O Altar de Lammas
Boa noite pessoas, hoje eu vou ensinar vocês a preparar o seu altar para Lammas. O altar para as práticas rituais dos pagãos representam o centro das energias, uma maneira de canalizar tudo a sua volta para um determinado ponto – por isso o posicionamos tradicionalmente no ponto Norte que representa o elemento Terra.
No altar, tradicionalmente são organizados com representações dos Quatro Elementos (terra, fogo, água e ar) e das Divindades.
A decoração do altar fica sempre a crédito da nossa própria imaginação e criatividade. Não há exatamente um procedimento a ser seguido, basta você sentir-se confortável e conhecer bem o ritual que irá praticar. Lembre-se que é através do seu altar que irá homenagear ou simplesmente agradecer aos Deuses…
Em Lammas por exemplo, vamos agradecer a Primeira Colheita, é um momento de festejarmos os alimentos que vão diariamente a nossa mesa. Também é um momento de reflexão pois o Deus Lugh sacrificou-se para que a vida tivesse continuidade. Mais uma vez a Roda do Ano seguiu seu curso natural e somos felizes por isso…
Portanto, levemos para o nosso altar as frutas e legumes que são colhidos na Primeira Colheita como forma de agradecimento. O caldeirão para representar o ventre da Deusa e a própria Terra. As sementes que nos é entregue pela Deusa, ela garantirá a nós a continuidade da Vida…
Também podemos adornar o altar com velas nas cores desse ritual (marrons e laranjas) – representando os elementos: incenso de sândalo (ar) um píres com sal (terra) um cálice com água (água) e uma vela (fogo)…
Ramos de trigo representando a colheita, pão de Lammas representando todos os elementos e o Pentagrama representando o homem diante do universo.
Abaixo, algumas fotografias de Altar de Lammas para que você possa ter uma idéia do que fazer na hora de preparar o seu altar.
Desejo a todos vocês que forem festejar Lammas nesse sábado, dia 01 de agosto muitas alegrias e que os Deuses estejam com todos nós. Namaste…
Francy´s
Outros posts sobre o Ritual de Lammas:
Boneca de milho
A garrafa da bruxa
Receita do pão de Lammas
O próximo ritual
Receita de Arroz de Afrodite
Lammas
Desventuras…
Boa tarde a todos os visitantes da Casa do Mago…
Eu e a Lu voltamos tiramos uns dias de folga (ferias merecidas) por isso o blog ficou sem atualização – não avisamos nada, porque foi algo repentino, bem no meio da madrugada…
Aproveitamos a paisagem, os momentos, os horizontes e agora, aos poucos, estamos voltando ao nosso cenário comum.
Bem, mas agora aproveito para postar as fotos de uma outra viagem, a que fizemos pelo nosso bairro na volta. Espero que apreciem o Alto da Lapa através do nosso olhar…
Casa 91 na Duarte da Costa, a Lu adora essa paisagem…
Segundo a Lu, o outono estava desejando continuar por aqui…
Pausa para um ciocolatta no Fran´s Café da Duarte da Costa
E fomos ao Sebo “Sebolândia” na Pio XI
saímos de lá com livros e cd´s como de costume
Anoiteceu repentinamente
no inverno as cores se renovam mais cedo…
Boneca de milho
Como o ritual de Lammas celebra a Primeira Colheita, um dos costmes é a confecção da “Boneca do Milho”. Eu vou ensinar aqui hoje um modelinho bem simples que é feito a partir de lã e que eu encontrei aqui. O procedimento é bem simples e dá pra você usar o mesmo porcesso na hora de fazer com as palhas do milho.
Siga as seguintes etapas:
A Boneca do Milho é tradicionalmente feita a partir da palha do milho por representar a fartura. É costume queimar a boneca feita no ano anterior, representando assim o sacrificio do Deus – logo em seguida se confecciona a nova Boneca do Milho que costuma-se colocar atrás da porta da cozinha para que nunca falte alimentos em sua casa…
Esse costume também faz parte da cultura das cidades do interior brasileiro há muitos anos…
Por hoje é só,
Beijitos
Francy´s
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Lammas
Existe a hora ideal para o sexo?
Você vai se surpreender quando souber que a resposta é SIM…
Pois é, o melhor momento para o sexo é exatamente quando você e o seu parceiro estão a fim. Certo? Digamos que esse seja o pré-requisito mínimo para um sexo agradável…
Mas nem tudo é assim tão simples. Não mesmo…
Acontece que por uma artimanha da natureza humana, existi sim uma hora do dia em que nosso organismo está mais propenso ao sexo.
