Admirável mundo velho!
O mundo dá muitas voltas…
E a cada novo dia, novas coisas acontecem, o que ontem era moda, hoje fica de lado… O passado (embora as vezes volte com força total) fica na maioria das vezes juntando poeira no fundo de um baú qualquer…
Programas de televisão saem do ar, séries acabam repentinamente deixando seus fãs frustrados e claro, roupas saem da moda, produtos favoritos somem das prateleiras, aquela revista que você lia sempre não é mais publicada e até as palavras mudam. Ou será que você não conhece nenhuma expressão que surgiu do nada e você passou a usar e de repente percebeu que você era a única pessoa do mundo a fazer isso? Por mais incrível que isso possa parecer, é algo mais comum do que parece… Manjou?
Pensando nisso, o jornalista Alberto Villas escreveu um livro repleto de nostalgia onde reúne centenas de expressões ditas Brasil afora contando através de histórias engraçadissimas, o real significado de cada uma delas…
A leitura é muito agradável e você vai dar muita risada. Com toda certeza você vai se dar “um chá de cadeira” e vai “ficar com a pulga atrás da orelha”, mas com tantos “tecos” você vai “se divertir pra chuchu”… Entendeu???
Admirável Mndo Velho
Alberto Villas, Ed. Globo
388 páginas
Abraços
Marco
Faça turismo sem pôr o pé na estrada…
Descobrindo sua cidade…
Essa é uma das propostas que vem conquistando cada vez mais pessoas ao redor do globo. Afinal, viajar é a saída mais viável para quem está exausto, cansado da rotina diária que gera stress. Mas as vezes, viajar também não é exatamente uma forma de descanso, já que pra sair de uma cidade como São Paulo de carro por exemplo, nos últimos anos está cada vez mais complicado.
Com isso, é cada vez maior o número de paulistanos que estão optando por fazer uma “viagem” pela própria São Paulo…
“Lu, o grande barato disso é que São Paulo fica mais ou menos vazia nos feriados e férias escolares. Então dá pra curtir a nossa cidade de uma forma bem agradável. Você acaba se surpreendo com muitas coisas que sempre estiveram ali, mas por alguma razão passou desapercebido”… Me disse Sandra Lima, que é guia turística aqui em São Paulo há seis anos.
Mas essa tarefa não é nada fácil, contudo, resolvi encarar esse desafio…
Moro em São Paulo (entre idas e vindas para cá, para lá) há pouco mais de dez anos e confesso: não conheço essa cidade de mil faces e olha que eu já rodei essa cidade muitas e muitas vezes. Já estive em seus quatro cantos e ainda assim, preciso confessar: São Paulo pra mim, é uma ilustre desconhecida…
Primeira parte do desafio?
Foi ler um excelente Guia (tarefa nada fácil, uma das mais ingratas). Os guias trazem poucas informações porque até pouco tempo São Paulo o forte da capital paulistana não era o turismo e sim os negócios… Mas a cidade resolveu investir nessa mercado também… Contudo, os guias sobre São Paulo são poucos e não proporcionam uma leitura agradável. Nota zero para eles…
Contudo, São Paulo ganha pontos quando o assunto é serviço on line. O site da SPTrans e da CPTM nos fornece itinerários diversos e se o serviço de transporte público não está entre os melhores do mundo, vai por mim, está bem longe de ser o pior… Nota dez para o serviço!
Segunda parte do desafio?
Definir quanto poderemos gastar com o roteiro definido. Como a gente quer propor algo diferente. Resolvemos que não poderemos gastar apenas R$ 10,00 por passeio. Tarefa difícil? Nem tanto…
Terceira parte do desafio?
Resolvemos cumprir esse desafio em tempo real. Sim, vamos postar nossa aventura aqui no blog nos quatro sábados de julho. Essa vai ser a parte mais difícil do desafio, mas acho que vamos conseguir cumpri-la…
Então, com o mês de julho batendo a nossa porta, férias a vista – programação feita e o resultado vocês vão poder conferir aqui nos próximos quatro fins de semana – em tempo real! Ok?
