Publicado por: engmarco | 23/04/2009

A Roda do Ano

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Fui convidada pelo Marco a escrever uma coluna aqui todas as quintas-feiras, assim como já o faz a Lu e ele mesmo. Pois bem, depois de muito pensar a respeito e de já ter aceito o convite tão logo ele decidiu fazer o blog, resolvi escrever sobre um assunto que eu acho absolutamente simples, mas que sempre que o encontro pela net parece ser algo infinitamente complicado: a Roda do Ano

Quem segue a dança da Roda do Ano sabe que ela representa de forma simples a “dança” das estações do ano que são: primavera, verão, outono e inverno

Cada estação do ano tem o seu simbolismo, no Brasil nem tanto, já que o clima não tem uma definição específica, ainda mais nos últimos anos. Mesmo assim, podemos verificar que a primavera é a estação das flores, o verão é a estação do sol, o outono das folhas secas e de algumas frutas e o inverno é a estação do frio. Assim também o é para o paganismo, contudo, há sentidos bem mais específicos que durante muito tempo a grande maioria dos povos conhecia e seguia, independente de crença ou cultura porque tinham uma relação bem mais estreita com a natureza, algo que pouco acontece nos dias atuais.

Para entender a Roda do Ano, é preciso entender como o povo pagão observa a questão do tempo, para eles o dia começa as seis horas da tarde, quando escurece porque é o momento do descanso, do repouso do corpo e da alma e é justamente quando a vida se prepara, seria esse o exato momento em que os Deuses estão atentos a todas as formas de vida e suas formas de evolução.

Assim sendo, o dia que tem 24 horas em sua totalidade é subdividido em  quatro horas principais: 06, 12, 18 e 24 horas… E quatro horas secundárias que são os quartos de hora: 03, 09, 15 e 21 horas.

Observem que eu estou usando o formato de vinte quatro. Caso você use o formato de 12 horas, haverá mudança e será observado o horário da seguinte forma: 06, 12 da manhã e 06 e 12 da tarde e os horários secundários serão: 03 da madrugada, 09 da manhã, 03 da tarde e 09 da noite…

Esses momentos representam o equilibrio natural do universo que também é levado para os dias e meses que totalizam um ano, ou seja, o círculo completo que marca o começo e o fim de tudo para que logo em seguida tudo recomece.

A Roda do Ano pagão divide o ano em partes importantes: o primeiro dia do ano que é celebrado no dia 31 de outubro. O primeiro dia do quarto, sétimo e décimo mês de cada ano que é quando o povo pagão celebra o Sahmain, Imbolc, Beltane e Lughnasadh que são festivais importantes que representam simbolismos especificos da natureza, sobre os quais detalharei melhor nos próximos artigos aqui mesmo nesse blog…

Os outros festivais são: Yule (inverno), Ostara (primavera), Litha (verão) e Mabon (outono) que celebram as estações do ano.

Para começar vamos falar do que está próximo de ser celebrado, Beltane:

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Beltane (do gaélico “fogo de bel”)
1º de maio (algumas pessoas celebram esses festivais de acordo com o hemisfério sul, o que não é o meu caso, uma vez que não há uma definição específica quanto as estações do ano, o máximo que temos aqui é o tempo seco e o tempo úmido).

Esse festival é dedicado ao Deus Belenus, um Deus solar. No tempo dos celtas, eram acendidas grandes fogueiras e eles passavam o gado entre elas para purificação.

É também o momento da união dos amantes, um ritual de amor, que celebra esse sentimento em todos os aspectos de nossa vida. Hora de celebrar a união que gera, que propicia fertilidade seja para gerar filhos ou criatividade para gerar um novo projeto.

Nesse dia, buscamos pelas bênçãos da criatividade em nossas vidas. Ritual bem alegre, solto, com danças.

O Beltane simboliza a chegada da virilidade do jovem Deus. Agitado pelas energias em ação na natureza. Ele deseja a Deusa, deitam-se entre a relva e os botões de flores e se unem. A Deusa fica grávida…

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Um dos costumes do festival de Beltane são os mastros denominado Maypole – um mastro que simboliza a figura do Deus – enfeitado com flores e fitas que simboliza a Deusa.

A dança das pessoas em volta do mastro com as fitas representa a união da Deusa com o Deus.

Durante o entralace das fitas pensamos no nosso destino e na nossa vida. Temos a oportunidade de refletir sobre nossos pensamentos e atitudes no decorrer dos dias…

Um outro costume é o Pacote de Beltane que consiste em reunir nove galhos de diferentes árvores para queimar na fogueira assim que o dia começar, ou seja, as seis horas da tarde. Um costume dos povos antigos, era manter a chama da fogueira acesa durante toda a noite, como se assim a chama do desejo também ficasse acesa…

O importante nesse ritual é você se sentir próximo da Natureza e perceber que ela está em você, comece o dia colhendo flores, galhos, decorando a casa, abrindo janelas, sentindo a natureza em você e a sua volta…

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Bem, seja qual for a sua crença, o importante é celebrar a natureza sempre. Na próxima semana, vou falar do Solstício de Verão – Litha.

Então até lá…
Francy´s


Respostas

  1. Estes ritos que celebram a natureza são importantes porque nos permitem uma volta às nossas origens… pois fazemos parte da natureza e a “civilização” nos fez esquecer disso.
    Abraços.

  2. Belíssimo post, Francys!!
    Nada melhor do que revenciar a nossa natureza, somos parte dela. Cada estação tem uma simbologia e uma representação em nossas vidas, cada folha seca no jardim é algo significativo que precisamos respeitar e entender seus significados. A natureza é divina e cuidando dela estamos cuidando de nós, cultuar a natureza é ser/está sensível a tudo que ela nos representa!!!
    Adorei!!
    Abraços, querida!!!

  3. [...] Beijitos a todos, Francy´s Leia os outros posts da autora publicados aqui na Casa do Mago: Litha – o ritual do Deus Sol A Roda do Ano [...]


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