Então, respira fundo e se prepare porque esse horário é totalmente diferente para homens e mulheres. Para elas, o melhor horário é à noite, a partir das 19 horas. É nesse período que ocorre uma redução dos níveis dos hormônios conhecidos como: progesterona e testosterona…
Já nós homens, estamos mais propensos e motivados para o sexo na parte da manhã, entre 8 e 12h que é quando os níveis de testosrenona estão mais altos…
Bem que poderia existir um meio termo, não acham?
Grande abraço
Marco
O que vai para sua mesa?
Dizem por aí que não podemos julgar um livro pela capa, mas quando o assunto é alimento industrializados, não só podemos, como devemos nos preocupar com as embalagens que saltam aos nossos olhos nas prateleiras dos supermercados…
Sim, elas estão cada vez mais coloridas, seus lugares nas prateleiras são escolhidos cuidadosamente por pessoas que sabem exatamente como atrair sua atenção…
Pois bem, essas embalagens são verdadeiros vilões no nosso cotidiano. Além de todas aquelas informações, nem sempre fáceis de serem compreendidas, tais como: informação nutricional, porção, informação nutricional complementar, selos, data de validade, proteínas, valor energético e calórico, vitaminas, porcentagem de valores diários e muitas outras que nem sempre a gente lê – existe ainda as questões que não são descritas pelos fabricantes e que podem sim, fazer muito mal a sua saúde.
Até chegar a sua casa, uma simples caixa de cereal por exemplo, passa por muitas mãos que podem não terem sido higienizadas. Pior que isso, alguma vez na sua vida, você já esteve em um depósito de supermercado? Bom, é a própria visão do caos e se a vigilância sanitária pega nos pés das cozinhas de inúmeros restaurantes da cidade, o mesmo deveria ser feito com relação a esses depósitos, mas…
Portanto, cabe a você estar atento. Tão logo o produto chegue a sua casa, tome alguns cuidados. Em se tratando de enlatados: lave-os com água e sabão antes de guardar em sua despesa. Produtos que não podem ser lavados, devem ser limpos com uso de pano e álcool…
Você pode até achar um exagero, mas esteja certa de que não é. Fazemos isso aqui em casa sempre que as compras chegam do supermercados e sempre ficamos assustados com a sujeira que fica nos panos e na água de enxágüe das latas e garrafas que trazemos.
Agora, imagine isso tudo: bactérias, fungos, entre tantas outras coisas, como: coliformes fecais, urina de rato… Indo para dentro de você e das pessoas de sua família! Um horror, não é mesmo?
Grande abraço
Marco
O Deus pagão…
Na semana passada eu falei aqui sobre a “Deusa Mãe” e seus muitos mistérios junto ao paganismo. Resolvi continuar o tema falando sobre a figura mística do Deus no paganismo que para muitos é muito mais complexa que a figura da Deusa…
Contudo, é algo bem simples de compreender, principalmente para aqueles que vêem de uma outra cultura ou religião. Muitos que começam a praticar a Arte sentem uma enorme dificuldade de se conectar ao Deus, que é o Cernnunos, o Green Man e o Velho Sábio. Ele, assim como a Deusa, vive suas três fases distintamente…
Ao abraçar a cultura patriarcal que vigora em toda a sociedade, vamos de encontro a figura de um Deus, distante e ausente das nossas vidas. Ele está fora de alcance com sua força incomum e sua grandiosidade…
A figura do Deus para o paganismo é a de um homem que nasce da Deusa em Yule – aqui, ele é o menino da promessa, que ressurge das trevas para devolver a Terra a esperança da continuidade, a certeza de que a vida prevalecerá. Ele é o Deus semeador, que crescerá forte e absoluto para fertilizar o ventre da Deusa e todos os campos… Enquanto Cernunnos, o belo jovem garboso, ele corre pelos campos para encontrar sua amada. Ele a persegue, caçando-a por entre os arbustos e árvores que assim como ele, voltaram a vida. A Natureza fica em festa e quando ele finalmente encontra sua amada, a primavera devolve a Terra a plenitude da Vida…
Ele é a Natureza selvagem, a força fertilizadora, a energia vital que permeia a vida. Ele é o Sagrado Masculino, o companheiro da Deusa, aquele que dança o balé das estações do ano.
Antes de qualquer coisa, preciso explicar que o aspecto selvagem do Deus não está ligado à violência, está ligado a sua natureza, ao seu aspecto animal que vive em seu habitat natural.