Então, boas férias a todos vocês…
Marco, Lunna e Francy´s
Os Celtas na Irlanda…
Conta a história que a Irlanda é o último país de origem Celta e atualmente “lutam” para manter tradições tanto quanto sua história baseada em inúmeras lendas, por essa razão, aproveito-me do atual momento em que inúmeros festivais irlandeses acontecem aqui em São Paulo para narrar um pouco dessa fantástica história que com toda certeza dá um toque todo especial a história do povo Celta…
São muitos os que contam que durante muito tempo a Irlanda era um “amontoado de terras” encoberta por névoas, cuja terra era seca e sem valor algum, chovia o tempo todo e o sol era visto raramente…
Lá habitava um povo pouco amistoso, que não buscava contato com outras civilizações, os chamados Fomorianos, cuja cultura e hábitos merecem destaque, assim como boa parte do povo Celta. Eles também acreditavam em Deuses e viviam migrando de um lado para outro da ilha…
Mas como nem tudo são flores, um dia foram surpreendidos pela “visita” de um novo povo que aos olhos deles eram aberrações: seres gigantes, com hábitos desagradáveis, pele escura, e expressões arrepiantes. Basta dizer que eles não eram parecidos com absolutamente nada do que os Fomorianos já tinham visto antes, talvez por isso mesmo eram tão estranhos aos olhos deles.
Desde a chegada desse povo, os Fomorianos buscaram meios de expulsa-los da ilha, mas acabou ocorrendo justamente o contrário, sendo eles expulsos e obrigados a retornar ao continente, sendo determinado a partir daquele momento os Partholon como o novo povo da Irlanda…
Os Partholianos, como eram conhecidos, se estabeleceram e são muitas as lendas que narram os trezentos anos em que a Irlanda foi ocupada por eles, que eram considerados seres mágicos, dotados de força descomunal e de uma inteligência notável. A história nos conta que lagos surgiram por toda a Irlanda que viu suas terras serem ampliadas de forma surpreendente, a terra tornou-se fértil e todos viviam de forma próspera… A névoa que cobria a ilha dissipou-se, ocupando apenas um lado da ilha no qual, nenhum ser vivo poderia ousar se dirigir para lá, a menos que ouvissem o chamado dos Deuses. Surgia assim, a lenda da travessia do grande lago após a morte, quando o homem faria sua última travessia alcançando assim a honra de terem cumprido para com seu destino…
Pois bem, mas ocorreu que trezentos anos depois de muitos feitos, conquistas e melhorias por toda a ilha, eles previram o próprio fim. Foi então que uma praga levou a civilização parthoriana a extinção… Para eles, a profecia havia se cumprido, o que significava dizer que eles tinham finalmente cruzado o instransponível oceano rumo a nova vida, atingindo assim o Porto Seguro.
A jornada dos partholianos estava completa…
Continua…
Artigos anteriores sobre o mesmo tema:
Religião Celta
Os bárbaros estão chegando
Os Celtas chegam a Etruria
O povo Celta
Um pouco da história do povo Celta
Esse texto expressa pura e simplesmente a opinião do autor sobre o assunto, não se trata de uma crítica ou agressão as diversas formas de religião existentes.
Esta obra está licenciada sob uma
Licença Creative Commons.
Exposição Mulheres do Planeta
Heroínas contemporâneas…
Fui visitar a exposição Mulheres do Planeta que está lá na Oca, aqui em São Paulo e é uma daquelas exposições que vale a pena visitar…
São fotos, pinturas, e vídeos de refugiadas, camponesas, operárias, artistas, professoras com histórias interessantes e bastante surpreendentes.
A exposição é um trabalho do artista Titouan Lamazou que resultou da viagem feita por ele pelos cinco continentes – cada mulher é um personagem e suas vidas narram histórias que nos comovem e servem como lição de vida…
O artista Titouan Lamazou criou uma ONG internacional chamada Lysistrata que apoia centros de capacitação de mulheres no Congo, França, Indonésia e aqui no Brasil também. O nome da ONG é inspirado na primeira peça feminista pela paz da literatura mundial, escrita por Aristófanes (447 – 387 a.C.).
Na peça, a personagem Lysistrata comanda uma guerra de sexo em Atenas e Esparta para pôr fim a Guerra do Peloponeso…
Para quem estiver em São Paulo, a exposição vai até o dia 11 de julho - Pavilhão Lucas Nogueira Garcez/Oca – que fica na Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Portão 3.
