A lenda do Rei Fomor: Balor…

image Balor era um Rei Fomor, que também era conhecido por Balor do Olho da Maldade, pois poderia matar qualquer homem a quem olhasse com raiva.

Já era um homem velho e sua pálpebra pesava tanto sobre seu olho que eram necessários homens com cordas e polias a fim de levantá-la, para que ele pudesse matar seus inimigos…

Contra a tirania de Balor, os Tuatha Dé Danaan continuavam a lutar, mesmo sobre a liderança de Nuada, e esperavam por um salvador.

Balor certa vez, ouviu uma Profecia Druídica, na qual ele foi advertido que seria morto por seu neto. Sua única filha era Ethlinn, e para evitar que seu destino fosse cumprido, aprisionou-a numa imensa torre em Tor Mór, na Ilha de Tory. Doze mulheres a vigiavam e tinham ordens de não permitir que ela jamais olhasse para o rosto de um homem, e neste local, Eithlinn tornou-se uma bela e jovem mulher, tão solitária quanto o vôo do condor na infinitude azul…

Enquanto isso, na principal ilha da Irlanda, viviam três irmãos: Kian, Sawan e Goban. Kian possuía uma vaca mágica, cujo leite era tão abundante que todos tinham inveja dele e desejavam sua vaca e nessa longa lista estava Balor.

Um dia, Kian e Sawan chegaram à casa de Goban, para que novas armas fossem forjadas.  Kian dirigiu-se à forja, deixando Sawan guardando a vaca. Mas Balor apareceu, sob a forma de um pequeno garoto de cabelos vermelhos, dizendo ter ouvido o irmão dizer que usaria o melhor aço para sua própria arma, deixando o metal comum para Sawan. Enraivecido, Sawan correu para dentro da casa, enquanto Balor fugiu com a vaca, levando-a para a Ilha de Tory.

Kian, perturbado com sua perda, fez uma visita à grande Druidisa de nome Biróg, que enviou os irmãos à Ilha de Tory, trajando roupas de mulher. As guardiãs de Eithlinn pensaram que eles tinha chegado à costa fugindo de um abdutor, e ofereceram abrigo. Enquanto Biróg fazia as guardiãs dormirem com um feitiço, Kian ganhou acesso à Princesa Eithlinn, e ela deu a ele seu amor. Não demorou para que as guardiãs de Eithlinn descobrissem o que tinha acontecido.

Temendo a fúria de Balor, elas convenceram Eithlinn que tudo não passava de um sonho, mas no devido tempo, Eithlinn era mãe de três filhos, e a notícia chegou a Balor que ficou enfurecido diante da notícia. Ele então ordenou que os três filhos de Eithlinn fossem afogados num dos redemoinhos da ilha.

A caminho para cumprir suas ordens, um dos homens de Balor uma das crianças caiu numa pequena baía. Para evitar problemas, os homens de Balor confirmaram que haviam cumprido a missão a eles imposta, mas eles só haviam afogado duas das três crianças.

A criança que caiu na baía foi resgatada por Biróg, que a devolveu ao seu pai, Kian que por sua vez a entregou ao seu irmão Goban, que deu a ele o nome de Lugh e ensinou ao garoto sua profissão.

“Amedrontador era o trovão que caia sobre o campo de batalha; o grito dos guerreiros, a quebra de armaduras, o brilho do choque de espadas; de força; a música e harmonia dos dardos e o canto das lanças.”

Os Fomors novamente precisaram defender seu território e para isso trouxeram seu campeão Balor, e diante de seu Olho da Maldade, Nuada e muitos outros Danaans caíram. Mas lá estava Lugh (o neto de Balor) que dele se aproximou atentamente aos movimentos de sua pálpebra e quando observou o movimento lento de levantar-se da pálpebra, ele lançou uma enorme pedra em seu olho, que penetrou no cérebro de Balor, matando-o.

Enfim, o destino de Balor prevaleceu, ele fora morto por seu neto… E os Fomors foram expulsos, perdendo seu poder sobre a Irlanda para sempre e Lugh foi feito Rei após a morte de Nuada.

 


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Lunna Guedes é poeta, escritora, bruxa, um pouco disso, um pouco daquilo… Escreve no blog Casa do Mago as segundas e sextas-feiras e diariamente em seu Blog Teorias Impossíveis

Artigos anteriores sobre o mesmo tema:
A lenda da filha do Rei da Juventude
As muitas lendas Celtas
Uma nova realidade na ilha
A civilização Nemed
Os Celtas na Irlanda
A religião Celta
Os bárbaros estão chegando
Os Celtas chegam a Etruria
O povo Celta
Um pouco da história do povo Celta

Esse texto expressa pura e simplesmente a opinião do autor sobre o assunto, não se trata de uma crítica ou agressão as diversas formas de religião existentes.

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Sobre Marco Antonio

Engenheiro por formação, artesão por definição. Um praticante dedicado das boas coisas da vida...

2 Responses to “A lenda do Rei Fomor: Balor…”

  1. Madalena Barranco says :

    Olá Lunna & Marco,

    Ahh, que saudade deste blog recheado de magia!
    Gostei da história e de sua moral… O destino de quem reina na treva sempre acaba Mal…

    Beijos

  2. Luma says :

    Me senti em Avalon!! Não adianta fugir do destino, não é mesmo? Enfim, trocou a vaca pela vida! :D Bom fim de semana! Beijus

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