O lado selvagem do Deus garante a ele a liberdade, a naturalidade de suas ações.
O Deus é o Cornífero, cujo símbolo são seus chifres. Sua bela galhada que simboliza a vida natural e selvagem, pois muitos de seus animais selvagens: o alce, o veado, entre tantos outros, também o possuem.
Mas o Deus é também o Green Man, que é tão bom quanto ruim. Ele é aquele que dá a vida ao semear os campos e o ventre da Deusa – mas é também aquele que toma de volta a vida daqueles que cumpriram com seu destino. Ele é ardiloso, cruel, vingativo e usa sua ceifadeira para tomar de volta para si a vida que tem origem nele próprio…
O Deus é ainda o Velho Sábio que se sacrifica para cumprir para com seu destino, para que a roda do ano continue sua dança. O Velho Sábio que segue rumo ao Vale das Sombras onde esperará por sua amada que irá ao seu encontro e será lá, no Mundo dos Mortos que eles se tornarão um só e ele voltará a vida no ventre da Deusa que sua amada, mulher e que em Yule será sua Mãe, aquela que dá a vida a ele por amor não apenas a ele…
Para aqueles que estão iniciando sua caminhada na Arte, não se preocupem com a dificuldade em aceitar e compreender esse Deus humano, que ergue a espada para lutar contra si mesmo…
Conectar-se a figura mística do Deus pagão é também uma arte que deve ser aprendida e compreendida lentamente. É preciso entender que a Natureza é um ciclo contínuo, com começo, meio e fim. E tudo que se origina nela, assim o vive.
O Deus pagão está ao alcance dos olhos, da alma, está a nossa volta e está em nós. Ele é o lado selvagem que todos nós temos vivos dentro de nós. É a nossa vontade constante de não desistir, é a coragem que nos faz enfrentar os mais difíceis obstáculos, mas é também a nossa raiva, a nossa inconstância…
Blessed be
Lunna
Escrevo também em:
Teorias Impossíveis
Mais uma receita para Lammas
Salada de grãos
Um dos pratos favoritos da Lu é justamente salada – o que me leva a dizer que já comi diversos tipos de salada, contudo, como o assunto aqui é o Ritual de Lammas a Lu está nos brindando com uma deliciosa receita de Salada de Grãos que é super fácil de fazer. Então vamos lá? Você vai precisar de:
Ingredientes
02 cenouras raladas
01 xícara de milho verde
03 rabanetes ralados
01 xícara de grãos de soja
01 xícara de chá de grão de bico
01 xícara de chá de arroz integral
01 colher de sopa de aveia
01 cebola grande picada
01 xícara de azeitona picada
01 xícara de queijo branco picado
200 grs de vagem picada
1/2 kilo de tomates cereja
Procedimento.
Doure numa panela com um pouco de margarina, meia cebola picada, acrescente o tempero desejado (sal, salsinha, óregano) acrescente a cenoura ralada, a vagem, o milho verde, o grão de bico e os grãos de soja. Acrescente meio copo de água e deixe cozinhar em fogo baixo. Não esqueça de tampar a panela. Reserve, assim que estiver cozido al dente.
Em uma vasilha (refratário ou outro qualquer) coloque o queijo branco, o tomate cereja, a azeitona, a aveia e o rabanete.
Assim que os legumes esfriarem, despeje sobre os demais ingredientes, misturando-os com uma colher de madeira. Por fim, acrescente o arroz integral cozido e aveia…
Prepare um molho com:
02 colheres de sopa de requeijão
01 colher de azeite
1/2 xícara de água
sal e tempero a gosto
suco de 1/2 limão
Misture o molho na salada assim que for servir.
Além de ser bem fácil de preparar, é uma delícia.
Grande abraço
Marco
Lua Negra…
Este post foi removido pelo autor, para acessá-lo, clique aqui
Uma nova guerra…
Quem conhece a história da Irlanda sabe bem que por mais belezas que o lugar tenha, sempre existiu guerras naquela ilha – pelos mais diferentes motivos: terras, religião, costumes, entre muitos outros. Por muito tempo a Irlanda foi dividida em duas partes iguais nos tempos mais recentes quando era conhecida por Irlanda do Sul e Irlanda do Norte, sendo uma cristã e a outra ortodoxa ou pagã. A religião foi o último motivo de uma guerra que matou inúmeras pessoas e o passado dessa ilha nos leva de encontro a um verdadeiro mar de sangue…
Quando os Thuatha dé Dannan ocuparam Tara derrotaram os Fir Bolgs, como falei no post anterior, mas não demorou para que os outros habitantes da ilha se levantassem contra eles.