E a Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura preparou uma programação especial e gratuita que será apresentada aos domingos, na temporada dessa exposição. A cada fim de semana, o trabalho de poetas contemporâneas como Virna Teixeira, Alice Ruiz, Tatiana Fraga, entre outras, será apresentado através de leituras, bate-papos e peças teatrais. A pensadora francesa Simone Beauvoir também ganha destaque em dois domingos. A entrada é gratuita e os eventos ocorrem sempre das 16 às 19h.
Boa diversão e grande abraço
Marco
Desenhando São Paulo…
Se tem uma coisa que é fato incontestável é que por mais que as pessoas detestem as grandes cidades, metrópoles ou grandes centros urbanos – elas sempre serviram como fator importante para a Arte… A grande maioria dos artistas se inspiram nelas (São Paulo, Paris, New York, Londres, Tókio, entre tantas outras) para criar suas obras de arte…
A Lu já teceu muitos versos sobre São Paulo o que me permitiu ver essa cidade com outros olhos muitas vezes, mas eu já vi muitos outros artistas falarem de São Paulo e nos remeter a um olhar, até então, complemente inusitado! Dostoievski me permitiu viajar por São Petersburgo muitas vezes, Dickens me apresentou Londres e quem não conheceu a Paris de Baudelaire não faz idéia do que é realmente aquela cidade…
Esses artistas, são ao seu modo, testemunhas das muitas transformações e modificações que essas cidades sofreram ao longo dos anos…
Desenhando São Paulo mapas e literatura (1877 – 1954) nos convida a um passeio pela São Paulo que muitos de nós não teve a oportunidade de conhecer. Uma mistura de literatura e urbanismo se apresenta através dos desenhos que vão surgindo página após página e é como seguir pelas muitas ruas de forma calma, sem trânsito ou sinal fechado – você é tão livre quanto os traços que por lá encontro.
Leitura indispensável. Vale a pena, gostando ou não da Sampa dos olhos meus…
Desenhando São Paulo: Mapas e Literatura
Maria Lúcia P. Passos e Teresa Emídio
Editora Imesp – R$ 120,00
Grande abraço
Marco
Comer carne estimula o desmatamento?
A resposta para essa pergunta é sim…
Infelizmente, o consumo de carne vermelha é um dos maiores responsáveis pelo desmatamento, afinal, para criar pastos, muitos pecuaristas recorrem ao desmatamento de florestas e outras áreas, como o cerrado por exemplo…
Para se ter uma idéia, boa parte da soja plantada em áreas de florestas, como a Amazônia por exemplo é utilizada para a produção de farelo, matéria-prima da ração do gado criado confinado no curral. E o pior é que hoje aproximadamente 70% das áreas desmatadas são usadas para a criação do gado.
Tentativas de acordos entre pecuaristas e frigoríficos são muitas, mas tudo fica apenas no papel mesmo. Afinal, o Brasil é um dos maiores exportadores de carne vermelha atualmente…
O Ministério da Agricultura diz em alto e bom tom a quem quiser ouvir que os pecuaristas se comprometeram há anos em não expandir a área destinada ao plantio de soja. Mas é evidente que o comprometimento deles foi apenas uma forma de agradar os ecologistas que não estão satisfeitos com o desmatamento da Amazônia…
Outro informativo curioso vem da Embrapa que afirma monitorar pastos via satélite o que torna possível verificar se há expansão de pastagens em áreas de florestas. Ótimo, já sabemos que há expansão, devidamente comprovada graças ao uso do satélite e o que será feito quanto a isso? Claro que ninguém pensou nessa resposta ainda, mas esperar algo a curto prazo dos meios diretamente envolvidos nessa questão é pedir demais, não acham?
Por isso, cabe a nós pensar muito bem em levar para a nossa mesa um bife “suculento” de carne porque para contornar esse PROBLEMA seria preciso um rígido controle sobre os pastos e até mesmo sobre as plantações de soja e em se tratando de Brasil, já sabemos que isso não acontecerá…
Claro que não é nada fácil deixar de lado um dos mais antigos hábitos do brasileiro. Afinal, o nosso prato de cada dia é justamente: arroz, feijão, carne e batata frita. Eu posso dizer que era um carnívoro, até conhecer a Lu que não come e nunca comeu carne. E como a cozinha é seu espaço sagrado, carne não entra de jeito nenhum…
Assim sendo, posso dizer que nem é tão difícil assim mudar esse hábito, mas se isso ainda não te convenceu, acesse o santo google e pesquise como esses animais são mortos apenas para que o nosso sustento diário. Há casos horríveis, iguais ou piores aos dos porcos lá no México.
