofre nas mãos daqueles que não tinham corpos e que hoje se aproveitam de nós para poder ser o que são.
_ Acha que é por isso que está aqui?
_ Sim meu Senhor. Precisamos de vossa ajuda…
_ Não é por isso que está aqui meu jovem. A voz rouca e fraca daquele Deus deixou Peter inquieto. Como era possível ele ser tão fraco? E como salvaria seu povo se mal conseguia falar? Então Peter o viu levantar e dirigir-se com dificuldade até ele. Seu corpo era pesado demais e Peter percebera isso tão logo seu Senhor apoiou-se sobre seus ombros. Ambos quase foram ao chão:
_ Como percebe, não tenho espada e nem sou forte. Preciso de ajuda…
_ E terás tudo que deseja e um pouco mais também… Mas antes terá que enfrentar-me. É esse o seu destino!
_ De forma alguma farei isso. E sei que não é esse o meu destino.
_ O que sabes tu de teu destino? Teu destino é enfrentar numa luta justa e derrotar-me. Então será teu o meu lugar e quando chegar o momento, deverá caminhar por essas terras em procura da jovem que irá seduzí-lo com tamanha beleza. Ela fará seu coração disparar incontáveis vezes. Ande, empunhe sua espada. Não podemos demorar…
_ Eu já disse que não tenho espada meu senhor…

Peter sentiu-se estranho, sentiu o chão tremer abaixo de seus pés, uma forte luz surgindo de todas as direções o deixou cego e quando se deu por si, estava com uma linda espada em mãos. Ela era feita do mais precioso metal de Antares e reluzia de forma impressionante. Mas a espada também era pesada e ele quase a deixou cair…

Não houve tempo para mais nada, o velho Deus veio em sua direção, com sua espada em mãos e tudo que Peter fez, foi apontar a espada na direção dele. A falta de ação por parte do Deus Ancião o fez ir de encontro a ponta da espada que varou seu frágil corpo para desespero de Peter que não sabia o que fazer.

Tudo a sua volta estava insuportavelmente silencioso, como se a Natureza a sua volta estivesse espantada com aquela atitude tão horrenda:

_ Meu Senhor, me perdoe… Não nos deixe, eu imploro… Meu Senhor, não nos abandone… És tu nossa única esperança…

Foi então que Peter sentiu seu corpo arder como se estivesse sendo queimado vivo. A dor era insuportável e ele foi ao chão, inconsciente…

>> continua:
Décimo Capítulo

O Altar de Yule

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Hoje, vou encerrar o tema Yule dividindo com você a minha experiência sobre como preparar o Altar de Yule…

É muito importante que você se lembre que não há regras ou um padrão a seguir quando a essa decoração, o que nós temos é que seguir a nossa intuição e fazer uso da nossa criatividade na hora de preparar o altar…

É claro que algumas orientações são válidas e fundamentalmente é preciso saber o que pode ser colocado no altar para representar todos os símbolos desse ritual… Então vamos lá:

Eu começo a preparar o altar logo pela manhã, com a aurora. Faço uma limpeza física no local escolhido para realizar o meu ritual e depois faço a limpeza astral com a vassoura, o sal, a água, o incenso e uma vela colocada no centro que irá queimar durante todo o dia, claro, dependendo apenas da velha escolhida…

Sempre escolho uma toalha verde ou vermelha, pois são estas as cores do Yule. Preparo um arranjo com folhas secas, frutas, pinhas, e velas para a mesa e também espalho folhas secas por todo o altar para representar o Rei Azevinho e o Rei Carvalho. Despedidas e boas vindas lado a lado.

Eu coloco três velas de um lado: a verde escura, vermelha e dourada que irão representar nascimento, vida e morte que é o que acontece nesse sabbat.

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As folhas secas que são espalhadas no altar serão queimadas na fogueira de Yule para dar continuidade a Roda do Ano. Algo “velho” se foi e o “novo” nos vem em seguida completando assim a magia da Roda do Ano…

Outros símbolos que eu gosto de colocar sobre o altar são: o cálice com sidra, o athame e o bastão mágico, o pentáculo, o caldeirão que neste ritual deverá ficar a esquerda no altar, incensário, prato com água, pedras e um prato com sal que será consagrado durante o ritual para ser usado durante as próximas luas…

Enfim, o importante é que você festeje com alegria esse momento e sinta-se pleno para dar continuidade a essa magia singular… A Roda do Ano continua a girar.

Eu aproveito para me despedir, vou fazer uma pequena pausa, mas voltarei em breve (claro, só no ano que vem)… Aproveito para desejar a todos um:

Feliz Yule e que em 2010 todas as energias estejam presentes em nossas vidas…

Que a gente seja mais gentil, mais tolerante, mais sincero e mais verdadeiro com os outros e conosco… Até breve!!!