Embora fosse esperada, a guerra não veio de imediato. Era importante para todos os lados envolvidos que houvesse honra e dignidade e que ambos pudessem mostrar seus valores enquanto guerreiros, enquanto homens.
O prazo de trégua findou no dia 31 de outubro, dia de Samhain – quando se inicia um novo ano de acordo com as tradições pagãs.
Os primeiros combates, ocorreram à poucas léguas dos portões de Tara (capital do reino dos Thuatha dé Dannan. O local em questão ficava relativamente próximo do lugar onde tempos antes havia ocorrido a guerra contra os Fir Bolgs, o que resultou na tomada de Erin e seus domínios.
A guerra entre os Fomorianos (que foram várias vezes expulsos da ilha por diferentes povos que passaram pela Ilha) e Thuatha dé Dannan ficou conhecida como “Batalha de Moytura Setentrional” por ter acontecido na planície de Moytura Setentrional.
Conta a história que num primeiro encontro os Fomorianos venceram os guerreiros dos Thuatha dé Dannan que estavam de prontidão para evitar um ataque surpresa a Tara. Vencidos sim. Derrotados não. Os sons dos ataques foram suficientes para despertar a atenção dos danianos que se preparam para a chegada de seus inimigos…
O que se sabe é que tal guerra foi uma espécie de “Armagedon” com milhares de corpos mutilados espalhados pelo chão e um horizonte de total destruição por todos os lados. Os Thuatha dé Dannan sairiam vitoriosos e mesmo com toda aquela paisagem deprimente a sua volta, ainda encontraram motivos para festejar.
Conta a lenda que Morrigan subiu no mais alto cume para cantar aos quatro cantos a vitória de seu povo. Celebrou-se então um tempo de paz que não duraria muito – em uma visão assustadora Morrigan previu o fim de seu povo, mas dessa vez não haveria guerras ou pragas, apenas o surgimento de homens sem honra e sem força, mulheres fracas e sem pudor, velhos sem sabedoria ou magia. Falta de crença na natureza e em seus atributos. A falta da palavra empenhada seria a desgraça daqueles homens que começavam a surgir dentre eles. Seria um período de miséria que levaria milhares de séculos para ser superado…
Continua…
Artigos anteriores sobre o mesmo tema:
Uma nova realidade na ilha
A civilização Nemed
Os Celtas na Irlanda
A religião Celta
Os bárbaros estão chegando
Os Celtas chegam a Etruria
O povo Celta
Um pouco da história do povo Celta
Esse texto expressa pura e simplesmente a opinião do autor sobre o assunto, não se trata de uma crítica ou agressão as diversas formas de religião existentes.
Esta obra está licenciada sob uma
Licença Creative Commons.
A Garrafa da Bruxa
Em Lammas, um dos costumes antigos é fazer a “Garrafa de Bruxa” que pode ser uma garrafa de proteção, prosperidade, amor… Ou seja, depende de você o resultado final, como tudo na nossa vida…
A tradição dessas garrafas gera contradição como quase tudo que envolve a prática da bruxaria, mas eu sempre tive uma em minha casa e gosto do sentido por trás da arte…
Eu vou ensinar aqui a fazer a garrafa de proteção para sua casa que além de ser um meio interessante de mandar embora as energias negativas que as vezes rondam o nosso espaço sagrado também é um excelente objeto de decoração.
Então vamos lá, você vai precisar de:
- uma garrafa limpa de vidro
- alfinetes
- pregos
- parafusos
- grãos de feijão
- grãos de arroz
- grãos de milho
- pimentas inteiras
- sal marinho ou sal grosso
- canela em pau
- cravos da índia
- sementes de girassol
Antes do ritual de Lammas, escolha o lugar onde irá confeccionar sua garrafa, coloque um pano sobre o lugar…
Primeiro coloque os grãos.
Não existe quantidade ideal, apenas você pode sentir o quanto necessário é pra você.
“Que a colheita seja sempre farta
Que nada venha a faltar em minha casa”
Depois acrescente o sal marinho ou sal grosso enquanto diz:
”Que as energias sejam sempre renovadas
Que coisas boas sejam sempre bem vindas a minha casa”
Em seguida acrescente os pregos, parafusos, alfinetes, a pimenta e a canela em pau:
“Sejam bem vindos todos aqueles que vem a esta casa
Onde só os bons pensamentos podem entrar
Que o vento norte sopre bem forte o que não for positivo
Tudo que for vingativo, equivocado, errado
Fique lá fora e que não cruze os portões de meu espaço sagrado”
Por fim, tampe a garrafa enquanto diz:
”Que a Natureza que habita em mim
Habite em você se assim for de seu desejo
E que em você esteja a chave da serenidade e tranquilidade
Que mantêm distante todas as energias negativas!”