Grande abraço
Marco
E o Kit do Mago vai para…
“Olhe bem para este pêndulo… Você está com sono… Muuuuito sono… Seus olhos estão ficando pesaaaados…. Você quer me dar este kit do mago… Você quer desesperadamente me dar este kit do mago… É um desejo que você não consegue repreender…”
Fernanda, com um comentário desses, é impossível não ser convencido.
Grato pela sua participação, parabéns pela criatividade e espero que você aproveite o Kit que era do Mago e agora é seu…
Grande abraço
Marco
Ps. Aproveito para agradecer a todos os que participaram da brincadeira aqui no blog e em breve tem mais Kits do Mago pra vocês.
E viva a crítica…
A essa altura, depois que todos os cadernos culturais do Brasil e sessões de artes dos jornais e revistas do gênero já estamparam em suas páginas centenas de resenhas sobre o mais novo livro de Chico Buarque, você já deve estar pensando “não li e (não) gostei, por isso nem vou me preocupar em ler esse livro”…
E viva a influência dos meios de comunicação.
Bem, como eu não faço parte do grupo influenciável da sociedade, eu tratei de ler “Leite Derramado” e confesso houve um enorme exagero por parte dos críticos, porque o livro tem sim os seus méritos. A começar pela prosa, coloquial e melodiosa, aqui e ali com alguns toques que evocam a classe de seu protagonista, um centenário filho do patriciado.
Não é o melhor livro que eu li na vida, mas não será o pior…
Então se ainda não leu, deixe de lado os tolos dizeres dos especialistas que muitas vezes fazem como Monteiro Lobato que julgou Anita Malfati sem ver sua obra no melhor estilo “não vi e não gostei”…
Não sei quanto a você, mas uma das coisas que eu mais gosto no cenário literário é quando eles liberam o primeiro capítulo para leitura, seja na net, seja em revistas especializadas, pena que não são todas que fazem isso…
Enfim, o site do livro na net, disponibiliza o primeiro capítulo do livro para leitura, para ler clique aqui.
Leite Derramado
Chico Buarque
Companhia das Letras
Grande abraço e boa leitura se for o caso.
Marco
Gostar daquilo que a gente faz…
Faz toda diferença do mundo! Sabia?
Segunda-feira, dia da Lua, da Poesia, de estar em si mesma e sair por aí sem destino ou compromisso. Foi exatamente ao rotular a segunda-feira que eu percebi que eu não fazia exatamente o que eu gostava e lá se vão longos dez anos desde que eu me dei conta disso…
Sim, eu me formei em psicologia, tive meu próprio consultório e meus inúmeros pacientes. Eu os ouvia durante horas e depois ía para casa. Aos poucos tudo aquilo foi se tornando uma rotina da qual eu não conseguia abrir mão. Quando o relógio anunciava as cinco horas, eu estava exausta. Resultado: ir o mais rápido para casa e ao chegar, tomar banho e tentar relaxar. E nem sempre era fácil conseguir isso… Com o passar dos dias, o sono foi desaparecendo e o cansaço mental foi surgindo… Dia após dia, tudo isso se multiplicava…
Então, resolvi que aquela segunda-feira seria minha e saí sem destino, sem compromisso, sem pressa… Andei descalça, li poesias de Mário de Andrade e Fernando Pessoa… Fiz yoga e comprei um caderno que viria a ser o meu diário. E criei um blog. Alguém aí deve se lembrar do “Lenta Composição”…
Foi o primeiro passo para eu descobrir que estar num consultório ouvindo pessoas não era o que queria pra mim. Eu queria mais e a psicologia iria ser sim um meio para tudo isso que estava surgindo em mim… Afinal, “construir” personagens é uma arte. Eles precisam existir, ter uma vida, serem perfeitos e concretos, ainda que não existam realmente…
Eu viajei para Portugal dias depois, ciente de que não era um recesso e sim férias definitivas da minha carreira inicial. Em Coimbra eu fiz Jornalismo e aos poucos percebi que a escrita (um hábito antigo, abandonado por razões diversas) era minha verdadeira paixão. Porque não podemos negar: é preciso paixão para que as coisas aconteça… E mais, é preciso gostar, se sentir bem e confortável, ter tempo livre para pequenas coisas e saber o exato momento de respirar, fazer uma pausa, se reciclar para que a vida não se torne um enorme mar de lamentações…
