Para mim uma prece é um poema onde nossos desejos são “cantados” em voz alta para convencer a nós mesmos dos nossos desejos e vontades…
Nunca olhei para preces e orações como sendo uma conversa entre nós e os Deuses (seja lá qual for a sua crença) porque não acho que os Deuses tenha por obrigação ficar nos ouvindo e atendendo pedidos. Acho isso absurdo, sempre achei. Não consigo conceber a ilusão de que conseguimos algo por causa dos Deuses. Imagina, somos milhões de pessoas, não há forma onipresente o bastante para isso… Claro, esse é o meu pensamento. Eu sempre achei que as pessoas esperam mais dos Deuses que de si mesma e nisso há um enorme equivoco (inaceitável para mim)…
Nunca disse “Deus lhe pague” “Vá com Deus” porque sempre achei esses dizeres tolos. Contudo sempre gostei do dizer “Namastê” que trás em si uma referência humana agradável “O Deus que está em mim abençoa o Deus que está em você” e não há aqui qualquer manifestação religiosa o que me agrada muito.
Para esta quarta-feira eu escolhi uma prece que trago comigo há alguns anos, espero que apreciem os meus desejos nela manifestados:
Prece Celta
Que a ausência sentida por mim durante a minha caminhada
seja sinal da tua terna e viva presença em minha vida
Que eu saiba compreender as perdas
e que no final de tudo eu perceba que foram poucas
Que o luto necessário de tempos em tempos
me faça perceber o valor das coisas vivas
E que eu saiba, fundamentalmente valorizá-las em tempo hábil
Que eu me apaixone todos os dias por todas as coisas da vida
sejam estas boas ou não – sejam estas uteis ou não
Que as descobertas abracem minha vida e meu olhar
E que não me falte forças para caminhar
E que acima de tudo eu seja capaz não por Ti
mas por mim e por esta vida que desperta com a luz do sol
Força da manhã, velocidade do vento
Beleza das folhas e encanto das flores…Blessed be




Você está certíssimo! Cometi um engano ao atribuir o texto “Meu Sonho “, de Cecília Meireles, a Clarice Lispector. Sendo assim, substituí-o por um fragmento de “O búfalo”. Na verdade, Clarice escreveu romances, contos, crônicas. Entretanto, toda a prosa dela é cheia de poesia, devido ao intenso trabalho com a linguagem, e ao uso de recursos estilísticos próprios à linguagem poética, como metáforas, e pelo trabalho de recriação semântica, em que as palavras expressam além do usual. Se isto não é poesia, não sei o que, é, hehe.
abraço, garoto
Por: denise rangel em 11/11/2009
às 13:39
Pensei em tantos poemas, mas Drummond sempre me vem a cabeça. E tive que colocá-lo. Tb, tem coisas que podem se repetir, mas não enjoam, né?
Essa prece é bacana. Vou espalhar por aí!
Beijão!
Por: Danielle Lima em 11/11/2009
às 16:49