Que assim seja e que assim se faça…
Coloque sua garrafa no altar de Lammas e a deixe lá para ser purificada durante o ritual. Depois é só escolher o lugar onde ela vai ficar em sua casa. É importante mantê-la próxima a porta de entrada para que o efeito desejado aconteça.
Bem, por hoje é só.
Beijitos
Francy´s
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Lammas
Tertúlia Virtual
Bem, é a primeira vez que participo da Tertúlia Virtual promovida pelo Eduardo e pelo Jorge que vive sua última edição – então estou com aquela sensação de ser o último a chegar…
Como o tema proposto pelo Tertúlia é livre – eu opto por falar do FIM… Porque absolutamente tudo na vida tem um fim!
Como sou o namorido de uma escritora, convivo com vários tipos de finais. Sempre que ela inicia uma história nova, sei que dentre algum tempo teremos um momento delicado. Ela se apega aos personagens, como se fossem reais e estivessem lá o tempo todo: no café da manhã, no almoço, durante o filme e assim segue ao longo do dia. Quando a história conhece aquela palavrinha indigesta “FIM” sei que será um instante delicado, até que algo ocupe aquele espaço deixado por aqueles seres que fizeram parte do cotidiano dela… Mas é passageiro.
O fim da vida é uma outra possibilidade, intitulada morte. Um dia estamos lá, vivendo nossas histórias, confeccionando nossas falas, tecendo cenários e então, segundo dizem os filmes, você tem um breve relato sobre tudo que fez e tudo acaba, silenciosamente, munido ou não de dores e lamentos, conforto e tranquilidade. Tudo depende absolutamente do que você fez até aquele momento… Então só você mesmo pode dizer: valeu a pena!
O fim de um relacionamento quando você percebe que não está mais lá e tenta compreender o que foi que aconteceu e nem sempre encontra respostas. Só entende que acabou e que é preciso recomeçar…
Mas o curioso nisso tudo é que a palavra FIM sempre nos ensina que antes de tudo é preciso compreender a nós mesmos para enfim recomeçar de alguma forma… Nada dura para sempre – a eternidade depende apenas de nós…

Então que assim seja…
Da minha parte eu vou aguardar!
Abraços
Marco
Lua Minguante em Touro nesta quarta-feira…

Nesta quarta-feira terá inicio a fase minguante da Lua, sendo que a lua estará fora de curso das 12h07 até as 19h30.
Claro que sentiremos os reflexos de tudo isso: um pouco de inquietação, o que é normal, já que a Lua Minguante nos leva de encontro a nós mesmos e isso é sempre inquietante para a maioria das pessoas. Então, tentem respirar pausadamente, tomar um chá de ervas e se preparar para um longo dia com um belo banho de folhas. Sim, folhas de frutas para deixar o corpo mais leve, mais agradável.
A partir das 18h30 min. precisaremos estar atentos para recuperarmos energias perdidas. Um chá, uma pausa no cotidiano e uma meditação. Acenda uma vela para a Deusa Ceridwen e peça ela o dom da magia interior. Reflita e se prepare para o momento que virá depois. Sim, em breve estaremos diante da Lua Negra, então é melhor sentir as coisas e a si mesmo.
A fase Minguante da Lua começa as 6h54 e ingressa em touro às 19h31m…
O nosso emocional estará mais sensível e poderemos confundir muitas coisas. Melhor ficar atento. Leia um livro. Prepare uma receita fácil e agradável. Que tal fazer um bolo de frutas cristalizadas. Hummmm…
Ceridewen é a Deusa da Sabedoria e também a Dama do Caldeirão. Cozinhar nessa fase da Lua nos trás muita satisfação. Então vamos a cozinha. Não esqueça de acender uma vela laranja por lá…
O início da Lua minguante marca um momento de recolhimento, fechamento de pendências e planejamento.
Meditando com a Lua Minguante
Encontre um lugar agradável para você. Sente-se. Acenda um incenso para meditação. Observe o local a sua volta. Respire lentamente. Visualize a lua como um todo e observe suas fases lentamente. Lua Negra, Lua Nova, Lua Crescente, Lua Cheia e por fim, observe-a minguante lentamente… Se curvando para a esquerda, envolta pelo céu escuro.