A gente precisa sim estar atento e não importa se temos dez, vinte, trinta ou oitena anos. Sempre é tempo de nos dedicar a coisas que nos proporcione prazer porque o ato de trabalhar precisa sim ser construtivo, empolgante, satisfatório…
![]()
Dias desses, eu estava construindo meu novo personagem e seguia de trem para o centro de São Paulo e um rapaz entrou, sentou-se. Estava ouvindo música alta com seus fones e nas mãos tinha uma revista. Ele estava fazendo um desses testes de apetidão nos quais perguntas definem de forma um tanto estranha o que você deve fazer na faculdade a fim de se tornar um profissional nesse exaustivo mercado profissional…
O mais engraçado é que em nenhum desses testes dizem pra você: experimente e se você gostar, vá em frente! Se não gostar, tente de novo, até sentir-se confortavel o bastante e não se canse jamais das suas tentativas…
O fato é que eu não me arrependi de nenhuma das minhas escolhas feitas, todas elas me ajudaram a chegar até aqui e fundamentalmente, em algum momento a gente precisa descobrir que diplomas são apenas folhas de papéis que não dizem absolutamente nada da gente e se alguém nos perguntar o que a gente faz, basta dizer: eu levando cedo ou tarde, eu curto o céu azul, nublado, ensolarado. Faço farra com a cachorro, deito na cama, faço almoço, bolo, bebo vinho, chá, água, saio pra rua, vou pedalar, sentar numa pedra, escrever um livro, um poema…
E você, faz o que gosta ou gosta do que faz?
Por. Lunna Guedes
Que tipos de animais podemos ter em casa?
Você já pensou nisso?
Muitos animais são considerados domésticos, mas nem sempre são realmente. Muitos animais não vivem bem em cativeiro e tendem a se tornarem uma péssima companhia, além de ficarem doentes, agressivos e irritadiços…
Mas alguns animais como: gato, cachorro (não são todas as raças), hamster e periquito-australiano são tidos como perfeitas companhias para o ser humano por se adaptarem rapidamente ao nosso universo, ou seja, casa, portões, portas e janelas…
Alguns animais silvestres, como jabuti, papagaio, arara, mico e tamanduá, só podem ser mantidos em casa se tiverem sido adquiridos de um criadouro ou loja registradas junto ao Ibama. Geralmente, eles são reproduzidos para essa finalidade e não são retirados da Natureza… Mesmo assim, acho que o melhor é ter um gatinho ou um cachorrinho!
Atualmente, são apreendidos milhares de animais que são “seqüestrados” de seus habitat natural e vendidos no “mercado negro” o que tem servido de alerta no mundo inteiro, já que várias espécies foram ameaçadas de extinção porque muitas pessoas acham legal ter um bichinho de estimação.
Gente, por mais que a gente goste de animais, precisamos antes de tudo ter consciência que quando um animal é retirado do meio em que ele vive, talvez ele nunca mais consiga retornar e pior que isso, a probalidade de morte é enorme. Sem contar, que em cativeiro, esses animais não irão reproduzir e vão contribuir para o desaparecimento de sua espécie…
A maioria dos animais apreendidos são: jabutis, macacos, aves, micos e todos acabam tendo que passar por um doloroso processo para retornarem ao seu habitat natural, mas saibam que pouco menos de 50% desses animais sobrevivem…
Por isso, se você souber que seu vizinho ou um amigo seu, cria um animal silvestre, faça a sua parte e denuncie porque além de ser crime, é falta de humanidade para com um animal que sofrerá até a morte, já que ele nunca se adaptará a sua nova vida…
Maiores informações no Brasil:
www.ibama.gov.br/fauna/criadouros/comerciais.pdf
Fone. 0800-618080
Abraços
Marco
Dica do Mago
Era escada – virou estante…
Todos os sábados a partir do hoje eu vou dar um dica para vocês que gostam de praticar os famos 4 “r” no seu dia–a-dia: “reusar, reduzir, reciclar e reformar”.