Blessed be…
Beijitos da Francy´s

Herança maldita…

Oitavo Capítulo

(…)
Mas não! O veneno e o punhal
Disseram-me de ar zombeiro
“Ninguém te livrará afinal
De teu maldito cativeiro

Charles Baudelaire

Filhos das Sombras

Uma anciã que vivia sozinha perto daquele lago encontrou o corpinho do menino abandonado e logo pensou que sua mãe teria sido morta por uma daquelas bestas que viviam por todos os cantos…

Como não tinha filhos, ela adotou a criança que não crescia, não tinha forças, mal conseguia levar o alimento até a boca, andar era uma tarefa tão difícil quanto continuar vivendo. Ele tinha feridas que nunca se fechavam, nem mesmo com as ervas que sempre funcionavam…

Ela não suportava vê-lo assim, tão fragilizado. Tinha medo de que a qualquer momento ele não suportasse mais tanta dor. Se sofria (e de certo isso acontecia) ele nada dizia. Seus olhos eram tão opacos. não tinha o brilho comum que a maioria dos olhos humanos que ela conhecia, tinha… As vezes, ela mesma pensava em por fim aquela vida, mas não tinha coragem…

Certo dia, ela cortou-se ao fazer algumas tarefas e sem querer seu sangue escorreu sobre o menino que pareceu ser capaz de farejar aquele líquido avermelhado, ainda quente que ele sugou de sua pele com enorme vontade. Foi como despertar um animal selvagem: ele avançou sobre o braço ferido da mulher, sugando todo o sangue de seu corpo…

Rapidamente seu corpo desenvolveu-se, o menino fez-se homem, sua pele cicatrizou-se, seus cabelos cresceram… Estava forte, mas abrigava em sua mente a falta de compreensão de um menino. Tentou falar com a anciã, mas ela não respondia. Estava morta e sua compreensão era pouca naquele sentido.

Estava sozinho e naquele planeta inteiro não havia absolutamente ninguém igual a ele. Como qualquer humano, ele precisava ver, acompanhar, presenciar atos, movimentos para repetí-los, mas estava ali, ao lado de um corpo frio, cuja vida havia sido tirada por ele…

Diante da confusão sentida na pele, na alma e na mente, ele apenas fechou os olhos e adormeceu por algum tempo, como qualquer menino faria, só que ele não era mais um menino…

>> continua:
Nono Capítulo…

O filho das “sombras”…

Sétimo Capítulo

(…)
Fôrma sem forma, sombra sem cor
Força paralisada, gesto sem vigor;

Aqueles que atravessaram
De olhos retos, para o outro reino da morte
Nos recordam – se o fazem – não como violentas
Almas danadas, mas apenas
Como os homens ocos
Os homens empalhados.

T.S.Elliot

Filhos das Sombras

Todas as sombras reuniram-se ao pé do carvalho para discutir o que poderiam fazer com aquela novidade. Muitas idéias surgiram, mas a única aceita era também a mais cruel de todas elas. Eles pretendiam enganar os pais de quatro crianças e se aproveitar de um acontecimento raro para transformá-los em herdeiros de seus poderes, conseguindo assim que eles fossem um passo a frente:

_ Acredita mesmo que isso irá funcionar?
_ Claro que sim. Estou atenta a energia desse planeta. Quando o sol está de um lado e a lua do outro, formando uma espécie de linha, alguma coisa acontece nesse planeta e com a chama negra também, ela se intensifica… Então acredito eu que as invocações corretas, conseguiremos fazer com que essas crianças recém nascidas sejam nossas herdeiras…
_ Perfeito… Então que assim seja…

Mas não foi fácil iludir a mãe das crianças que não acreditava que um Deus fosse capaz de pedir tamanho sacrifício a uma mulher. Contudo, foi bem simples convencer os homens da grandeza desse feito. Eles sentiam-se orgulhosos diante da possibilidade de um filho seu ser o escolhido para honrá-los junto aos Deuses e no dia do nascimento dos escolhidos, sem que as mulheres soubessem, eles pegaram os bebês e os levaram até a chama negra para serem sacrificados em nome dos Deuses…

Mas tão logo as mães das crianças perceberam o que estava acontecendo, deram um grito tão alto que toda a natureza alarmou-se enviando aves de rapinas para recuperar os bebês, mas apenas três deles foram recuperados… A mãe de um deles havia falecido e não havia quem gritasse por ele e o pai, munido de um orgulho vergonhoso entregou o próprio filho a Targus que cortou a frágil pele do menino com uma adaga quente fazendo-o sangrar… O sangue do pequenino pingou gota a gota sobre a chama que ardia intensamente como se estivesse assim, sendo alimentada…

Por fim, rasgaram a garganta do homem que deu a eles um herdeiro e o menino foi alimentado com o sangue do próprio pai para em seguida ser entregue a chama que não o queimaria, pois lua e sol encontravam-se alinhados, como se estivessem olhando um para o outro.

O menino fora entregue a Targus que tentou criá-lo, mas o herdeiro da sombras não parecia ter herdado poder algum. Seu corpo era frágil demais, ele vivia doente, tinha dificuldade para respirar, não crescia e sua cor era sempre a mesma: pálida… Tudo isso deixou Targus indignado, afinal, alguém tão frágil não seria páreo para as filhas dos Deuses…

E como não tinha utilidade, o jovem menino fora abandonado nas águas escuras do lado sul para morrer. Mas o destino daquele menino já estava traçado e as águas sabiam disso, por isso ajudaram-no, deixando o corpo fragilizado dele junto a uma margem onde seria facilmente encontrado. E assim o foi…

>> continua:
Herança Maldita…

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