Ela é a anciã, a velha que ultrapassou a menopausa, o poder de terminar, da morte. Todas as coisas devem terminar a fim de suprir os seus inícios. O grão que foi plantado deve ser cortado. A página em branco deve ser destruída, para que a obra seja escrita. A vida se alimenta da morte - a morte conduz à vida e, nesse conhecimento, encontra-se a sabedoria.
A velha é a mulher sábia. Sinta a sua própria idade, sem medos ou receios. Sinta a sua pele, o seu aspecto. Relaxe lentamente, não se acanhe caso as lágrimas apareçam. Apenas sinta toda esse energia fluindo através de você… A sabedoria da evolução armazenada em cada célula do seu corpo.
Conheça o seu próprio poder para terminar, para perder assim como ganhar, para destruir aquilo que está estagnado e decadente. Eu gosto de queimar uma folha em branco dentro do caldeirão para finalizar aquilo que ficou perdido. Também gosto de escrever palavras numa folha de papel e queimá-la como mantra.
Por fim, visualize a velha em seu manto negro sob a lua minguante. Invoque seu nome “Ceridwen” e receba dela um abraço que irá te preparar para os próximos dias, o seu encontro com a Lua Negra – a Lilith.
Faça uma prece e fique em silêncio por alguns instantes, o quanto for necessário para você e sua alma.
Grande abraço a todos
Marco
“Os horizontes”…
Você tem o seu favorito?
O horizonte corta o espaço e nos divide em duas partes:
o que somos e o que gostaríamos de ser.
Com toda certeza, em algum momento você já se perdeu ao olhar para aquela linha imaginária que nossos olhos avistam ao vislumbrar céu e mar numa mesma paisagem. Sim, sem dúvida é através do mar que temos a mais perfeita manifestação de um horizonte. Como não há obstáculos, temos apenas a paisagem que nos leva de encontro a uma ousadia ilusória. Sim, se “navegarmos” até lá… Não se iluda. Não há como alcançá-lo, mas curiosamente, essa doce sensação nos acompanha desde a infância. Quantos de nós já não pensou em fazê-lo?
Eterna impermanência?
Sim… Quando embarcamos numa viagem de trem pelos interiores urbanos, acabamos “marchando” de certa forma a nós mesmos. A linha do trem nos conduze rumo a uma só possibilidade, enquanto ao nosso redor se constrói uma linha sobrea que perpassa todas as paisagens. O horizonte parece distante o bastante, mas não para passar desapercebido. É uma outra viagem – nossos olhos desejam descobrir o que há além da paisagem que parece se findar naquela saborosa linha imaginária…
Os limites urbanos…
Mas nas grandes cidades também há linhas que prometem aos nossos olhos estranhas formas de horizontes. Lembre-se que a palavra horizonte vem do grego e seu sentido é poético, quer dizer: limitar. Ou seja, o limite da cidade é o limite do nosso olhar. Por isso ficamos com a doce sensação de que o horizonte urbano nos exibe um “mar” de mistérios…
E você, já se perdeu tentando imaginar o que o horizonte esconde dos olhos seus?
A Deusa Mãe
O paganismo cultua há anos o Mistério da Grande Mãe e seus muitos nomes que surgiu entre os homens quando estes ainda tentavam compreender a si mesmo…
Voltando no tempo e espaço, nos deparamos com uma civilização ainda por descobrir-se, não apenas no que se refere a si mesmo, como a tudo mais que existia a sua volta. Os povos primitivos não demoraram para identificar na Terra o aspecto feminino, já que é na mulher que se encontra um dos aspectos naturais da Terra: o poder de dar a vida.
Assim sendo, a Terra seria representada pelo “grande útero” – o lugar onde tudo é gerado. Não demorou-se para que a figura de uma mulher fosse reverenciada como a Grande Mãe de tudo e de todos – Gaia foi um dos muitos nomes que ela recebeu…
Com o passar dos tempos, diferentes tribos deram a figura mística feminina diversos nomes – outros simbolismos como a Lua para o qual eles atribuíam o fator da continuidade da vida. Sim, eles acreditavam que as mulheres engravidavam através do poder da Grande Deusa manifestada a partir do grande astro luminoso, que na Fase Cheia estava mais próxima da Terra, exercendo forte influência sobre os animais, plantas, mares e sobre o próprio ser humano.