Para começar, vou dar uma dica bem interessante de como fazer uma prateleira que vai ficar muito bem na sua casa e resolver aqueles problemas de espaço. Quem teve a idéia foi a Lu…
Sabe aquela escada que você utilizava para trocar lâmpadas ou fazer pequenos reparos na sua casa? Mas que de uns tempos pra cá anda abandonada… Pois bem, ela pode virar uma deliciosa estante a um custo bem baixo – além de dar um toque todo especial na sua decoração, ainda vai ajudar você a organizar suas coisas de uma forma bem ousada e descontraída…
E para montá-la é tão fácil quanto desmontá-la e se caso você se canse da sua estante, pode simplesmente desmontá-la e pronto…
O processo é bem simples, você vai precisar de:
- Serra elétrica ou serrote
- Escada dobrável de alumínio ou madeira com degraus dos dois lados
- Placas de madeira (pode ser pinus)
- Tinta acrílica preta
- Pincel
Primeiro passo.
Usando a serra elétrica ou o serrote, corte a madeira para fazer as prateleiras, considerando o comprimento dos degraus da escada escolhida. Comece pela madeira para a prateleira mais comprida (que se apoiará nos degraus inferiores) e continue cortando-a para as demais, reduzindo 30 cm de comprimento em cada uma, até chegar à prateleira que ficará nos degraus superiores.
Segundo passo.
Pinte as prateleiras com tinta acrílica preta, usando pincel. Deixe secar.
Terceiro passo.
Coloque as prateleiras começando pela maior, de baixo para cima, e decore com objetos e peças decorativas da sua preferência.
Bem prático, não acharam?
Grande abraço
Marco
A religião Celta…
Não é uma das tarefas mais fáceis falar em religião quando o tema abordado são os Celtas – pois, embora atualmente muito se fala a respeito do paganismo Celta, é cada vez mais evidente que este segmento pouco teve relação real com os povos de origem celta…
A bem da verdade, os Celtas tinham um complexo panteão de divindades o que poderia vir a servir de esboço para a formação de um sistema religioso, só que em cada tribo tinha um costume e um Deus que era devidamente cultuado sem a existência de templos ou figuras para serem adoradas. A histórias desses Deuses era passada de forma comum, jamais escrita, sem a existência de rituais (que só vieram a surgir no século III d.C).
Mas em momento algum os Celtas constituíram um conjunto de valores de fundo religioso de forma organizada – sabe-se apenas que eles adoravam e reverenciavam os Deuses de acordo com o local onde se estabeleciam e a cultura por eles absolvidas ao conquistar um local por meio de guerra.
Com base nisso, percebemos que em várias tribos celtas existia uma supremacia no culto a divindades específicas, como é o caso do Deus Lugh, cujo nome foi dado a Londres e Lyon em honra a este Deus.
Por isso, quando se fala em paganismo, não podemos atribuir aos Celtas a sua prática e tão pouco a criação do mesmo, apenas podemos dizer que o paganismo Celta existe nos dias atuais porque pessoas que estudaram o panteão Celta, dos quais fazem parte uma gama de Deuses, como: Danu, Lugh, Cernunnus, Dagda, entre tantos outros – da mesma forma que existe o Panteão Grego, Egípcio, entre outros…
Os Druidas eram vistos no meio social como sendo uma espécie de filósofos, cientistas ou eruditos. Em momento algum desempenharam a função de Magos ou Sacerdotes como muitos afirmam.
Há quem denomine o druidismo como sendo uma religião céltica, mas este é um fato totalmente equivocado, basta ter contato com a história céltica para perceber que não havia entre os Celtas uma fé universal, fixa ou determinada.
No caso dos Druidas, podemos compará-los com os filósofos gregos que não eram sacerdotes e tão pouco magos, eram homens que questionavam constantemente o conjunto de regras sociais existentes naquela época, que levavam outras pessoas a pensar e estavam em constante estado de aprendizado…
Por Lunna Guedes
Continua…
Artigos anteriores sobre o mesmo tema:
Os bárbaros estão chegando
Os Celtas chegam a Etruria
O povo Celta
Um pouco da história do povo Celta
Esse texto expressa pura e simplesmente a opinião do autor sobre o assunto, não se trata de uma crítica ou agressão as diversas formas de religião existentes.