O culto a Grande Deusa remonta a Era de Touro (4304 a 2154 a.C.) que é atribuída à antiga cultura egípcia, que tinha a vaca como Deusa da Fertilidade e a pecuária como principal cultura. Os astrólogos dizem que essa foi a era em que a cultura egípcia se desenvolveu e foi o centro da civilização.Com o final da Era de Touro, o domínio egípcio cessou e deu lugar a Carneiro, o signo que passou a dominar. Os astrólogos dizem que foi Israel que dominou essa era, devido ao sacrifício do cordeiro, o ritual mais marcante da religião de Israel, além da ovinocultura (criação de ovelhas), sua principal cultura.
Foi na Era de Touro que o respeito ao feminino e o culto aos mistérios da procriação foram difundidos. Nas culturas primitivas a mulher era tida como a única fonte da vida, tanto que os lugares onde ocorriam os partos eram considerados sagrados e foram justamente nestes lugares que surgiram diversos templos de veneração à Deusa.
Com o avanço da agricultura, a importância do solo passou a ser primordial e a Grande Mãe Terra (a Deusa) se tornou o centro de culto das tribos primitivas. As mulheres eram consideradas responsáveis pela fartura das colheitas, pois eram elas que conheciam os mistérios da criação. Existem várias estatuetas femininas como as Vênus de Willendorf, de Menton e Lespugne, representando a sacralidade feminina e os poderes mágicos e religiosos atribuídos à Deusa na época do Paleolítico e Neolítico.
Ela esteve presente em todas as partes do mundo sob diversos nomes e aspectos: Kali na Índia, Ishtar na Mesopotâmia, Pallas na Grécia, Sekhmet no Egito, Bellona em Roma e assim sucessivamente. As Grandes Deusas da Antiguidade exerciam o domínio tanto sobre o amor como sobre a guerra.
O símbolo da Grande Deusa é o caldeirão, que representa o mundo que ela criou e carrega em seu ventre. Este objeto é associado à Deusa porque a criação se parece com o que se pode realizar no interior do mesmo. O mundo é uma maravilhosa obra alquímica que a Deusa criou e comanda através das manobras e poções realizadas em seu caldeirão, o lugar onde nasce a vida. Ela é considerada a energia Geradora do Universo, é associada aos poderes noturnos, a Lua, a intuição, ao lado inconsciente, à tudo aquilo que deve ser desvendado, daí o mito da eterna Isis com o véu que jamais deve ser desvelado. A Lua jamais morre, mas muda de fase de tempos em tempos. Ela representa os mistérios da eternidade e mutação. Por isso a Deusa é chamada de a “Deusa Tríplice” pois também muda de fase, assim como a Lua, e se mostra aos homens em três diferentes formas como: a Virgem, a Mãe, a Anciã.
O aspecto Jovem da Deusa recebe o nome de Rhianon – está associada à adivinhação, aos rios mágicos, à clarividência e aos encantamentos. Seus rituais e invocações são realizados na Lua Crescente. Sua cor é o branco e por isso recebe o título de Albedo (Senhora da Alvorada). Rhianon é a caçadora, segura em suas mãos a trompa de vaca ou touro em forma de meia lua. É a deusa da fartura e é ela a quem devemos reverenciar quando queremos garantir êxito no trabalho. Seus poderes são os da compaixão, sabedoria e compreensão.
O aspecto de Mãe recebe o nome de Brigith, a antiga Deusa Celta do fogo. Ela esta associada a fertilidade, sexualidade e ao parto. Seus rituais e invocações são realizados na Lua Cheia. Sua cor é o vermelho e por isso recebe o título de Rubedo (Senhora do entardecer). Brigith é a mãe que o possui no ventre o poder de dar luz a uma nova vida. É a rainha da colheita, a mãe do milho e derrama sua abundância por toda a terra. Segura em suas mãos um recipiente com labaredas de fogo, o qual tem o poder de realizar os desejos daqueles que a cultuam. É a Deusa do amor e seus poderes são os da paixão, agilidade e rapidez.
O aspecto de Anciã recebe o nome de Ceridwen, a Grande Deusa Mãe que conhece todos os segredos do Universo. Ela está relacionada ao renascimento e a ligação com os outros mundo. Seus rituais de invocação são realizados na Lua Minguante, que é o seu símbolo. Sua cor é o negro e por isso recebe o título de Nigredo (Senhora da noite). Ceridwen é a mãe que conserva todos os poderes da sabedoria e conhecimento. É ao mesmo tempo Deusa parteira e dos mortos, pois o poder que leva as almas para a morte e o mesmo que traz a vida. Do seu ventre parte toda a vida e da vida provém a morte. Segura em suas mãos um caldeirão e das misturas feitas em seu interior ela comanda a sincronicidade de todo o Universo e intervém nos assuntos humanos para auxiliar seus seguidores. Devido ao aspecto de velha é esta a personificação que representa o conhecimento de todos os mistérios que só a experiência pode proporcionar. É a Deusa da sabedoria do bem e do mal. Ela é a Deusa da paz e do caos. Da harmonia e da desarmonia. Ceridwen já passou pela jovialidade de Rhianon, pela maturidade e entusiasmo de Brigith.Acumulou toda a experiência, que só o tempo pode proporcionar, e distribui a sabedoria por todo o mundo.
Boa semana a todos
Lunna
O “pão de Lammas”…
No ritual de Lammas é costume fazer o pão de Lammas como forma de agradecimento a tudo que a natureza nos deu durante o ano. Você pode até pensar da seguinte forma: “eu não planto absolutamente nada, apenas vou ao supermercado e compro”. Mesmo assim você compra algo que a natureza forneceu a todos nós de alguma forma, não é mesmo? Então, nada mais sensato que agradecer…
O Pão de Lammas é uma antiga tradição. Não sabe-se ao certo quando começou, já que tudo está envolto em lendas e sempre há quem aumente ou exclua algum detalhe. Mas a lenda diz que as famílias se reúnem para celebrar e para tal fim, cada um trás um dos ingredientes e uma erva que representará a colheita.
É muito importante que a erva seja fresca e não desidratada. Então vamos a receita, mais uma vez fornecida pela Lu:
Ingredientes:
04 tabletes de fermento de pão
01 xícara de leite
01 colher de açúcar
01 quilo de trigo
04 colheres de sopa de margarina
03 ovos
ervas frescasProcedimento.
Comece misturando o leite, o fermento, os ovos e o leite em uma vasilha. Acrescente um pouco de farinha, sendo uma quantidade suficiente para fazer um mingau. Reserve, cobrindo a vasilha com um pano. Deixe crescer em um local “aquecido” por aproximadamente 30 minutos.Observação. O tempo varia dependendo do lugar. Se for usado uma estufa o tempo será menor. Se for ao ar livre, dependerá exclusivamente da temperatura do lugar. O importante é que a massa inicial cresça, dobrando de volume…
Após a massa crescer, você deve preparar a mesa e chamar todos que vão participar da confecção da massa. Peça para que todos se sentem e então traga a massa para a mesa. Comece adicionando trigo, quantidade suficiente para sovar a massa e a margarina. Em seguida, peça para que cada um adicione suas ervas. Eu geralmente uso: hortelã menta, salsinha, oregano, mangericão, mangerona).
Agora começa a parte mais importante, onde todos vão sovar a massa. Não se pode esquecer de estar com as mãos limpas, tanto quanto os pensamentos. Toda a nossa energia irá para a massa que deve ser bem sovada. Inicialmente a massa gruda nas mãos e depois começa a tomar definição de massa de pão, aos poucos vai soltando das mãos. Adicione o trigo enquanto for suficiente…
A massa estará pronta quando está mudar de cor. Inicialmente ela tem uma tonalidade escura, mas aos poucos começa a ficar mais clara, um tom de creme brilhante, muito bonito.
Separe em partes iguais aos participantes da mesa, sendo que cada um deve preparar o seu próprio pão, sempre no formato desejado. O melhor é o redondo para representar a terra, o sol, a lua… Mas não é obrigatório, fica a critério…
Deixe a massa crescer até dobrar de tamanho e em seguida leve ao forno pré aquecido. Quando tirar do forno, leve a mesa ou para o seu ritual seguido de uma bela xícara de chá quente e não esqueça de agradecer a natureza antes de comer e dividir entre seus familiares.
Um pedaço desse pão pode ser colocado dentro das “latas” de arroz ou feijão para que nunca falte alimento em sua casa. É uma tradição antiga e olha que funciona…
Ps. A Su fez a receita do domingo passado e disse para a Lu que adicionou umas coisinhas a mais e que ficou delicioso. Bem, a Lu disse que a cozinha é isso, uma arte pessoal onde os ingredientes são nossos e a combinação depende do nosso paladar e da maneira como tratamos os elementos que estão a nossa disposição. Ela mesma nunca segue receitas e sempre tem dificuldade em fornecer receitas. Sempre usa a quantidade necessária o que não significa exatamente um quilo ou uma xícara…
Abraços a todos e um excelente domingo.
Marco



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