Esta obra está licenciada sob uma
Licença Creative Commons.
Uma história que começou…
Seis anos atrás…
E seis anos depois…
Só mesmo um poema escrito pela
“namorida” para definir tudo isso:
Toque-me
…quando a madrugada vestir-se de manhã
Sem pressa alguma
O vento abraçar as cortinas
A pele vestir-se de arrepios
Desperte-me com um beijo teu
…lento – atrevido!
Não se despeça,
Fique em mim…Toque-me!
…ao me ver partindo noite afora
Com os olhos pregados junto as estrelas,
…munido da doce ilusão de encontrá-lo por entre elas
Não deixe que eu me perça…
Deixe que o teu sorriso me encontre:
sequestre meus sentidos
…por um instante que sejaDeixe-me fechar os olhos
Repousando minha pele calmamente em tuas mãos
Enquanto tu reinventa o traço de minha face!E quando eu abrir os meus olhos
Apenas esteja lá…Toque-me!
…ao me encontrar num fim de tarde
De horas se perdendo junto ao vento
Deixe que teus braços encontrem minha alma
Revelando meus anceios e desejos todosSinta meu avesso
…nessa moldura de contornos de espaços
Não desapareça:Toque-me!
By. Lunna Guedes
Bacio amore mio
Marco
Fibras Naturais?
Você sabe o que são?
Existem as de origem animal que são as mais conhecidas, como: lã e seda e as vegetais: algodão, linho, juta e sisal.
Para quem não sabe, a Organização das Nações Unidas pela Agricultura e Alimentação determinou que 2009 seria o Ano Internacional da Fibras Naturais e por essa razão tem promovido muitos eventos (inclusive no Brasil) para divulgar e estimular o uso das fibras naturais…
Algumas fibras naturais são responsáveis pela produção de muitas coisas que fazem parte do seu dia a dia e podem ser conseguidas junto a Natureza sem necessitar de processos indústriais pois podem ser adquiridas de forma natural, olha que legal isso.
Agora que tal saber quais são as fibras naturais mais utilizadas no mundo todo e que talvez, você mesmo já tenha feito uso delas, mesmo sem saber:
Rami – folhas da planta que leva o mesmo nome, produzida na China, no Japão e Taiwan – delas se originam os produtos como: tecido, codas, barbante, papel moeda e reforço de magueiras e pneus…
Coco – fruto do conqueiro comum, muito comum no nordeste brasileiro, contudo, o Brasil não é um produtor desse tipo de fibra, mesmo tendo uma grande quantidade do produto e quem de nós já não viu centenas de cocos verdes indo para o lixo, heim? A Índia, Sri Lanka e as Filipinas são os maiores produtores desse tipo de fibra e os únicos por enquanto… A partir dessas fibras são produzidos: tapetes, escovas, cordas, vassouras, vasos para plantas, painéis e assentos para carro.
Cânhamo – planta cannabis, é uma parente distante da Maconha, mas livre de psicoativos. Atualmente, China, França e Chile são os únicos produtores desse tipo de fibra, mas o Brasil poderia também ser um grande produtor desse produto já que tem grandes quantidades de Cânhamo em diversas regiões brasileiras. A partir dessas fibras são poduzidos: codas, roupas, calçados, telas para pintura, papel de excelente qualidade e painéis para carro.
Lã de Alpaca – pelo da alpaca, parente sul-americano do camelo, animal que perde sua pelugem em determinada epoca do ano. Atualmente Peru e Bolívia são grandes produtores desse tipo de fibra que é utilizada na produção de roupas, boinas, gorros, cachecóis, meias, tapetes, pelúcias e sapatos.
Eu citei apenas algumas fibras naturais, mas existem muitas outras e vale lembrar que a maioira dessas fibras dependem exclusivamente da produção artesanal, o que nos leva de encontro aos pequenos produtores que contrubuem de forma incisiva para uma melhor qualidade de vida…
E para você saber qual tipo de fibra é utilizada nos produtos comprados por você, basta verificar as informações que vem nos produtos adquiridos por você. Os fabricantes tem por obrigação especificar o tipo de material utilizado na produção final de seus produtos.
Abraços
Marco



Peregrinos...